O Banco do Brasil anunciou a captação de US$ 100 milhões junto ao francês Credit Agricole CIB, destinados a financiar projetos sustentáveis no Brasil. O recurso se insere na operação Eco Invest Green Repo, parte do Programa Eco Invest Brasil, e tem como objetivo apoiar empresas que desejam tornar suas práticas mais sustentáveis através de investimentos em transição ecológica.
Direcionamento dos Recursos
Os valores captados serão utilizados para o refinanciamento de operações de crédito voltadas a iniciativas sustentáveis no Brasil. Isso inclui investimentos em matrizes energéticas renováveis e práticas agrícolas de baixo carbono.
Leilões do Programa
O programa inclui dois leilões. O primeiro, iniciado em maio de 2023, destina-se a projetos nas áreas de eficiência energética, economia circular, bioeconomia e infraestrutura industrial verde. Até junho, R$ 1,5 bilhão dos R$ 4,8 bilhões previstos já foram liberados.
Já o segundo leilão, programado para o quarto trimestre de 2025, focará na recuperação de áreas rurais degradadas, priorizando o aumento da produtividade agrícola e a redução do desmatamento.
Definições e Requisitos
As características de cada leilão são definidas pela Secretaria do Tesouro Nacional. No caso do segundo leilão, 10% dos recursos serão direcionados ao bioma da caatinga e 50% a projetos focados na produção de alimentos.
“Teremos, além do segmento empresarial, a possibilidade de alocação para produtores rurais pessoa física, fundos de investimentos e cooperativas, garantindo que o recurso alcance produtores de menor porte”, afirmou à Agência Brasil o vice-presidente de Negócios de Atacado do Banco do Brasil, Francisco Lassalvia.
Perfil dos Participantes
No primeiro leilão, a participação foi predominantemente de empresas ligadas a iniciativas públicas e privadas, com algumas exceções para empresas menores, sem especificações para biomas ou estados atendidos.
Ampliação de Recursos e Contexto
A participação do Credit Agricole CIB se soma a outros US$ 4,5 bilhões em recursos internacionais voltados para compromissos de impacto climático. O Credit Agricole, um dos dez maiores bancos de investimento do mundo, tem se concentrado em financiamentos sustentáveis e responsabilidade ambiental nesta década.
No início de setembro, a instituição ganhou destaque na mídia internacional após ser envolvida em um controvertido esquema de sonegação de impostos conhecido como “cum-cum”. Após investigações sobre suas contas entre 2013 e 2021, o banco chegou a um acordo de pagamento de multa de 88 milhões de euros, evitando a tramitação de um processo legal.
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