No próximo domingo (6), o Partido dos Trabalhadores (PT) realizará eleições diretas para renovar sua direção em níveis municipal, estadual e nacional. O partido conta com 2.949.507 filiados.
Os candidatos à presidência nacional do PT divergem em questões importantes, como a sucessão presidencial de 2026, as políticas econômicas do governo e a recente nomeação de Gabriel Galípolo para o Banco Central (BC).
Em entrevistas à CNN, os candidatos discutiram suas visões sobre o futuro do partido, a relação com o governo e as tendências econômicas.
Candidatos à Presidência Nacional do PT
Edinho Silva (Construindo Um Novo Brasil)
O ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, é apoiado de forma discreta pelo presidente Lula e integra a corrente majoritária do PT.
Posições sobre 2026
Silva afirma que “o PT é e sempre será de esquerda, mas alianças políticas são fundamentais à democracia” e enfatiza a necessidade de um debate amplo sobre propostas.
Corte de Gastos
Ele acredita que o governo deve revisar as despesas, mas a sociedade não pode ser penalizada por renúncias fiscais.
Relação com o Governo
Silva vê o PT como um suporte às políticas de inclusão governamentais.
Banco Central e Gabriel Galípolo
Ele sugere que o PT confie na gestão do BC e na política econômica do ministro Haddad, afirmando que “não podemos normalizar uma taxa de juros de 15%”.
Rui Falcão (Novo Rumo)
Deputado federal e ex-presidente do PT, Rui Falcão é considerado uma figura influente na esquerda petista.
Posições sobre 2026
Falcão defende a formação de uma aliança que una movimentos sociais e partidos de esquerda durante a disputa eleitoral.
Corte de Gastos
Ele argumenta que o foco deve ser o aumento da arrecadação com taxações sobre os mais ricos e a redução de isenções tributárias.
Relação com o Governo
Falcão sustenta que o PT deve apoiar o governo Lula, mantendo a autonomia e o próprio programa do partido.
Banco Central e Galípolo
Ele critica a gestão atual do BC e defende a mudança das políticas que favorecem a especulação financeira.
Valter Pomar (Articulação de Esquerda)
Historiador e candidato, Pomar representa a corrente mais à esquerda na disputa.
Posições sobre 2026
Pomar argumenta que o PT não deveria formar alianças com a centro-direita nas próximas eleições.
Corte de Gastos
Ele critica a política de déficit zero e defende a ampliação de investimentos e políticas sociais.
Relação com o Governo
Pomar menciona a necessidade de apoio crítico ao governo, indicando que deve haver espaço para críticas às suas falhas.
Banco Central e Galípolo
Ele considera a gestão do BC desastrosa e classifica a escolha de Galípolo como um erro.
Romênio Pereira (Movimento PT)
Pereira, secretário de Relações Internacionais, representa uma corrente minoritária do PT e não se manifestou sobre as questões abordadas.
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