Cidades inteligentes podem movimentar US$ 2,4 trilhões até 2025, aponta estudo

Hoje, cerca de 4,2 bilhões de pessoas vivem em centros urbanos. Esse número diz respeito a 55% da população mundial. Para o Brasil, a expectativa da Organização das Nações Unidas (ONU) é de que, até 2050, 70% da população esteja vivendo em áreas urbanas. Esses dados confirmam a necessidade de se pensar em cidades inteligentes, ou seja, que utilizem a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Segundo uma reportagem publicada pela Isto É Dinheiro, ainda não existem métricas que informem sobre a relação direta entre cidade inteligente e atração de investimentos, mas especialistas afirmam que há um vínculo imediato para isso, já que empresas e trabalhadores qualificados tendem a buscar por essas cidades. Um estudo da consultoria Frost & Sullivan citado na mesma reportagem, prevê que as cidades inteligentes podem movimentar US$ 2,4 trilhões em 2025.          

O engenheiro civil e pré-candidato a deputado federal, Joel Krüger, defende que com o número cada vez maior de pessoas que optam por viver nas grandes cidades, é necessário que os governantes pensem em gestões mais ativas. “Quando pensamos que cada vez mais as pessoas estão conectadas e buscam praticidade no dia a dia, é necessário pensar em soluções que atendam essas necessidades, como infraestrutura moderna de transporte, saneamento, moradia e mobilidade urbana que suportem o crescimento de demandas públicas”, explica.

Por aqui, ainda há o fato de que muitos problemas se arrastam por mais de 500 anos e que passam por áreas como planejamento urbano, saneamento básico, regularização fundiária, ineficiência de processos, entre outros. Apesar de o Brasil ter boas iniciativas, nenhuma cidade pode ser considerada inteligente, pois não tem infraestrutura.

Em 2021, a consultoria Urban Systems considerou Curitiba a cidade mais inteligente e conectada do país. Sendo mobilidade urbana um dos indicadores levados em consideração, a capital paranaense, por exemplo, incentiva desde 1980 a utilização de transporte público, tida como um exemplo no campo de mobilidade. “Uma das bandeiras que defendo é transformar as cidades brasileiras em lugares que funcionem melhor, utilizando a tecnologia e o conhecimento técnico que tenho na área de infraestrutura para alcançar o objetivo de oferecer mais qualidade de vida a todos os brasileiros, principalmente aos paranaenses”, enfatiza Joel.

O que são cidades inteligentes?

Songdo, na Coreia do Sul, é um ótimo exemplo de cidade inteligente. Ela foi planejada com edifícios conectados a sistemas que monitoram energia e alarmes de incêndio, assim reduz gastos com manutenção. Além de que todos os apartamentos possuem um sistema que destina resíduos jogados diretamente para a central de coleta de lixo.

Copenhague, capital da Dinamarca, possui 400 km de ciclovias, diminuindo a emissão de poluentes e contribuindo para a preservação ambiental. Por lá, 63% dos parlamentares vão de bicicleta todos os dias para o trabalho. Até 2025, Copenhague quer ser a primeira capital do mundo neutra em carbono.

Joel explica que cidades inteligentes utilizam a tecnologia de maneira estratégica para o planejamento urbano, contribuindo para melhoria da infraestrutura, habitação e mobilidade urbana. “A tecnologia também contribui para o desenvolvimento de ações e soluções sustentáveis, tais como coleta de lixo consciente, controle da poluição do ar e preservação ambiental, entre outras ações que melhorem a qualidade de vida dos habitantes”, finaliza.

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Semana do motorista: no Paraná, tecnologia facilita encontro de vagas

Dirigir é muito prazeroso. Seja no campo, na cidade, na estrada, quem realmente aprecia a rotina, sente alegria até em momentos mais complexos. Mas, há situações que nem mesmo os motoristas mais habilidosos, pacientes ou apaixonados aceitam pacificamente.

É o caso, por exemplo, da procura por vagas nos estacionamentos públicos. Em algumas cidades, as opções para fugir à cansativa rotina de “caçar” um lugar ao sol podem ser as garagens privativas. No entanto, nem sempre há vagas nestes espaços ou nem sempre eles são acessíveis.

Encontrar uma vaga vai além: o estacionamento de uma cidade é importante para os negócios do comércio em geral. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Brasil), ele é, inclusive, decisivo para o setor: pesquisa do órgão aponta que 52% da população já deixou de fazer compra por não ter onde estacionar.

A tecnologia pode ajudar a tornar mais democrático o uso do trânsito e das vagas para veículos; também, colaborar com a rotina dos motoristas, especialmente aqueles que têm no trânsito sua rotina de trabalho.

No Paraná, uma dessas soluções digitais é o Estar Digital, Tecnologia que já tem mais de seis anos, administrada pela empresa Cidatec e desenhada para atender e resolver as dores do setor. “Embora o trânsito seja de todos, o uso do modelo organiza e torna mais democrático o acesso aos espaços, facilitando a vida dos motoristas”, afirma Adriano Krzyuy, representante da empresa.

A dinâmica é simples e acessível a alguns cliques do próprio celular: basta baixar o app no telefone, fazer o cadastro da placa e CPF e gerenciar os créditos por uso/tempo do espaço. O Estar Digital é do Paraná e já está valendo em seis cidades do estado.

A instalação do Estar Digital em uma cidade abarca algumas funcionalidades específicas, como Viaturas com OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres); Fiscalização via Smartphone para Agentes; Georreferenciamento das Áreas de Estacionamento; Pontos de Venda (PDV); Totem de Autoatendimento; Smart Parkings; Painel de Indicadores de Desempenho; Integração com Segurança Pública, Bancária e Detran; e Gestão Operacional e Financeira. “Além disso, todo os dados de fiscalização estão integrados com a Política Militar do Paraná”, completa Adriano.

Mobilidade urbana

A organização do trânsito vai ao encontro da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A Lei n° 12.587/12, que trata sobre o assunto, é fruto de uma das maiores preocupações da atualidade: o número cada vez maior de veículos automotores de uso individual e os problemas relacionados à mobilidade urbana. Entre outros pontos, o documento incentiva a criação de ciclovias e estacionamentos para bicicletas, bem como a regulamentação do trânsito. A regra vale para cidades com população superior aos 20 mil moradores.

Confira cinco tendências tecnológicas para a construção civil

O mercado da construção civil segue aquecido no Brasil. É isso o que aponta a última projeção realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), que revela o crescimento de 2,5% da área até o fim de 2022. Com este cenário otimista, empresas têm buscado expandir suas atividades com tecnologias que beneficiem novas edificações. Para Wanderson Leite, fundador da Prospecta Obras, empresa especializada em prospecção com tecnologia Big Data neste ramo, o crescimento do setor traz novas possibilidades de trabalho. “A área está em constante expansão, e não apenas no seu faturamento, mas na forma de entregar soluções inteligentes a partir do uso da tecnologia”, conta. 

A especialidade da construção civil faz parte dos segmentos atendidos pela franquia Prospecta Analytica, que também gerencia soluções em Big Data para as áreas do agronegócio, saúde e business. Pensando no crescimento do setor, o executivo compartilhou cinco tendências tecnológicas, confira: 

1 – Uso de drones

Os drones podem ser grandes aliados. Além de ajudar na hora de ter uma visualização mais completa de toda a obra (até mesmo à distância), o equipamento pode fornecer mapeamentos 3D de edificações, avaliações termográficas de revestimentos e ainda auxiliar na gestão e andamento do trabalho. “Os drones também ajudam na fiscalização do uso de EPIs dos colaboradores e conseguem ter acesso a áreas mais complexas do local”, comenta Wanderson Leite. 

2 – Realidade virtual invadindo a rotina da construção civil

Além do apoio dos drones, também precisamos observar o avanço do uso da tecnologia de realidade virtual. Com a utilização dos óculos VR, junto aos programas e aplicativos, é possível mostrar toda a planta de uma obra e oferecer ao cliente uma simulação de como acontecerá cada etapa. O custo benefício de ter essa ‘planta virtual’ é significativo na hora de fechar um negócio. 

3 –  Informações e mapeamentos das obras em Big Data

Hoje em dia, informação é tudo, principalmente se você quer crescer dentro de um segmento. Por isso, investir em catalogação e mapeamento de dados referentes ao andamento das obras ou até mesmo na conexão entre fornecedores e compradores pode ser uma alternativa para empreender na área. De acordo com o CEO da Prospecta Analytica, o trabalho com apuração e armazenamento de dados é positivo. “Só no primeiro trimestre de 2022, mais de 200 mil obras foram catalogadas pelos nossos servidores, abrindo oportunidades de vendas e novos negócios”, afirma.

4 – Impressões 3D 

As impressões 3D facilitam a rotina no campo de obras, seja na hora de criar construções modulares ou pré-fabricar componentes antes de serem instalados. Além de otimizar o tempo das construções, esse tipo de material pode tornar a obra mais econômica, evitando desperdícios dos materiais utilizados para erguer as novas estruturas no canteiro. 

5 – Robôs a serviço da obra

Há quem diga que os robôs não podem ajudar, mas na construção civil eles são grandes parceiros. Existem aqueles que assentam tijolos e tem até ‘cão robô’, que funciona como um ‘fiscal de obra’, auxiliando no monitoramento e na captura de imagens 3D. Leite comenta que “além do acompanhamento do serviço realizado, os aparelhos também colaboram na elaboração dos cenários de realidade virtual utilizados para captar novos clientes ou para planejar as etapas da obra”.