Cinco dicas de direção segura para colocar em prática hoje

Segundo uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU), nas últimas duas décadas, o número de vítimas do trânsito no Brasil vem caindo aos poucos: entre 2011 e 2020, essa taxa foi reduzida em 30%. Mas isso não foi suficiente para que o país cumprisse a meta de cortar em 50% esse tipo de fatalidade. Isso porque, de acordo com o levantamento, os acidentes de trânsito estão entre os eventos que mais tiram anos de vida das pessoas, além de  matar 89 brasileiros todos os dias, três a cada hora.  Pensando em ajudar a achatar essa curva tão alarmante, Bruno Poljokan, CRO da Kovi, startup que está revolucionando o acesso ao carro no Brasil, elencou cinco dicas para que motoristas possam praticar uma direção mais segura. A startup também desenvolveu uma tecnologia própria de alertas e avaliações de condutores, pensando no impacto da sua frota e na segurança das cidades onde atua. Confira as dicas:

1- Prestar sempre atenção à sinalização local: As sinalizações nas estradas servem como um alerta para os condutores evitarem acidentes e se localizarem. Além de colocar em risco a vida do condutor, passageiros e terceiros, desobedecer às sinalizações pode gerar multas e somar pontos na carteira de motorista.

2- Cuidado na ultrapassagem de veículos: Segundo o Anuário de 2021, da Polícia Rodoviária Federal, mais de cinco mil pessoas morreram em 64 mil acidentes de carro e a colisão frontal é o tipo de acidente  que mais matou. Por isso, redobrar a atenção na hora das ultrapassagens é essencial.

3- Manter uma distância mínima em relação aos outros veículos: O ideal é que a cada 20 km/h de velocidade, o motorista deve sempre se manter a distância de um veículo do outro. Ou seja, se o veículo estiver a 80km/h a distância entre o próximo carro deve ser de, no mínimo, quatro carros. Caso ocorra alguma emergência, haverá espaço suficiente e tempo para reduzir a velocidade, frear e desviar, evitando colisões.

4- Respeitar os limites de velocidade: Pesquisas apontam a velocidade como a principal causa de acidentes resultando em mortes no trânsito no mundo todo. Nos últimos 20 anos, o aumento de velocidade causou cerca de 33 mil mortes, de acordo com estudos realizados pelo órgão norte-americano Insurance Institute for Highway Safety. Para evitar ainda mais mortes no trânsito, respeite os limites de velocidade indicados nas vias.

5- Regular todos os equipamentos do veículo, como retrovisores, setas, assentos: A expressão dirija por você e pelos outros já bem conhecida no trânsito e não é à toa. Regular os equipamentos faz com que a atenção do condutor fique ainda mais aguçada e que ele possa prestar atenção em toda movimentação em volta dele, podendo evitar acidentes causados pela imprudência de terceiros.

“É fato que dirigir de forma segura promove a redução substancial de riscos de acidentes. O maior benefício de seguir essas práticas é evitar gravidades para o motorista e terceiros, evitando mortes e sequelas físicas. Além disso, também é possível gerar uma economia para o condutor, seja no combustível, preservação de pneus e outros itens de desgaste bem comuns, além também de manter o veículo em bom estado geral, declara o CRO da Kovi.

De acordo com Bruno, uma das práticas mais defendidas quando se trata da segurança no trânsito é a direção defensiva. “No final  do dia,  o bem maior é a prevenção à vida. A direção defensiva é aplicada considerando-se que a maioria das infrações de trânsito é causada por falhas humanas, imprudência, imperícia e deve ser praticada por todos, independente da forma com que outros motoristas estão dirigindo nas ruas, avenidas e estradas, evitando as reações tão comuns no dia-a-dia das cidades”, conclui.

Sobre a Kovi

Fundada em 2018 por dois ex-executivos da 99, a Kovi é uma startup de mobilidade que tem como missão tornar o acesso ao carro mais inclusivo, flexível e simples. Uma das startups que mais cresceu nos últimos anos no país. A grande missão da  Kovi é buscar transformar a indústria ao facilitar a vida do motorista e de seus parceiros, desburocratizando os processos e garantindo facilidade e flexibilidade para os dois lados. Em junho de 2021, a Kovi foi considerada pelas revistas Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Época Negócios como uma das “100 startups to watch”.  Alguns meses depois, em setembro, foi reconhecida como uma das LinkedIn Top Startups. No mesmo ano, foi reconhecida pela Tracxn no “Soonicorn Club Awards 2021”, prêmio do México de startups.

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Presença feminina rompe preconceitos e ganha força no agronegócio

O último Censo Agro, realizado em 2017, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que a cada dez lideranças do campo, pelo menos duas são mulheres. Buscando mudar o cenário, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, em agosto de 2022, a sua Comissão Nacional de Mulheres do Agro. O objetivo é ampliar a participação feminina no sistema, que, conforme apontam pesquisas, ainda é pequena. De acordo com o censo de 2017, as mulheres são proprietárias de somente 19% dos estabelecimentos agrícolas.

Apesar das dificuldades e preconceitos enfrentados, a expectativa é de melhora e de crescimento da atuação das mulheres no campo nos próximos anos. Levantamento realizado pela ABMRA aponta que 94% dos produtores rurais entrevistados consideram a mulher vital ou muito importante para o negócio rural. Outra pesquisa, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), mostra que 26% dos cargos de decisão e comando nas atividades produtivas são ocupados por mulheres.

Entre elas está Débora Noordegraaf, suinocultora de Castro (PR), considerada pela Forbes uma das 100 Mulheres Poderosas do Agro em 2021. Ela começou a se interessar pelo trabalho no setor, e também com o cooperativismo, porque o marido atua na área, e, a partir disso, ficou motivada a conquistar seu próprio espaço e olhar com atenção para as mulheres que trabalham no campo. “Fiquei apaixonada pelo agro, principalmente pela vivência de produzir animais com excelência em qualidade. Percebi o quanto é importante essa profissão, pela qual podemos  produzir alimentos para o mundo. Entrei para a Comissão da Mulher Cooperativista da Castrolanda e isso fez com que eu desenvolvesse meu espírito de liderança, de trabalhar em prol da comunidade e de outras mulheres”, conta. 

A comissão de Castrolanda, colônia holandesa da cidade de Castro, é um dos grupos mais antigos de mulheres cooperativistas. Há mais de 10 anos, busca promover a formação no protagonismo feminino. “O prêmio é um reconhecimento não só para mim, mas também pelas histórias de todas essas mulheres. É um novo estímulo para dar o meu melhor na minha propriedade e também na comissão”, reflete a suinocultora. 

Marca institucional da cooperativa Castrolanda, Frísia e Capal, a Unium acredita que o prêmio é um sinal de respeito às histórias de todas essas mulheres que enfrentam muitas  dificuldades para estar nessa área. “A Unium através das suas cooperativas busca capacitar e fortalecer a atuação das mulheres no campo e dentro de seus negócios, promovendo oportunidade de crescimento em nossas áreas de atuação” comenta Adriane Silva representante da equipe de marketing da Unium. 

Sobre a Unium

Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Todas as marcas reunidas pela Unium, inclusive a Alegra, são reconhecidas pela qualidade e excelência.

A Unium também conta com três marcas de lácteos: Naturalle – de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa – farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência.

Devemos ler para o bebê recém-nascido?

Desde a vida dentro da barriga da mãe, o bebê já consegue ouvir os sons externos do mundo que o cerca. Em uma pesquisa realizada com gestantes, os cientistas pediram que as mães lessem um texto para os bebês ainda no útero, durante seis semanas.

Após o parto, ao ouvirem novamente o mesmo trecho, o estudo demonstrou que os pequenos se acalmavam – diminuindo a frequência cardíaca – e acionaram a parte do cérebro relativa à memória, ou seja, a familiaridade com a cadência do texto, lido pela mãe, era capaz de influenciar o comportamento dos bebês.

Esse é um período de desenvolvimento cerebral intenso, em que os bebês já serão capazes de identificar os padrões rítmicos da leitura. Mas além do potencial de desenvolvimento cognitivo para as crianças, o que os especialistas defendem é que a leitura em voz alta para os recém-nascidos é uma ferramenta importante para criação do vínculo afetivo entre a criança e seus cuidadores, tão fundamental nesse estágio da vida.

Mas, para quem deseja saber o que a leitura fará ao cérebro dos bebês, vale destacar que ao ler para o recém-nascido, os pais também proporcionam à criança em desenvolvimento, por exemplo, o contato visual, promoção da linguagem, construção de vocabulário e habilidades emocionais e cognitivas importantes.

Além disso, a leitura em voz alta nos primeiros meses de vida promove a sensação de segurança ao bebê. A voz materna, ou paterna, é uma poderosa fonte de segurança.

Clássicos da poesia infanto-juvenil, escritos especialmente para as crianças, auxiliam a percepção do bebê por fornecerem padrões rítmicos estáveis e recorrentes. Além de captar a emoção de quem está lendo, por meio da expressão da voz, o bebê será exposto aos arranjos e musicalidade da literatura, que é diferente da comunicação verbal cotidiana.

Nos primeiros meses, a visão do bebê ainda não é totalmente desenvolvida. Por isso, a audição é uma forma de captar o mundo exterior. Aproveite para apresentar a ele poemas que você gosta, trechos de livros que esteja lendo ou alguma história da sua infância.

Mesmo os recém-nascidos já serão capazes de absorver rimas, assonâncias e aliterações contidas no texto. A leitura em voz alta promove, a longo prazo, o desenvolvimento da atenção, da memória e da retenção das crianças.

(*) CEO do Instituto NeuroSaber (www.neurosaber.com.br), Luciana Brites é autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie