Senadores e ex-vice-presidentes dos Estados Unidos manifestaram críticas contundentes às ações de Donald Trump em relação à Venezuela, tendo em vista os recentes ataques militares contra o país. Entre os denunciantes, destacam-se o senador Bernie Sanders e a ex-vice-presidente Kamala Harris, ambos do Partido Democrata.
Bernie Sanders Critica Ações de Trump
Em um vídeo postado na rede social X, o senador Bernie Sanders acusou Trump de desrespeitar a Constituição e o Estado de Direito ao intervir militarmente na Venezuela. Segundo Sanders, o presidente dos Estados Unidos não possui autorização para levar o país à guerra unilateralmente, mesmo que contra o governo de Nicolás Maduro.
“Os Estados Unidos não têm o direito, como dito por Trump, de assumir o controle da Venezuela,” declarou.
Ele criticou a administração de Trump por sua abordagem imperialista, afirmando que os ataques à Venezuela não promovem segurança, mas, sim, alimentam uma lógica que pode justificar ações de agressão internacional.
Sanders também fez um apelo ao Congresso americano para que aprove uma resolução sobre poderes de guerra, classificando a abordagem militar de Trump como ilegal e prejudicial: “Essa violação descarada das leis internacionais dá sinal verde para que qualquer país ataque outra nação.”
O senador enfatizou que o desejo de controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela reflete uma lógica imperialista prejudicial, evocando intervenções passadas na América Latina que deixaram um legado negativo.
Kamala Harris se Alinha à Crítica
Kamala Harris, também através do X, expressou sua desaprovação em relação às decisões de Trump, chamando Maduro de “ditador brutal e ilegítimo.” Harris comparou as ações atuais a intervenções anteriores, afirmando que “guerras por mudança de regime ou por petróleo” frequentemente resultam em caos, prejudicando famílias americanas.
“Se ele se importasse com alguma dessas coisas, não perdoaria um narcotráfico condenado nem marginalizaria a legítima oposição venezuelana,” destacou Harris, criticando a falta de um plano claro e a enorme despesa envolvida na operação militar.
Entenda o Contexto
No último sábado (3), a capital venezuelana, Caracas, foi palco de explosões em meio a um ataque militar por parte dos Estados Unidos. Durante a ação, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para Nova York. O ataque marca uma nova fase de intervenções diretas dos EUA na América Latina, semelhante à operação no Panamá em 1989.
A administração Trump havia oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro, que é acusado de liderar um suposto cartel de drogas, mas as alegações carecem de provas concretas. Especialistas em tráfico de drogas questionam a existência desse cartel, levantando a dúvida se a operação é, na verdade, uma medida geopolítica para limitar a influência da Venezuela na região.
Atualização da matéria feita às 12h28.
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