Atletas curitibanas vão disputar a Paralimpíada de Tóquio

O nome de Curitiba estará nas disputas por medalhas dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em agosto. Neste fim de semana, a professora curitibana Mari Santilli, da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj), e Adriana Drica Azevedo, que mora há dois anos em Curitiba, conquistaram a sonhada vaga para os Jogos Paralímpicos na canoagem.

As duas paratletas são beneficiárias do Programa Municipal de Incentivo ao Esporte da Prefeitura de Curitiba.

Mari Santilli conquistou a vaga olímpica na manhã de sábado (15), com uma 7ª colocação na classe KL3 Feminino – 200m nas finais da Copa do Mundo de Paracanoagem. A prova foi realizada na raia náutica do lago Maty-ér Regatta Course, na cidade de Szeged, na Hungria.

Esta será a segunda participação da professora Mari em Jogos Paralímpicos. Ela já esteve no Rio 2016.

A canoísta Adriana Drica Azevedo também garantiu no sábado (15) a vaga para sua estreia em paralimpíadas, com uma 7ª colocação na classe KL1 (Feminino – 200 metros) da mesma competição.

Atletas de Curitiba se classificam para as Paralimpíadas de Tóquio. – Na imagem, Adriana Azevedo. Foto: Divulgação Confederação Brasileira de Canoagem/CBCa

Do Boqueirão para Tóquio

As atletas treinam na raia náutica do Parque Iguaçu, no Boqueirão, pelo Clube de Regatas Curitiba (CRC) e, agora, focando os treinamentos para os Jogos Paralímpicos de Tóquio.

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Curitiba tem a primeira delegacia do Brasil especializada para investigar crimes sem solução

O tempo! Cada segundo, cada minuto, cada hora é crucial em uma investigação de homicídio. É ele que faz a diferença. A cena do crime, o corpo, as testemunhas, as provas, a perícia – quanto mais tempo se passa depois do crime, mais complexa se torna a investigação.

Investimentos da Secretaria de Estado da Segurança Pública e a integração das forças policiais têm resultado em alto índice de elucidação de homicídios no Paraná – em Curitiba, o índice de resolução superou 100% no primeiro trimestre de 2021. Apesar da celeridade, há crimes que representam um desafio ainda maior. Nesses casos, é fundamental que o período para determinar o autor não ultrapasse 20 anos, porque depois de duas décadas o crime prescreve, conforme determina o Código Penal.

A Secretaria da Segurança Pública, no anseio em dar uma resposta aos crimes até então não esclarecidos, criou, por meio da Polícia Civil do Paraná (PCPR), a primeira delegacia do Brasil especializada em crimes sem solução.

Fruto de um esforço conjunto para solucionar crimes antigos e desafogar as delegacias de homicídios da cidade, que atendem às diversas regiões da Capital, foi criada em 2014 a Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade, integrante da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Paraná. O objetivo é impedir a impunidade nos homicídios, por meio de investigações que evitem a prescrição, esclareçam o crime e apontem o culpado.

A especializada foi regionalizada e cada cartório dessa delegacia atende determinados bairros de Curitiba, da mesma forma como é hoje a regionalização das delegacias de homicídios, da primeira à quarta DHPP.

“Essa regionalização fez com que aqueles homicídios ocorridos há muitos anos sejam solucionados, porque dados começaram a ser cruzados entre homicídios que ocorrem hoje. Como a maioria deles está ligada ao tráfico de drogas, as pessoas que continuam matando hoje são as mesmas pessoas que cometeram homicídios anos atrás. O cruzamento dos crimes antigos com os de hoje aumentou as possibilidades de resolução de casos”, explica o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach.

A Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade conta com a ajuda multidisciplinar das forças policiais do Paraná, como a Polícia Científica, para fechar todas as pontas da investigação. Além disso, trabalham de modo integrado a Polícia Científica e o Ministério Público.

Policiais se debruçam diariamente em centenas de inquéritos envolvendo crimes de homicídio e tentativas de homicídios, em Curitiba, em que a autoria não é conhecida. Casos que estavam em investigação nas delegacias especializadas da Capital, depois de três anos sem conclusão, passaram para alçada dos crimes de alta complexidade.

O delegado titular Marcos Fernando da Silva Fontes reforça que o tempo é crucial em uma investigação de homicídio. “O corpo conta o que aconteceu, mas nos casos que investigamos já perdemos esse tempo do acontecido. Por isso é muito importante termos uma equipe altamente especializada, que seja de bons entrevistadores que entendam de mobilidade social, que saibam pesquisar o passado e que estejam dispostos a reconstruir a cena do crime muitos anos depois. É um verdadeiro desafio, nenhum caso é abandonado”, explica o delegado.

Ele acrescenta que para atingir o objetivo de solucionar os crimes, além de serem bons entrevistadores, os policiais precisam, ainda, entender de cartografia, urbanismo, mobilidade social e ter noções das ciências forenses, para que possam reconstruir no inquérito um fato histórico.

RESPOSTA 

Camila Cecconello, delegada-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explica que a participação da população e a confiança no trabalho da polícia têm sido base para o trabalho de investigação.

“Nossas equipes não medem esforços para solucionar crimes de forma ágil, coletando todas as provas possíveis já nas primeiras horas do crime. Quanto mais o tempo passar, mais difícil se torna a resolução de um homicídio. O bom resultado do nosso trabalho tem muito da participação da população e da confiança que a comunidade tem demonstrado na Polícia civil, prestando informações e fazendo denúncias que nos auxiliam a identificar os autores”, afirma.

É o caso do duplo homicídio ocorrido em maio de 2011, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. As mortes de Adilson Cândido Ramos e Gilmar Cândido Ramos foram solucionadas nove anos depois e seus autores entregues à Justiça.

Embora 80% dos casos de homicídios estejam ligados ao tráfico de drogas e ao crime organizado, a Polícia Civil investiga também crimes de outra natureza. Aparecida de Fátima Alves Garcia, de 34 anos, foi estuprada e morta na Cidade Industrial de Curitiba, em 2010, e seu caso parecia sem solução. O crime só foi desvendado quase 10 anos depois, quando o DNA do suspeito foi incluído na rede Nacional de Perfis Genéticos. O crime foi o primeiro caso de DNA na elucidação de homicídio no Paraná.

Um homem foi apontado como suspeito após suas amostras de DNA apresentaram verossimilhança com as colhidas pela perícia em 2010. Ele estava preso em Santa Catarina condenado por outro crime de estupro e tentativa de homicídio de uma jovem de 13 anos.

Outro caso emblemático e de repercussão nacional foi o da menina Raquel Genofre, que tinha apenas nove anos quando foi morta. Seu corpo foi encontrado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba, em 2008. O autor do crime foi identificado 11 anos depois e condenado a 50 anos de prisão.

O caso foi solucionado graças à integração do banco de dados do Paraná com os bancos nacionais, bem como a todo o trabalho feito pela perícia à época do crime.

“A gente trabalha para que nenhum crime fique sem solução. Às vezes demora muito, como foi o caso da Raquel Genofre, mas posso garantir que nós não abandonamos nenhuma investigação. Vamos perseguir a solução de qualquer tipo de crime”, reforça o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach.

SÉRIE 

Esta matéria faz parte de uma série de reportagens que abordam como o trabalho integrado das forças de segurança tem resultado na resolução de homicídios, prestando eficiente e rápida resposta à sociedade.

Da coleta de material na cena do crime, passando pelas investigações, entrevistas, troca de informações, banco de dados, testemunhas e o uso de tecnologia de ponta, até o desfecho de um homicídio, a série pretende mostrar os bastidores desse trabalho, os agentes envolvidos e o comprometimento de profissionais dedicados a encerrar casos considerados complexos e sem solução.

As matérias são publicadas às terças e sextas-feiras. A primeira, detalhando o índice de resolução de crimes, que ultrapassou 100% em Curitiba, foi publicada na terça-feira (24).

Confira exposições para ver durante a semana, sem gastar e com segurança

Com a reabertura dos espaços de exposições da Fundação Cultural de Curitiba em horário reduzido, em obediência ao decreto municipal com medidas de controle e prevenção da covid-19, o público pode ter acesso a atrações culturais gratuitas e para todas as idades. Elas podem ser vistas somente de terça a sexta-feira e para entrar em cada local é preciso usar máscara, passar álcool em gel e verificar a temperatura corporal.

Duas delas estão no Solar do Barão, no Centro. Na Gibiteca, continuam em cartaz as mostras Punk Afonso e Viajante Ilustrado. A primeira é uma homenagem ao quadrinista Rodrigo Belato, criador do personagem e que morreu no ano passado. A segunda traz desenhos e histórias assinadas por André Caliman, feitas a partir de viagens do artista pelo Brasil e pela Europa. Viajante Ilustrado também pode ser visitada virtualmente.

Personagem de Belato é tema de mostra na Gibiteca.

Centro Histórico e Centro Cívico

Atravessando o pátio do centro cultural, no Museu da Fotografia, é possível ver Cartografia Mítica da Escarpa Devoniana, mostra da artista visual Maria Baptista e que foi aberta esta semana. Além de fotografias recentes e mais antigas, estão expostos mapas e objetos reunidos por Baptista durante sua incursão pela área de proteção ambiental.

Mostra da artista Maria Baptista (Escarpa Devoniana). Foto: Divulgação

A poucos metros do Solar, no Centro Histórico, o público pode chegar ao Memorial de Curitiba e visitar duas atrações.  A exposição Sérgio Ferro: um artista curitibano, brasileiro e universal, está no Salão Paranaguá, no 1º andar. No mesmo piso, é possível apreciar a beleza dos Altares Retábulos da Matriz de Curitiba. Feitas em cedro, as peças vieram de Portugal e datam do século 18.

No Centro Cívico, a sugestão é o Memorial Polonês do Bosque João Paulo II. Além da beleza natural do lugar, é possível conhecer a réplica de uma capela e de ambientes domésticos dos primeiros imigrantes vindos da Polônia, além de comprar artesanato.

Turin e ucranianos

Seguindo pela Mateus Leme, que dá acesso ao Memorial, o visitante chega ao recém-revitalizado Parque São Lourenço. O local abriga o novo Memorial Paranista e o Jardim das Esculturas do artista plástico João Turin.

Como o São Lourenço é um destino muito procurado pelos moradores e visitantes, é preciso agendar a visita neste link por causa das exigências sanitárias sobre lotação máxima e distanciamento social.

Seguindo pela João Gava em direção ao caminho que leva ao Parque Tingui, sede do Memorial à Imigração Ucraniana. No local é possível ver construções relacionadas aos primeiros imigrantes, como a réplica da mais antiga igreja ucraniana do Brasil, uma exposição de pêssankas, ícones religiosos e objetos.

MuMA

Do outro lado da cidade, no Portão Cultural, três exposições abertas no MuMA – o Museu Municipal de Arte de Curitiba aguardam os visitantes. São elas De Profundis, com pinturas e instalações da artista plástica Yara Martins; Afluxos, de Luciana Silveira; e a instalação de arte digital Para Continuar Navegando, de Fabiana Caldart e Felipe Gomes.

De Profundis, de Yara Martins, está no Portão Cultural. Foto: Divulgação

Quem for até o MuMA pode aproveitar para apreciar as peças de arte em exposição permanente no local. É o caso dos painéis cerâmicos de Franco Giglio, na entrada do centro cultural; o painel em madeira de Poty Lazzarotto; e a escultura em concreto de Tomie Ohtake, na parte de trás do espaço.

Serviço: exposições em espaços da FCC

Somente de terça a sexta-feira
Horários restritos
Com cuidados para prevenir a propagação do novo coronavírus
(máscara, álcool em gel, medição de temperatura corporal)

Horários e endereços
– Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, Largo da Ordem) – de terça a sexta-feira, das 10h às 12h e das 13h às 16h.
– Memorial Ucraniano (Rua Dr. Mbá de Ferrante s/nº, Parque Tingui) – de segunda sexta-feira, das 10h às 16h
– Memorial Polonês (Rua Mateus Lemes, em frente ao Portal Polonês) – de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Às 9h abrem a capela e a casa de artesanato e, às 10h, os espaços expositivos.
– Memorial Paranista (Rua Mateus Leme, 4700, São Lourenço) – de terça a sexta-feira, das 10h às 18h (o último grupo de visitantes entra às 17h)
– Solar do Barão (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533, Centro):
Museu da Fotografia – de terça a sexta-feira, das 12h às 18h
Gibiteca – de terça a sexta, das 12h às 18h
Museu da Gravura – de terça a sexta-feira, das 12h às 18h
– MuMA (Museu Municipal de Arte, Portão Cultural) – de terça a sexta-feira, das 10h às 18h