Casamento Coletivo na Arena da Baixada é adiado para março de 2023

O Casamento Coletivo que seria realizado no dia 10 de dezembro no Estádio Joaquim Américo Guimarães (Arena da Baixada), em Curitiba, foi adiado para o dia 25 de março de 2023. 

De acordo com a 2ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e coordenadora do programa Justiça no Bairro, a Desembargadora Joeci Machado Camargo, a data foi adiada por conta dos jogos da Copa do Mundo e, também, porque na mesma data em que se comemora o aniversário de Curitiba, o programa Justiça no Bairro completará 20 anos de atuação em todo o Paraná. 

“Iremos ter uma dupla comemoração. Mais uma vez em conjunto com a nossa cidade vamos oferecer uma grande festa, que ficará marcada no coração não só dos curitibanos, mas de todos os paranaenses”, enalteceu a Desembargadora.    

A iniciativa faz parte do Programa Justiça no Bairro Sesc Cidadão, uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e o Sistema Fecomércio Sesc Senac PR.  

Esta edição do casamento coletivo tem como parceiros o Club Athletico Paranaense, os Cartórios de Registro Civil de todo o estado e as Prefeituras de Curitiba e dos demais municípios paranaenses.  

Inscrições  

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos Cartórios de Registro Civil de todo o Paraná. Já na capital, os interessados devem procurar as unidades do CRAS. O prazo para se inscrever se encerra no dia 1º. de março. As inscrições já realizadas continuarão válidas para a nova data. 

Doação de trajes 

As unidades do Sesc PR de todo o estado continuarão recebendo doações de trajes para os noivos. Vestidos, ternos, calçados e acessórios podem ser doados até março de 2023.  

Serviço 

Casamento Civil Coletivo na Arena da BaixadaData da cerimônia: 25 de março de 2023Local: Estádio Joaquim Américo Guimarães (R. Buenos Aires, 1260, Curitiba/PR)*Inscrições gratuitas até 1º de março de 2023 em Cartórios de Registro Civil de todo o estado. Em Curitiba serão feitas exclusivamente nas unidades do CRAS. 

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Restituição do Imposto de Renda pago sobre alimentos/pensão alimentícia

Você ou seu filho menor de idade recebem ou receberam alimentos/pensão alimentícia nos últimos 5 anos? Caso sim, saiba que você pode ter direito à restituição integral desses valores!

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 5422, que os alimentos e a pensão alimentícia não configuram renda (acréscimo patrimonial) sujeita à tributação do imposto de renda.

A ação foi movida pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), mas toda e qualquer pessoa que tenha recebido a pensão ou os alimentos e pago o imposto de renda poderá ser beneficiar ingressando com a ação.

Quem recebeu a pensão ou os alimentos e não declarou, ou declarou e não pagou o imposto de renda, também pode ingressar com a ação judicial e pedir a anulação do débito tributário, para que não venha a ser cobrado pelo Fisco.

Atenção: a restituição do imposto de renda pago pelo recebedor da pensão ou dos alimentos não se confunde com a dedução que o pagador dos alimentos/pensão alimentícia tem direito no seu próprio imposto de renda.

Lembrando que os alimentos ou a pensão alimentícia estavam sujeitos à declaração no imposto de renda como receita tributável, devendo ser somado aos valores do representante legal e aplicando-se a tabela progressiva (até 27,5%).

A partir da próxima declaração, o contribuinte poderá declarar os alimentos e a pensão alimentícia como receita “isenta ou não tributável”.

Para a ação judicial de restituição de valores, é necessário:

– últimas 5 (cinco) declarações do imposto de renda e respectivos comprovantes de entrega;

– comprovante de pagamento do imposto de renda;

– documento pessoal.

Existindo interesse na restituição dos valores do imposto de renda pagos nos últimos 5 anos decorrentes de pensão alimentícia e alimentos, o contribuinte deverá procurar orientação de um contador.

* Rafael Conrad Zaidowicz é contador e advogado, respectivamente, da Zaidowicz Contabilidade Empresarial Ltda e Zaidowicz & Soares advogados.

Serviço:

Zaidowicz Contabilidade Empresarial

Av. Sete de Setembro, 4751 – conj 1 – Água Verde

(41) 2104-8686

https://www.zaidowicz.com.br

Facebook e Instagram: @zaidowicz

Fotos: Agência Vulgata.

Comunicação Não-Violenta: como o diálogo pode ajudar a transformar o cenário social e promover os conflitos construtivos em ano eleitoral

Com a proximidade das eleições, as discussões motivadas por ideologias políticas cresceram muito e com elas, os desentendimentos familiares, os ataques em redes sociais, a divisão de grupos no trabalho, brigas e em casos extremos até registros de homicídios.

Um levantamento feito pela UniRio mostrou que os casos de violência política cresceram 335% no Brasil nos últimos três anos. No primeiro semestre de 2022 foram identificados 214 registros, enquanto no mesmo período de 2019, ano em que o estudo começou, foram contabilizados 47 casos.

O aumento dos registros também acontece se comparamos os números de 2022 com 2020, quando tivemos um período de eleição de prefeitos e vereadores nas cidades. De janeiro a junho daquele ano, o país teve 174 crimes cometidos contra políticos, aumento de 23%. O momento é extremamente prejudicial para a população como um todo, não só pelo lado criminal, mas, também pelo ponto de vista sociológico de desenvolvimento humano.

A violência física é o ato final de uma sequência de violências que acontecem na nossa comunicação, por isso é imprescindível aprendermos a dialogar mais

O grande desafio de buscar um cenário de paz é achar que isso significa não ter conflitos. Conflitos podem ser muito saudáveis e importantes para as relações, mas, para que um conflito seja construtivo, é preciso estar ciente, antes de começar, se há espaço para escutar, falar e ser influenciado. A maioria das conversas que não acabam bem já não começaram bem e é por isso que, como especialistas em Comunicação Não-Violenta, destacamos aqui alguns pontos importantes para considerarmos em conversas difíceis.

É uma conversa ou uma palestra?

Pergunte-se, antes de começar uma conversa: estou disposto a de fato conversar? Somente depois de um sim consciente para essa pergunta, será possível trazer a discussão para um lugar construtivo. Percebemos que as pessoas entram, na maioria das conversas, com a intenção de convencer, manipular ou estar certo. Estar ciente da sua intenção e sair desse padrão, já pode aumentar as chances de você conseguir ter, de fato, um diálogo e não dois monólogos.

Buscar a paz nos diálogos não significa ser passivo ou concordar com o que o outro está falando, mas ver a humanidade do outro e se manter aterrado na intenção do diálogo é essencial para seguir em uma conversa saudável. Por isso, reforçamos a importância da intenção de compreensão nas conversas e, sempre que possível, a busca por resultados de benefício mútuo.

Reflita antes: o que foi feito ou quais dados te levam a ter esta opinião?

O primeiro caminho, então, para aumentar a probabilidade de uma conversa de sucesso, em que conseguimos nos entender, é separar fatos de interpretações. O ideal é que possamos considerar o que de fato aconteceu e não nos limitarmos aos rótulos e julgamentos de outras pessoas. Por exemplo, corrupto é um rótulo, essa palavra conta de interpretações que são feitas a partir de fatos. O ideal é que, procuremos por esses fatos e conversemos sobre eles.

No entanto, hoje vivemos um cenário em que a população não tem acesso a esses fatos, não sabemos onde encontrá-los ou temos pouca informação sobre sua veracidade. Esse deveria ser o papel da mídia, mas ela tem sido pouquíssimo informativa e se mostrado muito mais interpretativa do que nos servido para esse propósito.

Pense que, em vez de receber a informação sobre o que aconteceu, já recebemos a interpretação sobre essa situação. Isso nos leva a conclusões enviesadas e reforça a polarização. Enxergamos que boa parte do problema está aí, para que possamos despolarizar, em primeiro lugar precisamos ter acesso aos fatos.

Quando falamos, então, em começar diálogos abertos, mas sem acesso a fatos que fundamentam esses diálogos, acabamos percebendo os eleitores, em conversas sobre política, sem lastro. A política se torna mística – acreditamos porque me disseram e porque tenho a impressão de que esse ou aquele candidato se parece mais com o que eu acredito ou preciso, e não porque analisei o que de fato aconteceu e suas propostas. 

Reivindicar por fatos, informações verídicas e abertas a consultas de fácil entendimento, se torna imprescindível para que possamos voltar a ter a visão real sobre nossos políticos e a política do Brasil. Talvez essa seja a maior busca que possamos fazer em conjunto nesse momento, com todos os eleitores. Demandar informação e não interpretação.

Discorde de estratégias, mas experimente o exercício de compreender motivações

Mas precisamos seguir as conversas com o que temos. Então, o que pode apoiar que tenhamos conversas mais proveitosas?

Somos plurais e diversos como humanos, mas também temos muito em comum. Na conversa sobre política, é importante que possamos descobrir o que queremos cuidar com as estratégias e planos que apoiamos. O que é comum entre nós? Queremos saber disso para conseguirmos nos entender e quem sabe concordar em alguma alternativa que cuide do que é importante para todos.

Se, acredito que a posse de armas é um caminho para proteger minha família e meu amigo acredita que deveriam existir mais regras e limitações para a posse de armas, isso pode me chegar como ameaça a minha segurança. Mas, esta mesma pessoa talvez queira cuidar exatamente da segurança de sua família ou comunidade, apenas por um caminho diferente.

Em um diálogo saudável eu sim quero influenciar a perspectiva do outro, mas, também estou aberto a ser influenciado por ele. E a maneira mais potente de conseguirmos chegar nesse lugar é encontramos isso que nos une – “estamos preocupados com segurança, vamos conversar sobre isso!”.  Se o diálogo não caminhar por esse lugar, dificilmente conseguiremos aprender sobre outras experiências e perspectivas e continuaremos alimentando a polarização.

Além dos rótulos temos pessoas

Muitas pessoas confundem partidarismo, política, ideologia e religião; se tenho um pensamento focado em direitos humanos, melhor distribuição de renda e justiça social, faço parte de um grupo, se minhas ideias são mais liberais, ou inclinadas ao pensamento de que cada um colhe o que planta, estou dentro de outro grupo. E essa categorização nos afasta de ver o que há de comum entre nós.

A polarização está totalmente ligada a rótulos. Temos a tendência de generalizar toda a complexidade de um pensamento ou de uma pessoa em rótulos que reduzem pessoas a uma única versão estática. Dizer que alguém é de esquerda ou direita é congelar a pessoa em um rótulo. Dificilmente conseguirei me abrir a escutar se acredito que já sei o que aquela pessoa tem a me dizer.

Se encaramos as conversas sobre política como uma guerra, um debate onde sempre há alguém que ganha e alguém que perde, vamos nos dividir cada vez mais. As certezas são resumos muito simplistas de pensamentos muito complexos e, quanto maior a certeza, menor a profundidade da conversa. Um bom exemplo disto são os debates de candidatos, as conversas têm sido mais direcionadas para rotular uns aos outros ou para se defender, do que para efetivamente falar sobre estratégias políticas.

Buscar quebrar esse ciclo nos permitirá desfazer esse cabo de guerra constante, mas essa é uma construção que exige maturidade, investimento de tempo e energia.

A sua liberdade de expressão pode impactar a segurança física/emocional de alguém

Sim, existem limites para conversas e conflitos, limites que tornam um diálogo destrutivo e não mais construtivo. Mesmo que não seja sua intenção, esteja aberto e consciente de que suas colocações podem ter impactos sobre o outro e que existem momentos em que esses impactos superam a possibilidade do outro de te escutar. Há determinadas falas e percepções que fortalecem violências e nem todos possuem consciência disso. Saiba quando se abrir para escutar os impactos do que você está falando e aprender formas de dialogar de outra maneira para que se sustente o diálogo sem reforçar padrões que machucam ou ameaçam a segurança de outras pessoas.

E, se foi você que escutou algo que toca em um limite seu, busque nomear a fala específica que causou isso, como isso te impacta e evite julgar o outro. Mostre as consequências que a fala dessa pessoa pode causar. Se isso não for possível para você no momento, pare a conversa como forma de cuidar da sua saúde emocional e da relação.

Para além das eleições

A política vai muito além das eleições, ela está no nosso cotidiano como cidadãos. As conversas não precisam ser apenas sobre o voto ou sobre um candidato ou partido, mas devem ser direcionadas aos desafios que vivemos diariamente como humanidade. Não adianta ter um argumento lacrador e perder a chance de seguir conversando, agindo e criando com as pessoas que me cercam. O espaço de conexão e compreensão mútua que tanto desejamos na política está 10 conversas à frente e não numa única discussão na mesa do jantar.