Audiência ocorreu no Plenarinho da Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira (18).
Créditos: Orlando Kissner/Alep
No Paraná, uma audiência pública na Assembleia Legislativa discutiu medidas para combater o uso de drogas e álcool. O evento, organizado pelo deputado Gilson de Souza, destacou a importância da união entre sociedade, escola e poder público no enfrentamento desse problema.
Debate Inicia com Mitos sobre Uso de Drogas
O delegado Renato Figueiroa, presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná (Sesp), abriu a discussão desmistificando ideias comuns sobre o uso de drogas. Entre os mitos abordados, destacou a falsa crença de que o uso moderado de substâncias pode ser saudável.
Cigarro Eletrônico: Um Novo Perigo?
Figueiroa também criticou a noção de que cigarros eletrônicos são menos prejudiciais que os tradicionais, afirmando que essa é uma estratégia da indústria do tabaco para se reinventar diante das políticas públicas restritivas.
Ações de Conscientização nas Escolas
Iniciativas na rede pública de ensino, em colaboração com a Sesp e a Secretaria de Estado da Educação (Seed/PR), foram apresentadas, incluindo um concurso estadual de vídeos sobre drogas e programas de capacitação para professores. A técnica pedagógica Delvana Lucia de Oliveira destacou o programa “Escola Escuta”, que permite que alunos compartilhem seus desafios com um adulto de referência na escola.
Abordagem Baseada em Evidências
Alana Sieves Wendhausen, da Cruz Azul, reforçou a importância de métodos baseados em evidências científicas, sugerindo que intervenções contínuas e focadas nas potencialidades dos adolescentes são mais eficazes do que abordagens que centralizam o uso de drogas.
Panorama do Uso de Drogas no Brasil
Thiago Massolin, da Comunidades Terapêuticas Associadas do Brasil (Compacta), apresentou dados alarmantes sobre o vício em drogas no país, revelando que cerca de oito milhões de pessoas lidam com dependências, sendo 1,5 milhão com drogas ilícitas.
Redução de Vagas em Comunidades Terapêuticas
O representante apontou a diminuição de vagas financiadas pelo governo em comunidades terapêuticas, de 15 mil em 2023 para 10,8 mil atualmente, e a urgência na reabertura dessas vagas, considerando que a maioria dos dependentes recorre a essas instituições.
Programa de Apoio ao Dependente Químico
Ticyana Paula Begnini, da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família, anunciou um novo programa para a compra de vagas para dependentes químicos em instituições, que busca construir uma rede de proteção entre os municípios. O projeto está em avaliação na Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PR).
Próximos Passos
Em resposta aos desafios apresentados, o deputado Gilson de Souza delineou três iniciativas: promover a abertura de vagas em comunidades terapêuticas via editais, flexibilizar o acesso às vagas subsidadas, e facilitar a entrega de atestados médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) para aqueles que buscam acolhimento.



