Curitiba realiza audiência pública para analisar mudanças nas regras de geração distribuída de energia no Brasil

A Câmara Municipal de Curitiba realiza nesta segunda-feira (16), a partir das 14 horas, audiência pública para analisar as mudanças propostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nas regras de geração distribuída no Brasil e o impacto dessas alterações no setor de energia solar. O encontro foi proposto pelo vereador Marcos Vieira e pelo deputado federal Gustavo Fruet, ambos do PDT, para que Curitiba não fique de fora da consulta pública nacional aberta pela Aneel em outubro passado para receber contribuições à proposta de revisão da Resolução Normativa 482/2012. A consulta pública encerra-se no próximo dia 30 de dezembro. A audiência contará com as presenças de diretores das Associações Brasileira e Paranaense de Energia Solar, além dos senadores paranaenses Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, que já confirmaram participação.



A revisão da resolução 482/12 está prevista desde 2015, quando a resolução 678/15 foi publicada. Seu objetivo é aperfeiçoar o atual modelo do sistema de compensação de créditos, considerando os avanços da geração distribuída no Brasil a partir de 2012, quando o consumidor começou a poder gerar a sua própria energia. Segundo a Aneel, desde a regulamentação da resolução 482/12, já foram implantadas mais de 120 mil unidades consumidoras com micro ou minigeração de energia e houve redução de 43% no valor dos painéis solares vendidos no país. A fonte solar é a mais utilizada na modalidade, alcançando 98% das conexões.

“Neste momento, no qual, os recursos naturais estão se esgotando, incentivar a produção de energia solar é importante para garantir o crescimento da economia do Brasil, assim como, a geração de empregos e o desenvolvimento”, afirma o deputado Gustavo Fruet, um dos organizadores da audiência.


Segundo Alexandre André Rossi, secretário da recém-criada Associação Paranaense de Energia Solar (Apsolar), que reúne as empresas provedoras dessa solução de geração distribuída, a revisão da resolução 482/12 é “salutar, mas não agora”. “O crescimento da geração de energia para atender a sempre crescente demanda por consumo virá das fontes alternativas, que serão penalizadas pelas mudanças propostas pela Aneel com a cobrança de taxas para remunerar a transmissão”, argumenta Rossi. Ele afirma que a taxação nesse momento pode comprometer, inclusive, a crescente geração de empregos no setor, que deverá chegar a 650 mil vagas nos próximos anos, de acordo com projeções da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar).

“É preciso coerência. Não podemos matar um mercado emergente, que ainda não tem capacidade de caminhar com as próprias pernas. Se o ponto é remunerar as concessionárias pelo fio usado para transportar a energia, que seja então comprovado que de fato a geração distribuída gera este custo ou que seja cobrado pelo fio que vai até o vizinho apenas e não por toda a rede. Mas defendemos que a geração de energia na carga, ou seja, no próprio lugar de consumo, não deve sofrer qualquer alteração, por enquanto. Mas concordamos que a geração remota, que são as chamadas fazendas solares instaladas em locais longe do consumo, tenha a regra discutida e eventualmente alterada, desde que de forma suave. Defendemos segmentar as alterações ou esperar que a geração distribuída, que hoje responde por menos de 0,7% de toda a energia gerada no país, atinja a marca de 5% para que haja a alteração das regras”, explica Rossi.

O vereador Marcos Vieira destaca a importância da participação de representantes de todos os agentes do setor na audiência desta segunda-feira, especialmente os que já são prossumidores, que produzem a energia que consomem. “Esse é um assunto que precisa ser debatido pela sociedade pois terá grande impacto na forma como o Brasil produz e consome energia nos próximos anos. Curitiba tem que contribuir de forma consistente dessa consulta pública da Aneel”, convoca.

Estudo brasileiro aponta que covid-19 pode causar danos cerebrais

Pesquisa mostra que vírus pode causar dano no sistema nervoso central

Um estudo conduzido por um grupo de 17 cientistas indica que o novo coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia de covid-19, é capaz de infectar células neurais. Os pesquisadores alertam para o risco de danos no sistema nervoso central de infectados. O trabalho foi conduzido através de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. 

Os resultados do estudo estão disponíveis no portal bioRxiv, que se dedica à publicação de artigos em modalidade preprint. São trabalhos que ainda não foram revisados por outros cientistas. Assim, o estudo ainda deverá ser submetido a uma avaliação externa.

Os pesquisadores analisaram o tecido neural de uma criança que morreu em decorrência da covid-19. Como em outras pesquisas, não se detectou a presença do novo coronavírus na massa encefálica. No entanto, o Sars-Cov-2 foi encontrado no revestimento de células neurais que estão na caixa craniana.

“Partículas virais foram detectadas principalmente no plexo coróide (ChP) e ventrículo lateral (LV), em menor grau no córtex do cérebro humano, mas não no resto do parênquima cerebral”, registra o estudo.

De acordo com o trabalho, o novo coronavírus tem capacidade de infectar células neurais, embora não consiga se replicar no sistema nervoso central. No entanto, ao infectar o plexo coróide, há uma reação do sistema imunológico do organismo humano. No caso analisado, os pesquisadores acreditam que essa reação pode ter permitido que o novo coronavírus, células imunes e citocinas acessassem o sistema nervoso central e causassem danos no cérebro da criança.

No início da pandemia, a covid-19 chegou a ser descrita como uma infecção no sistema respiratório. O avanço dos estudos, porém, mostrou que a doença poderia afetar também outros órgãos, como rins e coração. A preocupação com o sistema nervoso, por sua vez, decorre de manifestações neurológicas observadas em alguns casos. Ocorrências de acidente vascular cerebral e encefalite, por exemplo, foram relatadas em pacientes com covid-19. “Manifestações neurológicas descritas são provavelmente devido a efeitos colaterais de uma resposta imunológica sistêmica ao vírus”, sugere o estudo.

Informações Agência Brasil.

Em discurso para líderes mundiais, Bolsonaro fala sobre meio ambiente

Primeiro encontro virtual da ONU reúne líderes de todos os países

O presidente Jair Bolsonaro fez hoje (22) o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Em virtude da pandemia do novo coronavírus, o encontro é realizado online – inovação que acontece por medidas de segurança.

Apesar do caráter virtual, a sede da ONU em Nova York receberá um representante de cada país. Cerca de 200 pessoas estão fisicamente presentes, o que equivale a 10% da capacidade de ocupação da estrutura.

Assim como em 2019, quando discursou pela primeira vez na ONU, Bolsonaro deve falar sobre a Amazônia e as políticas ambientais do seu governo. Cada país-membro tem até 15 minutos para os discursos. Após a fala do presidente brasileiro, Donald Trump, Tayyip Ergodan e Xi Jinping – líderes dos Estados Unidos, Turquia e China, respectivamente – ocuparão a tribuna virtual.

» Veja a íntegra do primeiro discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU

Informações Agência Brasil.