Uma nova parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) promete avançar a pesquisa em medicina regenerativa no estado. O objetivo é utilizar células-tronco mesenquimais no tratamento de pacientes com fissura labiopalatina, conhecida popularmente como lábio leporino.
Investimento e Parcerias
O projeto, que conta com um financiamento de R$ 17,5 milhões do Fundo Paraná, busca criar um biobanco público de células-tronco a partir de amostras de pacientes afetados pela condição. O recurso é administrado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Objetivos do Biobanco
As amostras coletadas serão processadas em laboratórios especializados e passarão por um rigoroso controle de qualidade antes de serem armazenadas em nitrogênio líquido. Essa infraestrutura permitirá futuras pesquisas e publicações científicas.
Avanços na Saúde Pública
O diretor industrial da Saúde do Tecpar, Iram de Rezende, afirmou que a parceria destaca o papel de destaque do Paraná nas pesquisas sobre medicina regenerativa. Caso aprovado pela Anvisa, o projeto também contempla o uso de bioengenharia de tecido ósseo no tratamento de fissuras labiopalatinas.
Inovação e Impacto Social
Segundo Michel Jorge Samara, coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná, a iniciativa demonstra o compromisso do governo estadual com a promoção da ciência e tecnologia em áreas estratégicas para a saúde pública.
Participação da UEPG
O reitor em exercício da UEPG, Ivo Mottin Demiate, destacou a capacidade da universidade em colaborar com o projeto, dada a reputação de seus cursos de Odontologia e Medicina. Ele ressaltou a importância do estudo na fase três, com potencial para transformar a saúde pública.
Rigor Científico
Meila Bastos de Almeida, gerente do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde do Tecpar, enfatizou que o estudo será conduzido com rigor ético e técnico. Será feita a coleta de 500 amostras, respeitando normas de biossegurança e boas práticas laboratoriais.
Desafios do Tratamento
A fissura labiopalatina é uma malformação congênita que requer múltiplas intervenções cirúrgicas e acompanhamento multidisciplinar. O tratamento padrão envolve enxertos ósseos, que, embora eficazes, podem trazer complicações.
Perspectivas Futuras
As técnicas de bioengenharia de tecido ósseo, associadas ao uso de células-tronco, são vistas como promissoras para regenerar tecido danificado, possibilitando uma abordagem menos invasiva e potencialmente mais eficaz no tratamento de lábio leporino.



