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Prefeitura prevê orçamento de R$ 16,58 bilhões para Curitiba em 2027

A Prefeitura de Curitiba prevê um orçamento recorde de R$ 16,58 bilhões para 2027. O valor corresponde às receitas e despesas brutas previstas no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) e é 7,5% maior que o orçamento previsto para 2026, de R$ 15,42 bilhões. A proposta estima investimentos de R$ 1,81 bilhão no próximo ano.

O projeto deve ser encaminhado até quinta-feira (30/9) à Câmara Municipal de Curitiba (CMC), onde deverá ser votado até o fim do ano. Os dados foram apresentados pelo diretor de orçamento da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Carlos Kukolj, durante audiência online transmitida pelo canal da Prefeitura no YouTube nesta sexta-feira (25/10).

A LOA tem como base a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada em junho pela Câmara Municipal. Para elaborar a proposta, foram consideradas projeções econômicas para 2027, como crescimento de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), inflação de 4,5%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e taxa Selic de 13,13%.

Recursos próprios

O orçamento líquido para 2026 é de R$ 15,71 bilhões, já descontadas as operações intra-orçamentárias, realizadas entre órgãos do próprio governo.

As receitas correntes devem somar R$ 14,65 bilhões. As receitas de capital estão estimadas em R$ 1,05 bilhão, enquanto as intra-orçamentárias devem totalizar R$ 868 milhões. Segundo a projeção, Curitiba continuará garantindo a maior parte do orçamento com recursos próprios.

Do total das receitas correntes, R$ 9,14 bilhões, ou 62,4%, devem vir do próprio município. As transferências da União estão estimadas em R$ 2,48 bilhões, equivalentes a 17%, e as transferências do Estado, em R$ 1,77 bilhão, ou 12,1%.

A arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS), principal fonte de recursos do município, deve chegar a R$ 3,09 bilhões. A previsão para o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é de R$ 1,9 bilhão; para o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), de R$ 815 milhões; e para o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), de R$ 697,5 milhões. A arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) está estimada em R$ 2,4 milhões.

As operações de crédito devem somar R$ 538,1 milhões. As transferências de capital previstas são de R$ 427,2 milhões, e outras receitas de capital devem totalizar R$ 90,4 milhões.

Investimentos

Na previsão de despesas, os gastos correntes somam R$ 14,15 bilhões, as despesas de capital chegam a R$ 2,18 bilhões e a reserva de contingência é de R$ 245,8 milhões.

Entre os gastos correntes, R$ 7,21 bilhões serão destinados a despesas com pessoal e encargos. Os juros e encargos da dívida devem somar R$ 140,6 milhões.

Nas despesas de capital, os investimentos estão estimados em R$ 1,81 bilhão, as inversões financeiras, em R$ 146,7 milhões, e a amortização da dívida, em R$ 221,9 milhões.

Dos investimentos previstos para 2027, R$ 837,5 milhões virão de recursos do Tesouro do município e R$ 972,4 milhões de outras fontes, como operações de crédito.

Projetos

Os recursos devem ser destinados a projetos de pavimentação, construção de casas, calçadas e ciclovias, revitalização de parques e bosques, reforma de escolas e ampliação e modernização da iluminação pública.

Também estão previstos projetos de grande porte, como o novo Inter 2, o Ligeirão Leste/Oeste e o projeto de gestão de risco climático Bairro Novo do Caximba. A lista inclui ainda a implantação de três novas unidades básicas de saúde, a construção de cinco novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), a construção do Restaurante Popular do Boqueirão e a reforma, ampliação e revitalização de quatro Armazéns da Família, entre outras iniciativas.

Distribuição por área

A proposta detalha a distribuição do orçamento por área:

Saúde: 21,79%.

Educação: 19,87%.

Previdência Social: 15,37%.

Urbanismo: 13,65%.

Administração: 7,39%.

Encargos Especiais: 4,21%.

Assistência Social: 3,73%.

Outras: 3,42%.

Saneamento: 3,16%.

Gestão Ambiental: 2,62%.

Segurança Pública: 1,80%.

Legislativa: 1,52%.

Reserva de Contingência: 1,46%.

Por órgão ou entidade, os maiores orçamentos são os da Secretaria Municipal da Saúde, com R$ 3,6 bilhões; da Secretaria Municipal da Educação, com R$ 3,3 bilhões; do Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC), com R$ 2,65 bilhões; da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), com R$ 1,15 bilhão; e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), com R$ 911,9 milhões.

Os aportes do Regime Próprio da Previdência Social devem somar R$ 825 milhões. Já o pagamento de precatórios está estimado em R$ 143,47 milhões.

As despesas com pessoal devem representar 42,7% da receita corrente líquida. Os gastos com saúde devem corresponder a 19,22% do orçamento, enquanto os gastos com educação devem chegar a 26,40%. Os dois percentuais ficam acima dos limites constitucionais, de 15% para a saúde e de 25% para a educação.

A proposta de orçamento para 2027 também inclui as 100 ações mais votadas no portal Fala Curitiba, que apontou as principais prioridades da população. A consulta pública teve a participação de 22.996 pessoas.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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