A bolsa de valores brasileira alcançou mais um marco histórico, ultrapassando os 155 mil pontos pela 14ª vez consecutiva. A alta, impulsionada por um ambiente otimista no mercado financeiro, também viu o dólar atingir seu menor valor desde setembro, influenciado pela expectativa de encerramento do shutdown nos Estados Unidos.
Recorde na B3
O índice Ibovespa da B3 fechou em 155.257 pontos, com uma valorização de 0,77% nesta segunda-feira (10). A sessão foi marcada por altas constantes, especialmente nas ações de petroleiras, mineradoras e bancos. Esta é a 11ª vez que o indicador atinge recorde consecutivo, aproximando-se da sequência de 15 altas registrada entre maio e junho de 1994, antes do Plano Real.
Desempenho do Dólar
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,307, apresentando uma queda de R$ 0,029 (-0,55%). A moeda operou em tendência de baixa a maior parte da sessão, consolidando-se na faixa de preço de R$ 5,30 a partir das 15h. Este valor representa a cotação mais baixa desde 23 de setembro, quando fechou a R$ 5,27. Até o momento, o dólar já acumula uma desvalorização de 1,36% em novembro e 14,12% no ano de 2025.
Fatores que Influenciam o Mercado
Os fatores que contribuíram para o clima otimista incluem tanto dinâmicas internas quanto externas. No cenário internacional, a possibilidade de um acordo que encerre o shutdown nos Estados Unidos elevou as bolsas americanas e levou à queda do dólar globalmente. No Brasil, o foco permanece na divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta terça-feira (11) e da inflação oficial de outubro. Essas informações são vitais para os investidores, que buscam entender quando o Banco Central (BC) poderá iniciar cortes na Taxa Selic (juros básicos da economia).
Expectativas para a Inflação
Caso a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em outubro seja inferior às estimativas, isso poderá criar condições para que o Copom inicie cortes na Selic já em janeiro, ao invés de março. Reduções na taxa de juros costumam estimular investimentos na bolsa de valores, impulsionando ainda mais o mercado.
* com informações da Reuters
