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CMEI Mário Covas amplia atividades com materiais escolhidos por professoras e famílias

O CMEI Mário Covas, no bairro Augusta, na CIC, recebeu na semana passada novos materiais pedagógicos adquiridos com R$ 30 mil de uma emenda parlamentar do vereador Zezinho do Sabará. A equipe da unidade elaborou uma lista própria de brinquedos, itens de papelaria e outros objetos para as atividades pedagógicas.

As 74 crianças matriculadas, com idades entre 3 e 6 anos, passaram a contar com jogos de montar, caixa de ferramentas, jogo de cozinha, bancada de cabelereiro, quebra-cabeças, jogos de madeira, imãs e uma barraca. Os materiais são utilizados pelas quatro turmas do CMEI: Maternal 1, Maternal 2, Pré-1 e Pré-2.

A presidente da Associação de Pais, Professores e Funcionários (APPF) do CMEI Mário Covas, Thaís Gonçalves de Deus, é mãe de Eduardo, de 3 anos, e aprovou a iniciativa.

“Pudemos selecionar uma ampla gama de recursos que atendem diretamente a criatividade dos professores. Eles trazem várias ideias, várias formas de ensinar para o plano de aulas e esses materiais estão empolgando as crianças”, disse Thaís. Ela também relatou a alegria do filho com as novidades: “Ele vê essas coisas novas chegando e fica muito animado e aplica tudo que aprende em casa também”.

Segundo a diretora Eliane Rodrigues Maria dos Santos Nascimento, que trabalha há 30 anos na Rede Municipal de Ensino, a participação da comunidade na escolha foi fundamental para definir os materiais.

“Antigamente, éramos limitados a uma lista de compras preestabelecidas e hoje temos autonomia para identificar as necessidades reais de cada turma”, afirmou.

A partir de um banco de itens, as professoras selecionaram os materiais pedagógicos e brinquedos necessários, respeitando o limite orçamentário. Dos R$ 30 mil recebidos, cerca de R$ 4 mil foram destinados a cada sala de aula. O recurso também foi usado para atender demandas essenciais de higiene e limpeza e para melhorar a ambientação da entrada do CMEI.

“Criamos um espaço de acolhimento com brinquedos de madeira, onde as famílias podem interagir com as crianças no momento de chegada ou saída. É um espaço vivo, de uso real, que reforçamos constantemente em comunicados às famílias, pois acreditamos que esse momento de convivência é fundamental para o acolhimento escolar”, contou Eliane. Todo o plano de compras e os orçamentos foram apresentados à APPF e ao Conselho Escolar.

A diretora também destacou a reação das professoras ao serem convidadas a participar da definição dos gastos. “Quando ofereci a oportunidade de escolha, percebi uma surpresa positiva: elas perguntaram se realmente poderiam participar da decisão. Reforcei que, como o recurso pertence ao coletivo, a escolha deveria ser delas, e não apenas minha. Nesse momento, notei que se sentiram valorizadas e incluídas no processo”, disse.

Para a professora do Pré-2, Edicarla Roza, os brinquedos e demais materiais têm função pedagógica no desenvolvimento das crianças.

“Na educação infantil, o brincar e o aprender são indissociáveis. Utilizamos esses recursos como ferramentas pedagógicas estruturadas, que permitem o aprendizado por meio de jogos. Ao incluí-los no planejamento, estimulamos a criatividade e o desenvolvimento integral das crianças, aproveitando o potencial transformador que a novidade traz para o cotidiano escolar”, ressaltou.

Na turma do Maternal 2, da professora Letícia Milena Gonçalves, a barraca montada em um canto da sala se tornou uma das principais atrações. Antes da chegada dos novos materiais, as crianças já haviam construído um foguete de papelão, usado em brincadeiras. A barraca passou a ser mais um recurso para estimular a criatividade e o aprendizado.

“A barraca tornou-se o centro das atividades por possibilitar o jogo simbólico. Seja como uma casa, um foguete ou um espaço de leitura, ela permite que as crianças criem narrativas e interajam entre si. O fato de as crianças também terem auxiliado na escolha dos brinquedos fez com que se engajassem ainda mais, aproveitando cada recurso disponível com muito mais significado”, explicou Letícia.

O Programa Fundo Rotativo repassa recursos financeiros às unidades da Rede de Ensino para a manutenção do dia a dia e outras despesas relacionadas às atividades educacionais. Criado pela Lei Municipal nº 14755, de 25 de novembro de 2015, e regulamentado pelo Decreto nº 281, de abril de 2016, o programa passou a permitir, a partir deste ano, uma cota extra com emendas parlamentares.

A mudança possibilita, neste ano, a execução descentralizada de R$ 6,3 milhões em recursos destinados pelos vereadores às unidades educacionais da rede pública. Em 2026, são 256 emendas parlamentares destinadas a 208 unidades, provenientes de 27 vereadores, com valor total de R$ 6.365.000,00. Os valores individuais variam de R$ 10 mil a R$ 200 mil.

“A forma como a diretora definiu a aplicação do orçamento recebido impactou diretamente nas salas de aula. A equipe do CMEI pôde vincular a decisão sobre os recursos da Educação à ação do educar e isso é muito significativo”, declarou o secretário municipal da Educação, Paulo Schmidt.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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