Assembleia Legislativa vota R$ 100 milhões para compra de vacinas contra Covid19

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Ademar Traiano (PSDB), disse hoje (21), em entrevista coletiva, que vai acelerar a votação da proposta de emenda que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2021 de modo a garantir ao governo do Estado recursos para a compra de vacinas e assegurar a imunização da população paranaense contra a Covid-19. A emenda destina R$ 100 milhões para a aquisição de vacinas.

“É uma emenda de iniciativa do governador, que tem de ser submetida a Comissão de Orçamento, que uma vez aprovada e elaborado o parecer, será encaminhada ao presidente que vai pautar a matéria”, disse Traiano.

“Eu espero que a Comissão de Orçamento possa apreciar rapidamente essa emenda ao projeto inicial e, em seguida eu vou pautar. Eu espero votar essa matéria já no mês de agosto”, completou.

Para Traiano, as perspectivas de que uma vacina seja anunciada em breve explicam a prevenção adotada pelo governo Paraná. “A proposta do governo do Estado antecipa a perspectiva de um anúncio de uma vacina eficaz contra o coronavírus. Por isso o remanejamento do Orçamento prevendo recursos para que a compra do medicamento possa ser feita com agilidade pelo Paraná”.

Traiano destacou que a vacina, além da saúde pública, terá grande importância para a retomada econômica. “Ela devolverá a segurança aos empreendedores, empresários e seus funcionários, para que reativem a atividade econômica o mais cedo possível, tornando possível iniciar, com a maior brevidade, a recuperação dessa catástrofe humanitária e econômica, imposta pela pandemia. A decisão do governo do Paraná é prudente, oportuna e contará com o apoio da Assembleia”, destacou.

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Hiroshima: primeiro ataque com bomba atômica completa 75 anos

“Pensem nas crianças mudas, telepáticas. Pensem nas meninas cegas, inexatas. Pensem nas mulheres rotas, alteradas. Pensem nas feridas como rosas cálidas …”

Os versos são do poeta brasileiro Vinícius de Moraes, que também foi diplomata. Anos depois Gerson Conrad musicou. Você certamente já ouviu essas palavras com a banda Secos e Molhados.

A música faz referência a um dos episódios mais incrédulos da humanidade, a bomba atômica que destruiu a cidade que era base militar japonesa, Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

Bomba atômica
Bomba atômica – Reuters / US ARMY/ Direitos Reservados

Três dias depois, mais um ataque nuclear destruiria outro alvo, a cidade Nagazaki. Mas o Japão só se renderia e daria fim à guerra no dia 2 de setembro de 1945.

Hoje, 75 anos depois do bombardeio, Hiroshima está reconstruída. Se tornou uma das cidades mais modernas e desenvolvidas do Japão.

O Memorial da Paz de Hiroshima foi construído para não deixar que o mundo se esqueça do que uma bomba atômica é capaz.

Relembre

A Segunda Guerra Mundial começou quando a Alemanha invadiu a Polônia em 1939 e terminou com a rendição do Japão em 1945.

De um lado os Aliados (grupo liderado por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética) e do outro lado o Eixo (formado principalmente por Alemanha, Itália e Japão).

Como foi o ataque nuclear em Hiroshima

Os Estados Unidos atacaram o Japão no dia 6 de agosto de 1945, às 8h15. Alguns historiadores dizem que foi um revide ao ataque dos japoneses à base militar norte-americana em Pearl Harbor, no Havaí, em 1941.

O primeiro avião norte-americano tinha a missão de checar as condições climáticas de Hiroshima.

O segundo avião (modelo B-29), pilotado por Paul Tibbets, tinha a missão de jogar a bomba. A aeronave foi batizada pelo piloto como Enola Gay, nome de sua mãe. A bomba recebeu o apelido de Little Boy (pequena criança).

O terceiro avião fotografou a explosão da bomba.

A bomba explodiu a 600 metros do chão. Causou danos num raio de 5 quilômetros. Apenas a Doma de Hiroshima ficou de pé, onde hoje é o Memorial da Paz de Hiroshima. Cerca de 70 mil pessoas morreram imediatamente ao ataque por queimadura e envenenamento após a explosão.

Confira dez filmes sobre a bomba atômica e o Japão na Segunda Guerra

1 – Hiroshima mon Amour (Alan Resnais – 1959)

2 – Black Rain – A coragem de uma raça (Shôhei Imamura-1989)

3- Gembaku no ko -Filhos de Hiroshima (Kaneto Shindo -1952)

4- Rapsódia em Agosto (Akira Kurosawa – 1991)

5- Início do Fim (Roland Joffé – 1989)

6- Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood – 2006)

7 – A Conquista da Honra (Clint Eastwood – 2006)

8 – Império do Sol (Steven Spielberg – 1987)

9- Túmulo dos Vagalumes (Isao Takahata – 1988)

10 – Furyo, Em Nome da Honra (Nagisa Ōshima – 1983)

Autoridades de Brasília apoiam reabertura da Ponte da Amizade

Principal ligação terrestre entre Brasil e Paraguai está fechada desde 18 de março deste ano.

Autoridades brasileiras e paraguaias estão trabalhando para a reabertura da Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Ciudad del Este, no Paraguai.

A principal ligação terrestre entre os dois países está fechada desde 18 de março deste ano, causando vários prejuízos econômicos e sociais, em especial para as pessoas mais pobres, que dependem desse comércio para sobreviver.

A retomada gradativa da economia entre os dois países tem como base dados da redução de casos confirmados de covid-19 na região.

Em Brasília, a iniciativa teria sido vista com bons olhos. A abertura gradual da ponte seria feita de forma escalonada a partir da criação de um corredor sanitário, que permitiria o trânsito entre as duas cidades fronteiriças.

A região é uma das mais prejudicadas pelo fechamento da ponte, por onde normalmente circulam milhares de pessoas e passa boa parte da riqueza paraguaia rumo aos mercados brasileiros.