Capital nacional da cerveja artesanal, Curitiba aumenta produção com venda de growlers

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Há pouco menos de uma década, falar sobre cerveja artesanal exigia um certo conhecimento e vivência especializada para estabelecer diálogo com alguém. Afinal, era uma cultura ainda incipiente: os rótulos importados ainda eram pouco democratizados e as cervejarias nacionais sofriam por conta da distribuição ou capacidade de produção mais limitada.

Em pouco tempo, porém, isso mudou: desde 2011, conforme levantamento do Ministério da Agricultura, o Paraná cresce cerca de 20% ao ano sua produção de cervejas artesanais. Estima-se que, só em Curitiba e região metropolitana, sejam produzidos 400 mil litros/mês, distribuídos entre 33 cervejarias.

Protagonistas deste novo nicho de consumo cervejeiro, a cervejaria Maniacs – localizada no bairro Cabral, em Curitiba – tem se adaptado a uma nova realidade que pede mais: a dos growlers, as garrafas geralmente utilizadas como receptáculo para chopes artesanais, extraídos diretamente das torneiras.

“Estamos observando um crescimento da cultura da cerveja; logo, novas possibilidades no Brasil surgem a cada dia”, observa Iron Mendes, CEO da marca. “Os growlers são uma nova forma que utilizamos para entregar chopp fresco aos nossos clientes. Nossos growlers de 1 litro permitem isso de uma forma muito prática”.

Levando o bar para casa

Assim, com os growlers, é muito mais fácil ter o frescor daquele chope de bar – mantido em temperaturas baixas e com espuma cremosa – em um churrasco ou uma festa, por exemplo. Atualmente, a Maniacs oferece essa possibilidade nos rótulos Maniacs IPA, Belgian Wit, Craft Lager e Mad Maniacs Juicy IPA, todos estrategicamente desenvolvidos para um público exigente.

“O legal dessa história toda é a possibilidade de você ‘levar o bar para casa’: alguns dos chopes oferecidos são os encontrados nas 20 torneiras do Bar da Maniacs, aqui no Cabral”, detalha Mendes. “Eles são envasados por contrapressão, com a ideia de proporcionar a mesma qualidade em pontos de venda mais próximos dos clientes, como as padarias de bairro, casas de carne ou praças de alimentação em shoppings”.

Por se tratar de um produto fresco e não pasteurizado, ele precisa estar sempre refrigerado para não ter sua qualidade comprometida. Preservando o chope em condições ideais, sua validade é de 30 dias antes de aberto. O que garante sempre um produto de qualidade e fresco nos pontos de venda.

Um sabor para cada perfil e estilo

Escolhidos como rótulos principais da marca, o quarteto Belgian Wit, Craft Lager, Maniacs IPA e Mad Maniacs Juicy IPA é a essência desse novo projeto. “São a melhor maneira de despertar o interesse de novos amantes por cerveja: agradam em cheio o público cervejeiro mais exigente, mas também convidam os iniciantes”.

A Maniacs IPA é o cartão de visita da marca e tem um perfil cítrico e arrojado no aroma e amargor; já a Belgian Wit é uma clássica cerveja de trigo belga, mas com a personalidade dos cervejeiros da Maniacs – fresca, leve e refrescante – perfeita para o clima brasileiro; a Craft Lager é leve e com um suave aroma floral, a tradicional “puro malte”

A mais “ousada” é a Mad Maniacs: uma Juicy IPA que surgiu a partir de um desafio proposto aos cervejeiros da marca de criar um chope que personificasse tudo que eles amam em uma IPA. O resultado é extremamente equilibrado: uma cerveja dourada que abusa dos aromas frutados, tropicais e cítricos no paladar. “É uma experiência levar um litro desse para apresentar a convidados”, aconselha Mendes.

Sobre a Cervejaria Maniacs

A Maniacs Brewing Co. iniciou suas atividades em 2016, mas sua equipe executiva conta com uma grande experiência no mercado de cervejas artesanais. Atuantes desde 2005, participaram do nascimento e consolidação de diversas marcas de cervejas internacionais e nacionais no Brasil. A Maniacs faz cervejas com personalidade, porém fáceis de beber, adequadas ao nosso clima e cultura gastronômica. Feita por Loucos por Cerveja para Loucos por Cerveja!

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Contra aumento no preço dos combustíveis, trabalhadores do setor de transportes protestam na Repar

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Contrários ao novo aumento nos preços dos combustíveis, trabalhadores do setor de transportes realizam nesta terça-feira (2) um protesto em frente à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A mobilização reúne guincheiros, motoboys e motoristas de aplicativos na marginal da Rodovia do Xisto.

Nesta terça-feira (2), a gasolina ficou 4,8% mais cara, ou seja, R$ 0,12 por litro. Com isso, o combustível passou a ser vendido às distribuidoras por R$ 2,60 por litro. O óleo diesel teve um aumento de 5%: R$ 0,13 por litro. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de botijão ou gás de cozinha, ficou 5,2% mais caro. O preço para as distribuidoras é de R$ 3,05 por quilo (R$ 0,15 mais caro), ou seja R$ 36,69 por 13 kg (ou R$ 1,90 mais caro).

Segundo o guincheiro Reinaldo da Silva Dias, não é viável trabalhar com os preços praticados atualmente. “Agora toda semana isso, toda semana tem aumento. Nós precisamos que baixe, senão como vamos trabalhar? O frete nosso está há sete anos sem reajuste, mas o combustível sempre subindo”, lamentou.

Representante dos motoristas de aplicativo, Arnaldo Milki, também criticou o reajuste. “É o quinto aumento em um ano, não tem com um pai de família levar seu sustento para casa assim”, disse.

A categoria espera que o governo federal reavalie a política de preços que chega ao consumidor.

Informações Banda B.

Prefeitura vai passar a monitorar 804 faixas de trânsito com radar eletrônico em Curitiba

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Atualização do sistema faz parte do programa Muralha Digital

Curitiba vai atualizar o sistema utilizado para a gestão do trânsito. Para melhorar a segurança viária e pública, serão monitoradas com radar eletrônico 804 faixas de trânsito em pontos estratégicos da cidade, o equivalente a 191 locais com equipamentos a serem instalados.

A modernização dos radares de velocidade é um dos pilares que integra o programa da Muralha Digital.

“A tecnologia do sistema e dos novos equipamentos é uma ferramenta a mais no combate a diversas modalidades criminosas, podendo intensificar e proporcionar mais agilidade nas ações desenvolvidas pelas polícias e pela Guarda Municipal”, destaca o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos. 

Com a fiscalização eletrônica, grande parte dos nossos equipamentos conterá um software de segurança que permitirá traçar possíveis rotas de veículos suspeitos.

“Poderemos identificar e traçar padrões de comportamento de todos os veículos que transitarem em vias monitoradas por equipamentos de fiscalização eletrônica”, explica o secretário.

Como funciona

O novo sistema de gestão do trânsito é dividido em dois lotes (um para a região sul e outro para a região norte da cidade), cada um com monitoramento de 402 faixas de trânsito. O lote I ficará sob responsabilidade do Consórcio das Araucárias e o lote II do Consórcio Monitora Curitiba.

Estão previstos dois tipos de equipamento, a depender do local a serem implantados: um deles contém apenas a funcionalidade metrológica para fiscalização de excesso de velocidade permitida e outro que, além dessa função, contempla avanço de sinal, parada sobre a faixa de pedestre, conversão ou retorno proibidos, tráfego em faixa exclusiva para ônibus e deixar de conservar o veículo em faixa a ele destinada.

Tecnologia

A tecnologia de todos os novos equipamentos passa a ser no modelo mais atual: não intrusiva (por ondas doppler). É diferente do método pelo qual funcionam os radares instalados há mais de dez anos na cidade, ativados por laços magnéticos, o que causa uma maior interferência no pavimento.

A mudança proporciona uma maior cobertura dos veículos em cada faixa de trânsito, além de maior facilidade e rapidez no remanejamento e na manutenção do dispositivo eletrônico.

A superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella, ressalta a relevância desse sistema de radares para inibir infrações de trânsito e reduzir o risco de tragédias.

“A cada vez que temos um acidente grave envolvendo abuso do motorista em exceder a velocidade ou em avançar o sinal vermelho, aumenta a cobrança da sociedade sobre uma maior atuação do poder público. Os equipamentos de fiscalização eletrônica cumprem esse papel”, pontua ela.

Instalação prevista e novos contratos

Com os consórcios vencedores da licitação, a Superintendência de Trânsito (Setran) está fazendo o levantamento de cruzamentos e trechos previstos para instalação dos radares. A infraestrutura para os novos equipamentos que compõem o sistema de trânsito começa a ser instalada nas próximas semanas.

“A próxima fase é a elaboração do projeto executivo pelas empresas, que deve ser aprovado pela Defesa e Trânsito. E, na sequência, começa então a migração para o novo sistema com a instalação concreta dos equipamentos”, explica a superintendente. 

Vencedores do certame, que foi dividido em dois lotes, o Consórcio Monitora Curitiba (empresa líder Velsis e consorciada Dataprom) e o Consórcio das Araucárias (empresa líder Perkons e consorciada Fiscal Tech) são os responsáveis pela implantação e manutenção de todo o sistema, que substituirá os atuais radares instalados nas vias da cidade.

O projeto tem apoio técnico do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), laboratório com expertise contratado para fazer os testes de campo, e da Superintendência de Tecnologia da Informação (SIT) da Prefeitura para os testes de software. Além disso, a Viação Gloria cedeu um ônibus para os testes de campo.

Contrato

O novo contrato para a gestão do trânsito na cidade é válido por 30 meses, podendo ser prorrogável por igual período. A licitação foi retomada em agosto de 2020, oito meses após decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinando a suspensão temporária do processo.

Lançado inicialmente em dezembro de 2019, o edital para contratação do serviço teve representação de empresas participantes do processo e foi suspenso pelo TCE durante aquele mês. A autorização para continuidade do processo licitatório foi anunciada pelo TCE no dia 15 de julho de 2020.

Tripé da segurança

O programa Muralha Digital, lançado pela Prefeitura de Curitiba, é composto de um tripé entre o sistema de monitoramento do poder público, câmeras privadas e radares. O videomonitoramento da cidade inclui equipamentos com reconhecimento facial, panorâmicas e térmicas que já começaram a ser instalados em pontos estratégicos.

O compartilhamento de imagens de empresas da iniciativa particular e cidadãos que tenham esse interesse está previsto na lei municipal de videomonitoramento nº 15.405/2019.

A Muralha Digital é inspirada em grandes cidades que já têm esse método funcionando, como Jerusalém, Tel Aviv, Chicago e Barcelona.

Informações Banda B.