O esporte paralímpico brasileiro alcançou um marco histórico no último domingo (5). O país terminou, pela primeira vez, no topo do quadro de medalhas do Campeonato Mundial de Atletismo, realizado em Nova Déli, na Índia, com um total de 44 pódios, incluindo 15 ouros, 20 pratas e 9 bronzes. Essa conquista representa um avanço significativo, colocando o Brasil à frente da China, que ficou na segunda posição com 13 ouros.
Brasil supera China após 12 anos
Essa é apenas a segunda vez que a China não ocupa a primeira posição no Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico nos últimos 12 anos. A última vez que isso ocorreu foi em 2011, na edição de Lyon, na França, quando a Rússia ficou em primeiro lugar.
Caminhada vitoriosa nas últimas edições
O Brasil havia ficado em segundo lugar nas três últimas edições do campeonato. Em Dubai, há seis anos, o país conquistou 39 medalhas, sendo 14 delas de ouro, enquanto a China levou 59 pódios, com 25 ouros. No Mundial de 2023, realizado em Paris, os atletas brasileiros totalizaram 47 medalhas, igualando o número de 14 ouros, mas ainda atrás dos 16 conquistados pela China. No Mundial de Kobe, no Japão, apesar de obter 19 ouros, o Brasil teve um desempenho inferior ao da China, que conquistou 87 medalhas, entre elas 33 de ouro.
Conquistas do último dia de competições
O dia começou com vitória para Zileide Cassiano, que garantiu o ouro no salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual). Ela repetiu o sucesso do Mundial de Kobe, superando Karolina Kucharczyk, campeã da Paralimpíada de Paris, que terminou em terceiro lugar.
Outra conquista significativa foi de Jerusa Geber, que venceu os 200 metros da classe T11 (cego total). Com a vitória, ela se tornou a atleta brasileira mais premiada em Mundiais, somando 13 medalhas, superando Terezinha Guilhermina. Thalita Simplício, também competindo na mesma prova, conquistou a medalha de bronze.
Desempenho notável de Clara Daniele e outros atletas
Clara Daniele, estreante em Mundiais, inicialmente conquistou a prata nos 200 metros da classe T2 (baixa visão). Contudo, após um protesto do CPB contra a atleta-guidada da vencedora, ela herdou o ouro, tornando-se a terceira medalhista do dia.
Além dos triunfos mencionados, o Brasil conquistou mais duas medalhas. Maria Clara Augusto foi prata nos 200 metros da classe T47, totalizando três pódios no campeonato, um recorde entre os brasileiros. No arremesso de peso para atletas com deficiência de membros inferiores, Edenilson Floriani levou o bronze e quebrou seu próprio recorde das Américas.
Por fim, Thiago Paulino teve sua medalha de prata confirmada no arremesso de peso da classe F57, após um protesto mantido pelo CPB em relação à regularidade de sua tentativa devido a reclamações de um adversário.
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