Controvérsias Marcam Trajetória da Secretária de Segurança Interna dos EUA
A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, voltou a ser tema de intensa discussão pública após o surgimento de um episódio controverso de sua vida pessoal. Noem, frequentemente chamada de “Barbie do ICE” por críticos, revelou em seu livro autobiográfico que matou seu próprio cachorro, um filhote de 14 meses chamado Cricket, por considerá-lo indomável.
“Eu odiava aquele cão”, afirmou Noem em seu relato.
A declaração, feita sem arrependimento, ganhou repercussão em dezembro de 2024, durante a formação do segundo gabinete do presidente Donald Trump. Na mesma ocasião, Noem declarou que também sacrificou uma cabra da fazenda da família, descrita por ela como agressiva e de difícil manejo.
Aumento da Pressão em Minnesota
A situação de Noem se agravou nas últimas semanas, especialmente após a controversa operação anti-imigração realizada pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) em Minneapolis, iniciada no final de dezembro de 2025. A operação resultou em diversos incidentes, incluindo:
- Renee Nicole Good foi morta durante uma ação do ICE no início de janeiro.
- O enfermeiro Alex Pretti também perdeu a vida em confronto com agentes federais durante uma manifestação.
Em resposta, autoridades locais, como o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, expressaram a necessidade de retirar o ICE do estado. Comunidades de imigrantes denunciaram detenções consideradas arbitrárias, incluindo de residentes legais.
Reação da Casa Branca
Diante da crescente crise, a Casa Branca começou a indicar um possível recuo nas operações do ICE. O presidente Donald Trump anunciou a busca por uma “desescalada” do conflito, enquanto Tom Homan, o “czar da fronteira”, admitiu que o governo avalia reduzir o número de agentes do ICE em Minnesota. O chefe da operação no estado, Gregory Bovino, foi destituído do cargo, embora reportagens apontem que o governo ampliou os poderes do ICE, possibilitando prisões sem mandado em certas circunstâncias.
Neste contexto, Noem passou a enfrentar pedidos formais de demissão tanto de parlamentares democratas quanto republicanos. Trump, por sua vez, defendeu a secretária, acusando os democratas de atacá-la injustamente “por ela ser mulher” e valorizando sua liderança no Departamento de Segurança Interna.
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