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Balé Teatro Guaíra inicia temporada 2026 com plateia lotada

O Balé Teatro Guaíra inaugurou sua temporada de 2026 com o espetáculo “Tempo de Movimento”, atraindo cerca de 6 mil espectadores ao auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, conhecido como Guairão. O evento, que ocorreu durante três dias, também marcou a despedida do bailarino Rodrigo Leopolldo, homenageado na apresentação de domingo, 29 de janeiro, antes de seguir para uma nova carreira na Europa.

Repertório Diversificado

“Tempo de Movimento” trouxe de volta duas coreografias: “Unwaltz, isso não é uma valsa”, do coreógrafo Mathieu Guilhaumon, e “Stol – uma questão de confiança”, de Alessandro Souza Pereira, que teve uma pré-estreia simultânea na Dinamarca e no Brasil no último ano. O programa também incluiu a estreia de “Sospiri – ou sobre a finitude”, um entreato criado por Luiz Fernando Bongiovanni, diretor do Balé Teatro Guaíra.

As três obras abordam a temática dos ciclos, apresentando diferentes visões sobre o movimento contínuo da vida. A Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência do maestro Gustavo Petri, executou as composições clássicas que serviram de base para as coreografias: “Unwaltz” utilizou valsas de Johann Strauss II, “Sospiri” foi inspirado no adágio de Edward Elgar, e “Stol” se desenvolve ao som do famoso Bolero de Maurice Ravel.

Experiência do Público

Os espectadores relataram sensações poderosas durante as apresentações. A engenheira Maria Gaetner, habitual frequentadora das apresentações do Balé e da Sinfônica, descreveu a experiência de “Unwaltz” como “maravilhosa”, ressaltando a sincronia entre música e dança. “A valsa se modifica com uma coreografia mais contemporânea, foi bem diferente”, comentou.

Ursula Andreia Ramos, advogada que assistiu à apresentação com sua mãe e filha, ficou emocionada com “Sospiri”. “A música ao vivo e as emoções que surgem nas coreografias foram comoventes”, afirmou. Sua mãe, Lourdes de Campos, e sua filha, Andrea Dias, ressaltaram a beleza e harmonia do espetáculo, admirando especialmente “Stol”.

A estudante de pós-graduação Amir Bovenschulte destacou o equilíbrio emocional das três obras, transitando da leveza à dramaticidade e culminando em uma apresentação poderosa.

Sobre as Coreografias

A coreografia “Unwaltz – isso não é uma valsa”, desenvolvida por Mathieu Guilhaumon, destaca-se por sua cenografia de Beto Rolnik e figurinos de Janaína Castro, que expressou sua satisfação ao ver o resultado de seu trabalho ao vivo, após meses de criação à distância. “Foi tudo muito lindo”, elogiou.

“Sospiri ou Sobre a Finitude”, de Luiz Fernando Bongiovanni, apresenta um dueto entre Fernanda Verardo e Leonardo Giacomini, abordando a finitude de maneira poética. Já “Stol”, de Alessandro Souza Pereira, explora contrastes através do uso do corpo e figurinos que incluem máscaras. O título em dinamarquês remete tanto a “cadeira” quanto a “confiança”.

Próximos Passos

Com o encerramento da temporada de “Tempo de Movimento”, o Balé Teatro Guaíra agora se prepara para criar “Giselles”, uma releitura da clássica obra “Gisele”. O espetáculo contará novamente com a participação da Orquestra Sinfônica do Paraná e será apresentado entre os dias 12 e 21 de junho, após meses de preparação.

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