Bolsonaro diz que governo atuará por Copa América no Brasil

O presidente Bolsonaro disse hoje (1º), em Brasília, que, “no que depender do governo federal”, a Copa América será realizada no Brasil. Segundo ele, a decisão foi tomada após consulta feita a ministros.

“Fui procurado pela CBF [Confederação Brasileira de Futebol] com a informação de que a Argentina não iria mais sediar a Copa América, e perguntaram se o Brasil poderia sediá-la. A primeira resposta foi ‘a princípio, sim’. Conversei com ministros [de pastas] que poderiam estar envolvidos no evento, e eles foram unânimes. Todos deram sinal positivo”, disse o presidente em cerimônia no Palácio do Planalto, destinada à assinatura de contratos de patrocínio com outras confederações esportivas.

Bolsonaro acrescentou: “Considero este um assunto encerrado. Todos os meus ministros são favoráveis à Copa América no Brasil, com os mesmos protocolos das Eliminatórias [da Copa do Mundo] e da Libertadores das Américas. Caso encerrado”.

Na avaliação do presidente, as críticas à realização do evento no Brasil partem de emissoras que não detêm os direitos de transmissão dos jogos. Bolsonaro disse que não vê problema na realização de eventos futebolísticos, caso os times sigam os protocolos, e criticou os veículos midiáticos que, para ele, exageram nas afirmações de que a realização das partidas poderia piorar a situação pandêmica no país.

“Quando dei sinal verde houve quase uma hecatombe no meio jornalístico, de que estaríamos importando numa nova cepa [do vírus]”, disse. A Copa América está prevista para ser realizada entre 13 de junho e 10 de julho.

Senado

A possibilidade de realização da Copa América no Brasil também foi discutida hoje na reunião de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado Federal. O relator do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), fez um apelo ao jogador Neymar, da seleção brasileira, para que ele se posicione de forma contrária à realização da competição no Brasil.

“Não é esse o campeonato que nós precisamos agora disputar. Nós precisamos disputar o campeonato da vacinação. É esse campeonato, Neymar, que nós precisamos disputar, ganhar, e você precisa marcar gols para que esse placar seja alterado”, ressaltou logo no inicio da reunião de hoje dedicada a ouvir a médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi.

*Colaborou Karine Melo

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Senado aprova criação de certificado para vacinados contra covid-19

O Senado aprovou nesta quinta-feira (10) um projeto de lei (PL) que cria o Certificado de Imunização e Segurança Sanitária (CSS). Esse certificado permitirá que pessoas vacinadas ou que testaram negativo para covid-19 ou outras doenças infectocontagiosas circulem em espaços públicos ou privados onde há restrição de acesso. O texto vai à Câmara.

Segundo o relator, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), a ideia do projeto é conciliar a adoção de medidas restritivas de contenção do coronavírus com a “preservação dos direitos individuais e sociais”. Para ele, o CSS vai ajudar estados e municípios a administrar e balancear as medidas restritivas de locomoção ou de acesso de pessoas a serviços ou locais, públicos ou privados.

Para Vital do Rêgo, o CSS traz como premissa o fato de que as pessoas imunizadas e as que testam negativo para a covid-19 representam baixo risco de propagação do vírus, desde que respeitadas as medidas profiláticas de distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos. Assim, na avaliação dele, não se justifica que essas pessoas permaneçam isoladas, impedidas de trabalhar, estudar e se locomover.

O certificado poderá ser utilizado para autorizar a entrada em locais e eventos públicos, o ingresso em hotéis, cruzeiros, parques e reservas naturais, entre outras possibilidades. “Dessa forma, garantiremos não somente o direito de circulação da população, mas também a diminuição dos efeitos nocivos do isolamento social prolongado, bem como a manutenção das atividades econômicas que não puderam se adaptar a sistemas remotos de oferta de serviços e produtos”, disse o autor do projeto, senador Carlos Portinho (PL-RJ).

* Com informações da Agência Senado

Bolsonaro pede parecer para desobrigar uso de máscara por vacinados contra covid

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (10) ter conversado com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para que seja preparado um parecer desobrigando pessoas vacinadas ou que já tenham sido contaminadas a usarem máscaras. A proteção evita a propagação do novo coronavírus, que é transmitido pelo ar.

“Acabei de conversar com um tal de Queiroga. Não sei se vocês sabem quem é”, disse Bolsonaro. “Ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscaras por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados. Para tirar este símbolo segurando uma máscara descartável na mão que tem a sua utilidade para quem está infectado”, completou durante evento realizado pelo Ministério do Turismo, em Brasília.

Antes de falar, no entanto, o presidente usava o acessório ao lado de ministros. Bolsonaro, na sequência, repetiu as críticas ao protocolo do Ministério da Saúde que orienta pessoas contaminadas a ficarem em casa. “Não aquele ‘fica em casa todo mundo’. A quarentena é para quem está infectado. Não é para todo mundo, porque isso destrói empregos”, afirmou.

Segundo o presidente, apesar da pandemia, o País “teima em dar certo”. “O Brasil não é mais o País do futuro. É o País do presente. Durante a pandemia, o turismo foi para a lona. Vimos voos internacionais cancelados, fronteiras fechadas, a circulação interna bastante afetada por decisões de governadores e o turismo foi para a UTI sim, mas saiu de lá”, completou, elogiando o trabalho do ex-ministro do Turismo na sua gestão Marcelo Álvaro Antônio, indiciado por suspeita de envolvimento em esquema de candidaturas laranjas.

Durante o discurso, Bolsonaro criticou novamente os trabalhos da CPI da Covid no Senado e disse que não está preocupado com a sua popularidade. Segundo o presidente, o colegiado tem “humilhado” os médicos aliados ao Planalto que depõem. “Para a CPI, médico que me orienta é gabinete paralelo”.

O presidente também comunicou que pedirá ao líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) para que oficie o Tribunal de Contas da União (TCU) a investigar a porcentagem de óbitos de covid-19 no País. Na última semana, o presidente citou documento feito por servidor do órgão que dizia que os óbitos por covid-19 poderiam estar superdimensionados em mais de duas vezes. O servidor foi afastado e a informação veiculada no documento, desmentida pelo órgão.