Contingente de idosos residentes no Brasil aumenta 39,8% em 9 anos

Um novo levantamento realizado pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que pessoas com 60 anos ou mais representam 14,7% da população residente no Brasil em 2021. Em números absolutos, são aproximadamente 31,23 milhões de pessoas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (22).

Nos últimos nove anos, o contingente de idosos residentes no Brasil aumentou 39,8%. Em 2012, quando teve início a série histórica da Pnad Contínua, moravam no país 22,34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, representando na época 11,3% de toda a população residente.

Segundo o analista do IBGE, Gustavo Fontes, as mudanças demográficas mapeadas na Pnad Contínua fornecem subsídios para decisões administrativa. “Podem ter impactos para demandas de políticas públicas, por exemplo, em questões relacionadas à previdência social, à saúde pública, às vagas nas escolas”, diz.

A Pnad Contínua reúne informações relacionadas a características gerais dos domicílios e moradores de todas as regiões do Brasil. Há dados referentes à composição da população residente no país em relação a sexo, idade e raça. A nova edição traz os resultados referentes ao ano de 2021, permitindo a comparação com anos anteriores. Os dados levantados possibilitam análises a partir de enquadramentos sociais e demográficos.

Gustavo Fontes observa que os números populacionais foram estimados de forma amostral e que, com a realização do censo demográfico neste ano, será possível fazer uma revisão melhorando a precisão dos resultados.

Considerando os impactos da covid-19, algum ajuste poderá ocorrer tendo em vista, sobretudo, a mortalidade de idosos em meio à pandemia. No entanto, levando em conta o universo populacional do país, o IBGE avalia que possivelmente não haverá grandes diferenças.

População jovem

O IBGE também constata que há uma tendência de queda na proporção da população mais jovem. Em 2012, 49,9% dos residentes no Brasil tinham menos de 30 anos. No ano passado, apenas 43,9% dos moradores do país situavam-se nessa faixa etária.

As estimativas apresentadas no levantamento apontam ainda uma redução da população mais jovem em números absolutos. Há hoje no país cerca de 131,93 milhões de residentes com menos de 30 anos, 5,4% a menos do que em 2012.

“As maiores taxas de reduções no contingente populacional foram estimadas para os grupos que compreendiam as pessoas de 10 a 13 anos e de 14 a 17 anos de idade. Ambos registraram diminuição de 12,7%, no período”, aponta o levantamento do IBGE.

Considerando a estimativa para todas as faixas etárias, foram contabilizados 212,7 milhões de residentes em 2021. Houve um crescimento de 7,6% na comparação com os 197,7 milhões de pessoas que moravam no Brasil em 2012.

Os maiores aumentos foram registrados nas regiões Centro-Oeste (13%) e Norte (12,9%). Ainda assim, ambas mantiveram as menores participações na população total (7,8% e 8,7%, respectivamente). Por sua vez, a região Sudeste, com uma concentração de 42,1% do total de residentes no país, registrou crescimento 7,3% em seu contingente populacional. Na região Nordeste, observou-se o menor aumento, de 5,1%.

Dependência econômica

A Pnad Contínua também faz um levantamento da dependência demográfica, medida a partir da relação entre a população economicamente dependente, que inclui jovens até 14 anos e idosos a partir de 65 anos, e a população potencialmente ativa, na qual se enquadram as pessoas entre 15 e 64 anos.

Segundo o IBGE, esse índice contribui para evidenciar mudanças na estrutura etária brasileira e para compreender a carga econômica sobre a faixa de idade com maior potencial para exercer atividades produtivas. Quanto maior a razão, maior é o peso econômico sobre essa faixa etária potencialmente ativa.

“Ao comparar com 2012, a razão de dependência total em 2021 apresentou pequena queda, passando de 45,7, em 2012, para 44,6, em 2021. No entanto, essa queda não foi constante no período, pois ao comparar 2021 com 2017, ano em que o indicador foi estimado em 43,9, verifica-se ligeiro aumento na razão de dependência total. As mudanças na razão de dependência estão diretamente associadas à diminuição da fecundidade e ao aumento na longevidade da população”, registra o levantamento.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

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Libertadores: Vitor Roque decide e Athletico-PR está na semifinal

Contado com o brilho do jovem atacante Vitor Roque, de apenas 17 anos, o Athletico-PR derrotou o Estudiantes (Argentina) por 1 a 0, na noite desta quinta-feira (11) no estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata (Argentina), e se classificou para as semifinais da Copa Libertadores, onde medirá forças com o Palmeiras.

A partida começou com os argentinos mantendo mais a posse de bola, e criando as melhores oportunidades nos 45 minutos iniciais.  Logo aos 6 minutos Manuel Castro criou a primeira chance do Estudiantes, com finalização que foi para fora. Mas a oportunidade mais cristalina surgiu aos 43, quando Morel escorou para defesa do goleiro Bento. Já o Furacão só criou alguma coisa aos 16 minutos, em cobrança de falta de Khellven que foi defendida por Andújar.

Após o intervalo a equipe comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari melhorou e começou a criar mais. Porém, a equipe de La Plata foi mais eficiente e chegou a superar o goleiro Bento aos 17 minutos, em finalização de Lollo. Porém, o gol acabou sendo anulado pelo juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), ao assinalar irregularidade no lance.

Com o passar do tempo, Felipão mudou sua equipe de forma a tornar mais ofensiva, colocando em campo mais jogadores de ataque, entre eles o uruguaio Terans, que foi decisivo.

Já aos 50 minutos o camisa 20 do Furacão fez grande jogada pela esquerda e tocou para Vitinho na área, que levantou a bola para o garoto Vitor Roque ganhar de cabeça do goleiro Andújar para marcar o gol da classificação para a semifinal. Com este resultado o Brasil garante ao menos um representante na decisão da competição.

Após o compromisso pela Libertadores, o Athletico-PR encontra o Flamengo no Campeonato Brasileiro, a partir das 16h (horário de Brasília) do próximo domingo (14) no estádio do Maracanã.


Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Julho registra temperatura média mais alta da história 

Mesmo no inverno, os termômetros brasileiros registraram um mês quente com as temperaturas mais altas dos últimos 61 anos.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelam que a temperatura média do mês de julho chegou a 22,8ºC, um aumento de 0,82 grau acima da média histórica registrada em 2015, fazendo de julho de 2022 o mais quente que se tem registro na história do Brasil para o período.

A meteorologista do Inmet Danielle Barros explica que, nos últimos anos, o país tem registrado invernos mais quentes.

“A gente está tendo invernos mais quentes, principalmente nos últimos 10 anos. Isso aí pode estar relacionado muito à persistência de massas de ar quente sobre a região central. O que é comum, mas elas estão mais frequentes. Aumento também das áreas mais desmatadas que estão levando pouca chuva para região central nessa época do ano”, afirmou.

Mas esse evento não está restrito ao Brasil. A Agência Estatal de Meteorologia da Espanha, por exemplo, que fica no lado norte do hemisfério terrestre, também registrou recorde em julho ao atingir uma temperatura média de 25,6°C. Os países do Hemisfério Norte estão no verão.

Outro caso foi no Reino Unido, com o registro da temperatura mais alta de sua história. Segundo o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, os termômetros de Londres marcaram 40,2ºC.

Para agosto, a meteorologista do Inmet também prevê temperaturas altas. “Eu acredito que as temperaturas em agosto possam ser acima da média, mas não tanto quanto essas de julho. Foi um mês atípico.”

*Estagiário sob supervisão de Raquel Mariano

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil