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Cuidado Integral com a Saúde Aumenta Expectativa de Vida das Mulheres para 82,6 Anos

Expectativa de Vida Feminina no Paraná: Cuidados e Desafios

O Paraná apresenta uma expectativa de vida média de 82,6 anos para mulheres, contra 75,8 anos para homens, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa longevidade, celebrada como conquista, também exige atenção especial à saúde e ao bem-estar das mulheres idosas. Para abordar essas necessidades, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), tem implementado diversas ações focadas na autonomia e na prevenção de doenças entre essa população.

Campanha Paraná Rosa

A campanha Paraná Rosa, que se estende até o final do ano, vai além da prevenção do câncer. O objetivo é promover uma reflexão abrangente sobre a saúde das mulheres em todas as fases da vida. A importância da saúde integral é um ponto central desta iniciativa.

A longevidade feminina é acompanhada por vulnerabilidades. Mulheres idosas frequentemente enfrentam condições crônicas como osteoporose, hipertensão, diabetes e depressão, além de riscos associados à polifarmácia, caracterizada pelo uso simultâneo de múltiplos medicamentos.

Além dos desafios físicos, as mulheres mais velhas lidam com questões de saúde mental, como solidão, ansiedade e luto, necessitando de cuidados que abordem aspectos variados como sexualidade, incontinência urinária, nutrição e saúde óssea.

“Aumentar a expectativa de vida das mulheres paranaenses é motivo de orgulho e responsabilidade. Nosso compromisso é transformar esses anos adicionais em qualidade de vida e cuidado”, declarou Beto Preto, secretário de Estado da Saúde.

Projetos de Atenção Integral

A Sesa possui a Linha de Cuidado à Pessoa Idosa, que inclui o projeto “Envelhecer com Saúde no Paraná”. A iniciativa visa oferecer atenção integral às mulheres idosas, enfatizando a prevenção de doenças e a identificação precoce de fragilidades. A Caderneta de Saúde é utilizada como ferramenta para planejar atendimentos personalizados.

Um exemplo disso é Ana Tereza Silva, de 78 anos, residente em Colombo, que está em fase de recuperação após um tratamento de câncer de mama. Além do acompanhamento para a doença, ela recebe assistência contínua pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a hipertensão.

“Fui diagnosticada com câncer, fiz o tratamento e agora me recupero. Também recebo apoio para outras condições de saúde. Precisamos de acompanhamento contínuo, e isso é garantido pelo SUS”, contou Ana.

Violência e Saúde da Mulher Idosa

A violência contra a mulher idosa se manifesta de diversas formas, incluindo abusos físicos, psicológicos e patrimoniais, além do idadismo, que nega direitos e liberdade. Para enfrentar essa realidade, a Secretaria de Saúde investe na capacitação de profissionais e no fortalecimento da escuta humanizada, além da notificação de casos de violência.

Giseli da Rocha, chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa da Sesa, enfatiza a importância de reconhecer as mulheres idosas, promovendo um compromisso com a saúde integral. “Uma alimentação equilibrada, atividade física, vínculos sociais e consultas regulares são pilares fundamentais para manter a autonomia e evitar a dependência, especialmente para aquelas acima dos 75 anos”, explicou.

Vacinação como Estratégia de Cuidados

A vacinação é crucial para garantir qualidade de vida e longevidade saudável entre as mulheres paranaenses. Vacinas contra gripe, pneumonia, covid-19, hepatite e tétano são essenciais para fortalecer o sistema imunológico e prevenir complicações. O Estado mantém campanhas de imunização em unidades de saúde, com a meta de aumentar a cobertura vacinal e reduzir hospitalizações relacionadas a doenças evitáveis.

A cobertura vacinal das mulheres acima de 60 anos no Paraná é de 56,53% para a dose anual da influenza e de 68,11% para o reforço da covid-19.

Discussão sobre Sexualidade no Envelhecimento

Com o aumento da expectativa de vida, torna-se cada vez mais importante discutir sexualidade e sexo seguro entre as mulheres idosas. O uso de preservativos e a realização de testes rápidos são fundamentais na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo HIV e sífilis, com todos os testes disponíveis no SUS.

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