08/12/2025 – 09:51
Câmara aprova projeto que cria serviço de apoio a gestantes em vulnerabilidade social
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprova um projeto de lei que institui o Serviço de Proteção e Atendimento à Maternidade e à Primeira Infância (Pampi). A iniciativa visa atender gestantes em situação de vulnerabilidade social, como mulheres em condições de rua, e crianças na primeira infância.
Objetivos do Serviço Pampi
O Pampi proporcionará apoio multidisciplinar, oferecendo atendimentos em locais públicos de saúde e assistência social já existentes. O projeto prevê a disponibilização de:
- Serviços de pré-natal;
- Atendimento psicossocial;
- Alojamento temporário;
- Programas de promoção de autonomia financeira e garantia de direitos.
Necessidade de Atendimento Especializado
Durante a discussão, a relatora Laura Carneiro (PSD-RJ) destacou a ausência de serviços especializados para gestantes e crianças na primeira infância. “Esse é um público com demandas próprias e justifica-se a criação de um serviço assistencial voltado para suas necessidades”, afirmou. A relatora enfatizou que o projeto promove a autonomia e a inclusão social, além de garantir direitos dessas famílias.
Emendas e Alterações
O projeto recebeu alterações da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, incluindo a participação desta comissão no grupo de trabalho responsável pela regulamentação do Pampi. Outra emenda importante assegura que as gestantes terão acesso a informações claras sobre seus direitos, como o atendimento respeitoso, a presença de acompanhante durante o parto, a pensão alimentícia durante a gravidez, a licença-maternidade, a estabilidade no emprego e a dispensa para amamentar.
Laura Carneiro ressaltou que essas emendas são essenciais para garantir condições de proteção social e saúde para as gestantes e seus bebês.
Próximos Passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser convertido em lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcelo Oliveira
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