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Anvisa atualiza composição das vacinas contra a covid-19; entenda o que muda

Novos imunizantes deverão priorizar a variante LP.8.1 ou linhagens derivadas da JN.1; doses já produzidas poderão ser usadas durante período de transição.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou as regras para a composição das vacinas contra a covid-19 utilizadas no Brasil. A medida busca adequar os imunizantes às variantes do coronavírus que circulam atualmente no país.

Pela nova orientação, as vacinas deverão ser monovalentes, desenvolvidas para gerar resposta imunológica contra uma linhagem específica do SARS-CoV-2. A variante LP.8.1 foi definida como antígeno preferencial. Também poderão ser usados imunizantes derivados da linhagem JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que apresentem resposta ampla contra as variantes em circulação. (⁠Serviços e Informações do Brasil)

A atualização foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Anvisa. A mudança não significa, porém, uma substituição imediata de todas as doses disponíveis nos postos de saúde.

Vacinas atuais ainda poderão ser utilizadas

As vacinas registradas ou produzidas antes da nova norma, assim como as doses já distribuídas no país, poderão continuar sendo utilizadas durante um período de transição de até nove meses.

Depois desse prazo, os imunizantes que não estiverem adequados à composição atualizada não poderão mais ser usados.

A regra permite que estados e municípios utilizem os estoques dentro da validade enquanto fabricantes, Ministério da Saúde e serviços de vacinação adaptam a oferta às novas formulações.

Por que as vacinas são atualizadas?

Assim como ocorre com outros vírus respiratórios, o SARS-CoV-2 passa por mudanças ao longo do tempo. A atualização da composição busca aproximar a resposta das vacinas das variantes que estão circulando com maior frequência.

A Anvisa já havia aprovado, em março de 2026, uma atualização que mantinha a LP.8.1 e permitia o uso da linhagem JN.1 para evitar atrasos na vacinação. Na ocasião, a agência informou que mais de 36 mil casos de síndrome gripal associados à covid-19 haviam sido registrados no Brasil até 2 de março. (⁠Serviços e Informações do Brasil)

Quem deve tomar a vacina contra a covid-19?

A vacinação continua seguindo o calendário e as recomendações do Ministério da Saúde. Entre os públicos prioritários estão crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. Outros grupos especiais também podem receber doses conforme idade, condição de saúde e histórico vacinal. (⁠Serviços e Informações do Brasil)

A frequência das doses não é igual para todas as pessoas. Ela pode variar conforme a faixa etária, o pertencimento a grupos prioritários e a presença de condições que aumentem o risco de formas graves da doença.

O que muda para o cidadão?

Na prática, a população não precisa reiniciar o esquema vacinal nem aguardar a chegada de uma nova formulação para procurar atendimento.

Quem estiver no período recomendado para receber uma dose deve seguir as orientações do serviço de saúde. A escolha e a distribuição das vacinas disponíveis cabem ao Programa Nacional de Imunizações e às redes municipais e estaduais.

As novas formulações serão incorporadas gradualmente, conforme registro, fabricação, aquisição e distribuição dos imunizantes atualizados.

Foto: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

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