Aulas da rede estadual do Paraná foram retomadas nesta quarta com mais escolas abertas

Os estudantes da rede pública estadual retornaram às aulas nesta quarta-feira (21) em todo o Paraná para o início do segundo semestre, dando continuidade às atividades do segundo trimestre letivo, conforme o calendário escolar da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR).

Assim como vem acontecendo desde 10 de maio, também segue a reabertura gradual das instituições para a retomada das atividades presenciais no modelo híbrido. Mais de 1,7 mil colégios abrem total ou parcialmente nesta semana, cerca de 500 a mais do que no encerramento do primeiro semestre. Em algumas cidades, ainda existem decretos municipais que impedem o retorno.

Na Capital, 149 dos 155 colégios receberão os alunos. Em Londrina, por exemplo, todas as 68 escolas estarão abertas, assim como as 32 de Maringá.

“Desejamos um excelente retorno aos estudantes e também aos professores, que já passaram os últimos dois dias nas escolas realizando estudos e planejamento para a metade final deste ano”, diz o secretário Renato Feder.

Desde a segunda semana de junho, a Secretaria não faz mais “rodadas de abertura” (como nos dias 10/05, 24/05 e 07/06), mas a reabertura gradual das instituições segue acontecendo em datas acordadas entre escolas e respectivos Núcleos Regionais de Educação (NREs). 

VACINAÇÃO – Nesta terça-feira (20), o Paraná chegou à marca de 223 mil profissionais da Educação Básica vacinados com a primeira dose (somando as redes públicas estadual e municipal e a privada). Os números podem ser acompanhados no site do Governo do Estado.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO – As instituições de ensino seguem um protocolo de segurança, garantindo distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes, disponibilizando álcool em gel, reforçando a obrigatoriedade do uso de máscara e aferindo a temperatura de alunos e funcionários na entrada do colégio. Distanciamento, uso de máscara e aferição de temperatura também são regras dentro do transporte escolar.

AUTORIZAÇÃO DOS PAIS – O retorno presencial não é obrigatório. Pais, mães ou responsáveis legais que desejem a volta dos estudantes devem assinar um termo de autorização a ser entregue na instituição de ensino. Os alunos que optarem por não ir às aulas presencialmente continuarão no ensino remoto via Google Meet e também pelas plataformas digitais do Aula Paraná, na TV aberta e no YouTube, além do kit pedagógico impresso.

ORIENTAÇÕES – Na página Aulas Seguras 2021, a comunidade escolar encontra importantes orientações sobre o funcionamento das escolas para o ano letivo de 2021, com perguntas e respostas frequentes, uma cartilha com os principais procedimentos de biossegurança, cartazes com dicas para os estudantes e também o termo de compromisso para os pais e responsáveis que desejam o retorno presencial de seus filhos.

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Universidades estaduais do Paraná aparecem entre as melhores da América Latina

As universidades estaduais de Maringá (UEM), Londrina (UEL), Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste) estão entre as 100 melhores da América Latina, segundo o “Latin America University Rankings 2021” da revista inglesa Times Higher Education (THE). Os dados refletem o ano de 2019 e foram divulgados nesta terça-feira (13), em evento sediado na Universidade de São Paulo (USP) e transmitido remotamente.

A revista, fundada em 2004, é responsável por ranquear a lista das melhores universidades do mundo. O ranking avaliou 177 universidades de 13 países da América Latina. Os critérios adotados são os mesmos aplicados no ranking mundial da THE. São considerados indicadores de desempenho em cinco áreas: ensino, pesquisa, citações, perspectiva internacional e renda da indústria – que avalia a transferência de conhecimento entre a iniciativa pública e privada.

Para o coordenador de Ciência e Tecnologia da Superintendência Geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Marcos Pelegrina, é possível notar uma evolução no desempenho das universidades na classificação ao longo dos anos.

“Nossas instituições de ensino conquistam a cada ano melhores posições nas avaliações internacionais. Isso é reflexo do empenho e dedicação dos professores, agentes universitários e alunos somados aos investimentos estratégicos realizados pelo Governo do Estado. A cada ano as universidades estaduais avançam rumo à excelência no ensino, pesquisa e nas atividades extensão”, afirma.

AVALIAÇÃO

A UEM saltou 33 colocações e agora alcança a posição 48º do ranking. A universidade evoluiu nas avaliações de ensino e pesquisa, internacionalização e recursos externos.

Nos critérios de análise, a UEM apresenta melhora significativa em ensino e em pesquisa, além de ligeira ascendência em internacionalização e em captação de recursos externos. “Ensino apresentou a melhor avaliação, a nota passou de 52,9 para 69,1. Pesquisa apresentou o maior aumento, pulou de 34,4 para 64,3”, destaca Bruno Montanari Razza, chefe da Divisão de Planos e Informações da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da UEM.

O professor explica que esse ranking usa os mesmos dados enviados para o THE Wur, ranking mundial de universidades, mas são reanalisados e utilizada uma metodologia diferente para a classificação.

A UEL também ganhou três posições e agora está entre as 47 melhores universidades da América Latina. É, também, a 28ª entre as instituições de ensino superior brasileiras. A instituição manteve o bom desempenho nos quesitos de ensino, pesquisa e renda da indústria.

De acordo com a diretora de Avaliação e Informação Institucional da Pró-reitoria de Planejamento da UEL, professora Elisa Emi Tanaka Carloto, o item melhor avaliado este ano foi renda da indústria, com nota superior a 84.

Segundo a professora, o resultado representa o esforço da instituição no trabalho de transferência do conhecimento, desenvolvimento de novas patentes, geração de royalties e demais aspectos ligados à cadeia produtiva nas mais diversas áreas. Neste quesito a UEL pulou de 35,3 no ano passado para 84,2 na mais recente pesquisa.

“Foi um aumento de mais de 100%, que reflete a política de inovação da UEL considerando o ensino, a pós-graduação e o relacionamento que mantemos com o setor produtivo, uma mudança de mentalidade que começa a aparecer e a gerar novos frutos”, avaliou a diretora.

A Unioeste também subiu colocações na classificação, comparada à classificação de 2020. A universidade foi da faixa 100-125 para a posição 74º. A UEPG se manteve entre as 90 melhores, ocupando a 86ª posição.

Ensino de espanhol pode se tornar obrigatório nas escolas públicas no Paraná

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi protocolada na Assembleia Legislativa pelo deputado Arilson Chiorato (PT) para instituir o ensino da língua espanhola como disciplina obrigatória nas escolas públicas no Paraná. A proposição, que endossa a luta do Movimento Fica Espanhol, prevê o ensino do idioma do ensino fundamental II ao final do ensino médio, em todas as escolas paranaenses, no horário regular de ensino, no mínimo, de duas horas-aulas por semana.

O deputado Arilson avalia que a PEC do Espanhol, caso seja aprovada, irá representar um avanço para o processo de formação dos estudantes. “Saber um novo idioma, em especial o espanhol, língua falada por nossos vizinhos, abre não só um leque de possibilidades na comunicação pessoal, como também profissional. Com certeza, vai facilitar a integração a sul-americana e o desenvolvimento regional”, avalia.

Ainda segundo Arilson, a implementação do ensino da língua espanhola na Educação Básica faz parte de uma estratégia eficaz para assegurar a formação de uma comunidade latino-americana de nações a longo prazo, promovendo a integração social e cultural dos povos da América Latina, conforme prevê o artigo 4º da Constituição Federal do Brasil.

A professora universitária Amábile Piacentine, de Apucarana e integrante do Movimento Fica Espanhol, lembra que a luta começou em 2016. “Ver a PEC do Espanhol ser protocolada traz um misto de gratidão, ansiedade e esperanças. Gratidão ao deputado Arilson Chiorato e aos deputados e deputadas que assinaram e estão assinando à PEC; ansiedade acompanhando cada um que assina, que indica, que se manifesta a favor, que escreve uma moção de apoio, que deixa uma mensagem nas redes sociais, etc., e esperança de que o resultado seja favorável ao Paraná, que essa PEC seja aprovada e que nossas crianças, adolescentes e jovens tenham esse direito assegurado, que o Espanhol seja para todos e esteja em todas as escolas”,  diz Amábile.

A proposta foi assinada também pelas deputadas Luciana Rafagnin (PT), Mabel Canto (PSC) e peos deputados Ademir Bier (PSD), Anibelli Neto (MDB), Delegado Fernando Martins (PSL), Delegado Jacovós (PL), Do Carmo (PSL), Galo (PODE), Goura (PDT), Luiz Fernando Guerra (PSL), Michele Caputo (PSDB), Nelson Justus (DEM), Professor Lemos (PT), Requião Filho (MDB), Soldado Adriano José (PV), Soldado Fruet (PROS), Tadeu Veneri (PT) e Tercílio Turini (CDN).

A PEC precisa ser analisada incialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que aprovará ou não a admissibilidade da proposta. Caso aprovada, será criada uma Comissão Especial para análise da proposição. após parecer desta Comissão, o texto segue para votação em plenário, sendo necessário 33 votos favoráveis em dois turno de votação para a aprovação da PEC.

Dados – O espanhol é falado por mais de 585 milhões de pessoas em diferentes países do mundo. É o segundo idioma em relevância comercial. A língua oficial de 21 países, sendo que 19 deles na América, 7 países fazem fronteira com o Brasil e 2 países fazem fronteira com o estado do Paraná. Também é língua de estudo de mais de 22 milhões de alunos em 110 países, inclusive na China e no Japão, que são os principais países parceiros do Brasil em transações comerciais fora da América Latina.

Na perspectiva econômica, a língua é um componente essencial de capital humano e social de uma comunidade, estima-se que 15% do Produto Interno Bruto (PIB) de um estado está vinculado à língua.

No campo educacional, desde 2010, o espanhol é opção para nossos estudantes na prova de Língua Estrangeira do ENEM e, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), desde essa data em todos os anos, sem exceção, o percentual de alunos que escolhe Espanhol é superior ao que escolhe Inglês.