Auxílio emergencial: saiba como consultar se você tem direito


Trabalhadores poderão saber se foram incluídos no auxílio emergencial 2021 a partir de hoje (2). Inicialmente prometida para ontem (1º), a consulta teve de ser adiada “em função da necessidade de alinhamento dos canais de atendimento dos três órgãos diretamente envolvidos no programa – o Ministério da Cidadania, a Dataprev e a Caixa”, explicou a Dataprev, em nota.

Consulta

A consulta poderá ser feita pelo Portal de Consultas da Dataprev. Para isso, o cidadão deverá informar CPF, nome completo, nome da mãe e data de nascimento.

Quem já recebe o Bolsa Família e inscritos no CadÚnico não estarão na lista da Dataprev já que, nesses casos, as parcelas serão depositadas automaticamente – desde que o beneficiário se encaixe nos critérios de elegibilidade do auxílio.

Depósitos

Segundo calendário divulgado pela Caixa, os pagamentos começam no dia 6 de abril para os trabalhadores que fazem parte do Cadastro Único e para os que se inscreveram por meio do site e do aplicativo Caixa Tem. Os depósitos serão feitos na conta poupança digital da Caixa, acessada pelo aplicativo Caixa Tem. O beneficiário do auxílio emergencial terá direito, primeiramente, à movimentação digital e, posteriormente, aos saques.

Para os beneficiários do Bolsa Família, os pagamentos começam em 16 de abril e seguirão o calendário de pagamento do benefício.

Números

Em 2021, serão pagos R$ 43 bilhões a 45,6 milhões de brasileiros que atendem aos requisitos exigidos. Do montante, R$ 23,4 bilhões serão destinados ao público já inscrito em plataformas digitais da Caixa (28,6 milhões de beneficiários), R$ 6,5 bilhões para integrantes do Cadastro Único do Governo Federal (6,3 milhões) e mais R$ 12,7 bilhões para atendidos pelo Programa Bolsa Família (10,6 milhões).

Critérios

Para conceder as quatro parcelas do auxílio emergencial este ano o governo definiu novas faixas de pagamento:

– Mulheres chefes de família: R$ 375

– Famílias com duas ou mais pessoas, exceto aquelas com mães chefes de família: R$ 250

– Auxílio para pessoas que moram sozinhas: R$ 150

Podem receber

– Famílias com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 550) e renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.300);

– Público do Bolsa Família poderá escolher o valor mais vantajoso entre os benefícios e receber somente um deles.

– Trabalhadores informais;

– Desempregados;

– Microempreendedor Individual (MEI).

Não podem receber o auxílio

– Trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos;

– Pessoas que não movimentaram os valores do auxílio emergencial e sua extensão em 2020;

– Quem estiver com o auxílio do ano passado cancelado;

– Cidadãos que recebem benefício previdenciário, assistencial ou trabalhista ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família e do PIS/Pasep;

– Médicos e multiprofissionais;

– Beneficiários de bolsas de estudo, estagiários e similares;

– Quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019 ou tinha, em 31 de dezembro daquele ano, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;

– Cidadãos com menos de 18 anos, exceto mães adolescentes.

– Quem estiver no sistema carcerário em regime fechado ou tenha seu CPF vinculado, como instituidor, à concessão de auxílio-reclusão.

* Colaborou Karine Melo

 

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Petrobras anuncia reajustes de 6,3% na gasolina e 3,7% no diesel

Após mais de dois meses sem reajuste, o preço do diesel nas refinarias da Petrobras subirá 3,7% a partir desta terça-feira (6). A estatal anunciou ainda aumento de 6,3% no preço da gasolina. Os reajustes acompanham a alta das cotações internacionais do petróleo.

Segundo a estatal, o litro do óleo diesel será vendido por suas refinarias a um preço médio de R$ 2,81, alta de R$ 0,10. Já a gasolina sairá, em média, por R$ 2,69, R$ 0,13 a mais do que o valor vigente até esta segunda-feira (5).

O anúncio ocorre em um momento de questionamentos no mercado sobre a política de preços da estatal, que começou a observar prazos mais longos antes de decidir por mudanças. Na sexta (2), a Ativa Investimentos publicou relatório apontando defasagem de 20% no preço da gasolina.

“Pelo que estamos acompanhando, tal reajuste não deverá ser dado pela Petrobras tão em breve, uma vez que a companhia tem esperado intervalos maiores para reajustar os preços”, escreveu o economista-chefe da Ativa, Étore Sanchez.

Nesta segunda, pouco antes do anúncio da Petrobras, a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) havia calculado as defasagens em 12% na gasolina e 7% no diesel. A entidade lembrou que a última mudança no preço do diesel ocorreu há 66 dias.

Nesse meio tempo, as cotações internacionais do petróleo dispararam, levando o Brent, referência internacional negociada em Londres, a superar a barreira dos US$ 75 por barril pela primeira vez desde 2018. Na sexta, a cotação estava em US$ 76,17.

“Se não houver o reajuste, será uma sinalização muito ruim para o mercado”, disse antes do anúncio o presidente da entidade, Sérgio Araújo. Após o reajuste, diz a Abicom, as defasagens cairão para 7% na gasolina e 3% no diesel.

O último reajuste anunciado pela empresa foi uma redução de 2% no preço da gasolina, no dia 11 de junho, quando as cotações internacionais já vinham em alta. Na ocasião, a companhia anunciou também aumento de 6% no preço do gás de cozinha.

Um dia antes, o jornal Folha de S.Paulo publicou levantamento feito pelo Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) que já indicava que a estatal vem evitando repasses imediatos das volatilidades externas após a mudança no comando da companhia.

Os dados mostram, por exemplo, que a empresa deixou de acompanhar um repique nas cotações internacionais no início de maio, quando o preço médio praticado em suas refinarias chegou a ficar R$ 0,08 por litro abaixo do valor de referência calculado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

A estatal diz que não alterou sua política de preços. “A Petrobras monitora permanentemente o mercado e, a partir de uma percepção de realinhamento de patamar, seja de câmbio, seja de cotações internacionais de petróleo e derivados, realiza reajustes de preço”.

A percepção de que a empresa está observando prazos mais longos ocorre após a substituição de Roberto Castello Branco, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em meio à escalada dos preços no início do ano, em um processo conturbado que derrubou as ações da companhia e levou a uma debandada inédita no conselho de administração da estatal.

Para seu lugar, Bolsonaro nomeou o general Joaquim Silva e Luna, que estava em Itaipu Binacional e assumiu defendendo que buscaria reduzir a volatilidade, mas prometendo “conciliar interesses de consumidores e dos acionistas”.

O repasse dos reajustes desta terça aos consumidores depende de políticas comerciais de postos e distribuidoras de combustíveis. Segundo a estatal, seus preços de venda representam 54% do valor de bomba do diesel e 32% do preço final da gasolina.

Informações Banda B

90% dos municípios do Paraná tiveram saldo positivo de empregos entre janeiro e maio de 2021

No Paraná, 360 dos 399 municípios tiveram saldo positivo de empregos com carteira assinada nos primeiros meses de 2021, o que representa 90%. O saldo de 103.432 novos empregos alcançado pelo Estado, quarto maior indicador do País, mostra que há uma distribuição homogênea em todo o Estado.

Os dados estão no novo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgado nesta quinta-feira (1º). O balanço ainda aponta que cinco municípios tiveram um empate entre novas admissões e desligamentos e 34 apresentaram saldo negativo.

No acumulado do ano, Curitiba é o destaque, com 23.393 vagas abertas. A Capital é seguida por Cascavel (5.161), Maringá (4.613), Londrina (3.322), Toledo (3.049), Araucária (3.003), São José dos Pinhais (2.700), Pato Branco (1.995), Ponta Grossa (1.841) e Apucarana (1.818).

Mas as vagas também estão distribuídas em pequenos municípios de todas as regiões, como Altônia (192), no Noroeste; Bituruna (363), no Centro-Sul; Imbituva (441), nos Campos Gerais; Marmeleiro (203), no Sudoeste; Santo Antônio da Platina (112), no Norte; e Santa Tereza do Oeste (173), no Oeste.

“São cinco meses consecutivos de alta na geração de empregos no Paraná. Somos um Estado muito forte economicamente, e esse resultado mostra que, mesmo durante a pandemia, a gente continua crescendo”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Estamos atraindo novos investimentos e também estimulando a atividade econômica com obras, crédito e benefícios fiscais”.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, que abrange de junho de 2020 a maio de 2021, o resultado é ainda melhor entre os municípios. Dos 399, 368 tiveram saldo positivo, o equivalente a 92,2% do total do Estado. Dois municípios tiveram saldo zero e 29 saldo negativo. 

Entre as cidades com melhor desempenho no período estão Curitiba (49.681), Maringá (8.642), Cascavel (7.913), Ponta Grossa (7.812), Londrina (7.473), São José dos Pinhais (4.498), Toledo (3.994), Arapongas (3.882), Araucária (3.685) e Umuarama (3.506). Os municípios pequenos também se destacaram, como Santa Helena (332), no Oeste; Tunas do Paraná (247), na RMC; Araruna (405), no Centro-Oeste; e Jaguapitã (440), no Norte

MAIO 

O resultado acumulado foi alcançado porque o indicador de maio também é positivo. O mês teve saldo de 15.884 contratações, número 111,65% maior com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram cerca de 26 mil vínculos encerrados.

Neste período, o Paraná foi o melhor estado da Região Sul, à frente de Santa Catarina (13.587) e Rio Grande do Sul (7.458). No País, o Paraná ocupa o 4º lugar na geração de empregos, ficando atrás de São Paulo (104.707), Minas Gerais (32.009) e Rio de Janeiro (17.610). 

Entre os municípios paranaenses, 277 dos 399 (69,4%) abriram novas vagas em maio. 17 tiveram saldo igual a zero, enquanto 105 tiveram maior número de demissões.

Curitiba lidera o ranking dos melhores resultados, com saldo de 5.892 novos empregos. Na sequência estão Maringá (1.163), Toledo (853), Araucária (728), Cascavel (650), Umuarama (389), São José dos Pinhais (384), Foz do Iguaçu (252), Paranavaí (214) e Colombo (197).

Os pequenos também ficaram no azul: Ibaiti (52), no Norte Pioneiro; Jandaia do Sul (74), no Vale do Ivaí; e São João do Triunfo (51), nos Campos Gerais.

CAPITAIS 

Entre as 27 capitais brasileiras, Curitiba ficou em segundo lugar no saldo acumulado de janeiro a maio. Com as 23.393 vagas, a cidade foi ultrapassada apenas por São Paulo, que lidera com saldo de 153.460 empregos.

Já no recorte do mês de maio, a capital paranaense também figura entre os primeiros lugares. Com saldo de 5.892 empregos, Curitiba fica na quarta posição, atrás de São Paulo (43.062), Rio de Janeiro (8.513) e Belo Horizonte (6.817).

Curitiba volta ao segundo lugar quando se considera o acumulado dos últimos doze meses (junho de 2020 a maio de 2021). Enquanto São Paulo lidera com saldo de 263.125 empregos, Curitiba vem na sequência, com saldo de 49.681 empregos no período