A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a utilização do Leqembi, um novo medicamento para o tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de setembro.
Descrição do Medicamento
O Leqembi, desenvolvido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo em indivíduos que já apresentam demência leve devido à doença. Sua formulação é uma solução para diluição destinada à infusão.
Mecanismo de Ação
Conforme o registro da Anvisa, o lecanemabe atua na redução das placas beta-amiloides no cérebro, que são características definidoras da doença de Alzheimer. Este aspecto torna o medicamento uma opção importante para o tratamento precoce da condição.
Resultados do Estudo Clínico
A Anvisa informou que a eficácia clínica do Leqembi foi avaliada em um estudo com 1.795 participantes, todos diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial e com presença de placas beta-amiloides. Os participantes foram divididos entre aqueles que receberam o medicamento e um grupo de controle que recebeu placebo.
“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, destacou a Anvisa. A avaliação foi realizada utilizando a escala de demência CDR-SB, que serve para medir a severidade da doença de Alzheimer. Esta escala inclui questões que ajudam a determinar o impacto do comprometimento cognitivo na vida diária dos pacientes.
Os resultados indicaram que, entre os 1.521 indivíduos do subgrupo estudado, os pacientes tratados com o Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB em comparação aos que receberam placebo, evidenciando o potencial do medicamento no tratamento da doença.
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