Curitiba amplia medidas de combate ao coronavírus

A Prefeitura de Curitiba está ampliando as medidas de contenção e prevenção ao novo coronavírus na cidade. As novas determinações contemplam, por exemplo, o fechamento de casas noturnas e academias, restrições de movimentação na Rodoferroviária e visitação de idosos, além de orientações para atendimento do público em estabelecimentos comerciais.

Curitiba intensifica medidas preventivas contra coronavírus.

As deliberações foram feitas durante reunião do Centro de Operações de Emergência (COE), que se reuniu nesta quarta-feira (18/3), na Secretaria Municipal da Saúde. E foram chanceladas pelo Comitê de Técnica e Ética Médica, que orienta as decisões sobre o novo coronavírus na cidade.

A determinação é para evitar aglomerações em locais fechados e diminuir o trânsito de pessoas – restringido assim a possibilidade de transmissão do vírus.

A avaliação do Comitê é de que ainda não é o momento de decretar o fechamento de lojas, cujo atendimento pode ser adaptado de forma a evitar a transmissão. Curitiba ainda não tem nenhum caso de transmissão comunitária (apenas casos importados).

O Comitê faz análise permanente do desenvolvimento do coronavírus e do funcionamento da cidade, a fim de que as medidas sejam as mais adequadas de acordo com situações que mudam dia a dia, em decorrência do avanço da pandemia.

As medidas valem a partir desta sexta-feira (20/3).

Idosos

Fica sendo obrigatório o isolamento domiciliar de pessoas com 70 anos ou mais e proibida a visitação de idosos nas instituições de longa permanência. Para idosos que estejam enfermos poderá ser autorizada a presença de um acompanhante, de acordo com avaliação do responsável técnico da instituição.

Serviços e comércio

Devem fechar

– Casas noturnas, espetáculos, boates.

– Cinemas e teatros.

– Academias de ginástica, natação e esportes em geral.

– Salões de beleza.

– Escolas de música, artes, línguas e congêneres.

– Autoescolas.

– Tabacarias.

Mantêm-se em funcionamento, mas respeitando novas orientações:

– Lojas em geral (como de roupas, sapatos e acessórios).

– Supermercados e hipermercados (incluindo os mercados municipais).

– Restaurantes, bares e lanchonetes.

– Feiras livres.

– Padarias.

– Farmácias.

– Postos de gasolina.

– Lojas de conveniência.

– Lojas de produtos para animais.

As novas orientações para essas unidades incluem:

– Distribuição das mesas e da ocupação do espaço que mantenha as pessoas a no mínimo 1,5 metro uma da outra.

– Restrição de acesso ao recinto, de forma que haja condições de as pessoas se manterem à distância de 1,5 metro uma da outra.

– Os estabelecimentos devem organizar filas (de acesso, atendimento ou de pagamento) de forma que as pessoas fiquem a 1,5 metro uma da outra.

– Restaurantes de auto-serviço (self-service) devem destacar atendentes com luvas limpas, toca e máscara própria à manutenção de alimentos para servir os clientes, de forma a diminuir o contato com os utensílios de uso geral.

OUTRAS MEDIDAS

Celebrações religiosas

A recomendação é que sejam feitas por sistema on-line.

Alimentação de estudantes da rede municipal 

As famílias de crianças e estudantes em situação de vulnerabilidade receberão alimentação durante a suspensão das aulas (de 23/3 a 12/4). Cestas básicas serão distribuídas pela estrutura do município (os locais estão sendo definidos).

Rodoferroviária e ônibus

Em função do decreto do governador Ratinho Júnior, a ala estadual da Rodoviária de Curitiba vai fechar a partir desta sexta-feira (20/3) por tempo indeterminado. O governador suspendeu o transporte coletivo rodoviário de passageiros com origem em todos os estados e Distrito Federal.

A Urbs anunciará outras medidas em breve, como mudanças no horário de funcionamento dos seus serviços e alteração na ocupação dos ônibus.

Feira do Largo da Ordem

A feirinha do Largo da Ordem, no Centro Histórico, funciona no próximo domingo (22/3), mas será suspensa a partir do próximo, 29/3.

Serenidade e eficiência

O prefeito Rafael Greca, que conduziu a reunião de quarta-feira, destacou que neste momento é necessário ter sensibilidade.

“Temos que proteger a saúde de todos, porém, tendo o cuidado de preservar o trabalho e os meios de sustento das pessoas”, avaliou o prefeito. “Também estudamos um pacote econômico após passar a pior fase, para que a economia local tenha fôlego.”

“Vamos fazer o máximo possível para evitar e retardar a transmissão local, o envolvimento de todos é fundamental e já sabemos que medidas de isolamento têm funcionado. Não adianta suspendermos as aulas e as pessoas se concentrarem em shoppings ou irem para a praia”, destacou a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Estrutura de decisão

O COE é formado por secretários, diretores e técnicos das secretarias municipais do Governo, do Meio Ambiente, da Educação, Defesa Social e Trânsito, do Urbanismo, Esporte, Lazer e Juventude, da Comunicação Social, Instituto Municipal de Turismo, FAS, Urbs e Procuradoria-Geral do Município.

Participaram a procuradora-geral do Município, Vanessa Volpi; as secretárias Mônica Santanna (Comunicação Social), Maria Sílvia Bacila (Educação); os Secretários Fernando Jamur (Governo) Luiz Gusi (Segurança Alimentar e Nutricional), Emílio Trautwein (Esporte, Lazer e Juventude), Guilherme Rangel (Defesa Social e Trânsito); o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Alcides Oliveira; a infectologistas da SMS Marion Burger; a presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Ana Castro; a presidente da Agência Curitiba, Cris Alessi; o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto; o presidente da FAS, Thiago Ferro; o presidente da Cohab, José Lupion Neto; o presidente do Instituto Municipal de Administração Pública, Alexandre Matschinske; a presidente do Instituto Municipal de Turismo, Tatiana Turra; o diretor da Guarda Municipal, inspetor Carlos Celso dos Santos, e o coordenador da Defesa Civil, Nelson Ribeiro, além de técnicos de diversas pastas.

Otimista com vacina no início de 2021, secretário acredita em queda na curva de covid-19 em 40 dias

Segundo Beto Preto, o Paraná obteve um bom resultado no controle da doença por ter feito um grande número de testes e, além disso, ter dado a assistência necessária aos pacientes infectados

A curva de casos e mortes por coronavírus no Paraná devem começar a ter uma queda importante em cerca de 30 a 40 dias. É o que acredita o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, que em entrevista à Banda B, na tarde desta quinta-feira (24), também se mostrou otimista a aplicação da vacina na população do Paraná até março de 2021.

Segundo Beto Preto, o Paraná obteve um bom resultado no controle da doença por ter feito um grande número de testes e, além disso, ter dado a assistência necessária aos pacientes infectados. “Não faltaram leitos de UTI e enfermaria e isso é realmente importante. Tivemos muitos testes e conseguimos fazer o bloqueio dos municípios. Esse trabalho em conjunto teve um resultado muito importante. Queria poder dizer que foi ótimo, mas como perdemos paranaenses todos os dias não há o que comemorar”, ponderou.

Foram realizados até agora no Paraná 632.282 testes RT-PCR, considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ficando atrás apenas de São Paulo em números absolutos. Além disso, o Paraná fica atrás apenas de Minas Gerais entre os estados brasileiros com o menor número de casos e de óbitos pela Covid-19 por 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doença na população paranaense foi de 1.477,4 casos por 100 mil habitantes, com 37,1 mortes a cada 100 mil.

Sobre uma queda nas curvas de mortes e casos, o secretário de Saúde ressaltou que nas últimas semanas o Paraná já tem números em tendência de queda, mas ainda não em valores consideráveis. “Estamos há duas semanas com diminuição de 15% de casos e 2%de morte, mas no Litoral, por exemplo, houve um aumento de 28%. Eu acho que nos próximas 30 a 40 dias estaremos em uma curva decrescente e talvez haja a possibilidade de um retorno de algumas atividades como as aulas, desde que seja com segurança para os professores e alunos. Temos que tratar isso com todo respeito e sem sofrer pressões”, disse.

O que vai realmente ‘derrubar’ o vírus é uma vacina, mas isso só deve acontecer em fevereiro ou março do ano que vem. “Pessoas de alto gabarito estão tocando essas vacinas, laboratórios russos, chineses e norte-americanos. Eu vejo que em algum momento ela vai chegar. Não dá para ter uma certeza, mas talvez no início de fevereiro ou março isso aconteça. Tudo nos leva a crer que será possível isso em cinco meses”, falou.

Mortes de profissionais de Saúde

O secretário de Saúde lamentou durante a entrevista a perda de profissionais da saúde paranaenses na pandemia. “Nós tivemos muitos casos de contaminação dentro das equipes e profissionais perderam a vida. Você toma todo cuidado com os pacientes, mas se contamina em casa ou até no refeitório no hospital. São verdadeiros guerreiros que em nenhum momento deixaram de lutar”, concluiu.

O boletim da Secretária de Saúde do Paraná da última quarta-feira aponta 167.144 casos e 4.201 mortos em decorrência da doença.

Informações Banda B.

Secretário de Saúde do Paraná não acredita em retorno do público aos estádios em 2020

Beto Preto destacou que a presença da torcida nas arquibancadas poderia aumentar a demanda de testes para a Covid-19

A Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (Sesa) reforçou o posicionamento de que é contrária a volta da torcida aos estádios na Série A do Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Banda B, o secretário de Saúde, Beto Preto, disse que não acredita em retorno do público neste ano e a presença dos torcedores nas arquibancadas possivelmente aumentaria a demanda de testes da Covid-19.

“Do ponto de vista epidemiológico, eu quero me antecipar que se depender da Secretaria de Estado da Saúde neste momento, que tem prioridades importantes que são as aulas da crianças, não há possibilidade neste ano e não deslumbro a possibilidade de 30% de torcida nos estádios de futebol. Não há essa capacidade e isso geraria a necessidade de testes, eventualmente. Nós trabalhamos para suprir toda a necessidade de testes no Paraná”, declarou o secretário.

Beto Preto reconheceu a importância do futebol neste momento, mas destacou que a saúde da população vem em primeiro lugar. “O futebol é fundamental, um belo esporte, a preferência do brasileiro, mas antes disso, vem o quesito de saúde. Cada dia tem a sua agonia, montando a estratégia e não abandonamos a planilha. Na saúde, a nossa equipe trabalha todo dia e o planejamento é o forte neste momento”, afirmou.

Posicionamentos de Coritiba e Athletico

Através de nota oficial, o Coritiba defendeu a isonomia entre todos os clubes. “O Coritiba defende a igualdade na tomada de decisão e acredita que a medida definida deve valer para todos, respeitando a isonomia competitiva. O clube defendeu o retorno aos treinos de maneira segura e inclusive contratou um médico infectologista que contribuiu com o desenvolvimento de um protocolo de saúde, entendendo a responsabilidade das instituições sobre o atual cenário de pandemia e, ainda que esteja atento à situação e seus desdobramentos, reforça que a saúde e segurança devem ser consideradas como prioridade em relação ao retorno do público aos estádios”.

Já o Athletico, através do presidente do Conselho Administrativo, Mário Celso Petraglia, declarou que não tem nenhuma conclusão até que o assunto seja mais esclarecido. “Sem nenhuma conclusão ou decisão até que tudo fique claro e estabelecido de como será essa liberação”, falou.

Ministério da Saúde já autorizou

O Ministério da Saúde aprovou o plano da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a volta do público aos estádios, com limite de 30% da capacidade. A própria CBF vai se reunir com os clubes para debater o assunto, mas adiantou que a decisão deve passar pelas liberações de estados e munícipios.

O governo de São Paulo já anunciou que não vai permitir a presença do público nas partidas do Campeonato Brasileiro da Série A ou das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Em contrapartida, a prefeitura do Rio de Janeiro autorizou a presença de 30% da capacidade do Maracanã. O plano é que o primeiro jogo seja Flamengo x Athletico, no dia 04 de outubro.

A última vez que os jogos no Brasil aconteceram com a presença de público foi em março, antes mesmo da paralisação do futebol pela pandemia da Covid-19. Os jogos retornaram no Paraná no final de julho, mas sem a torcida.

Informações Banda B.