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Anexação da Cisjordânia Aumenta Tensões com Israel

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Os Emirados Árabes Unidos (EAU) emitiram um alerta a Israel sobre a possibilidade de anexação da Cisjordânia, considerando essa ação uma “linha vermelha” que afetaria diretamente os Acordos de Abraão, que estabeleceram relações diplomáticas entre Abu Dhabi e Tel Aviv. Enquanto isso, a situação na Cisjordânia ocupada continua a deteriorar-se.

Aumento da Violência na Cisjordânia

Em um comunicado na terça-feira (2/9), a Autoridade Palestina revelou que apenas em agosto foram registrados 1.613 ataques perpetrados por forças israelenses e colonos contra cidadãos palestinos. O acirramento da tensão é evidenciado pelo projeto controverso do ministro israelense das Finanças, Bezalel Smotrich, que defende a anexação total da Cisjordânia e propôs a criação de uma colônia que segregaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia.

Esse projeto foi duramente criticado pela Autoridade Palestina e pela comunidade internacional, que consideram a fragmentação do território uma ameaça à viabilidade de futuras negociações de paz. A oposição dos Emirados Árabes Unidos ao plano marca uma de suas críticas mais severas a Israel desde o início do conflito em Gaza, em outubro de 2023.

Desafios em Hebron

A situação em Hebron, na Cisjordânia, é particularmente alarmante. O prefeito local, Tayssir Abou Chneyné, foi preso por tropas israelenses, que invadiram e saquearam sua residência. O aumento da violência se intensifica em um momento em que diversos países, como a França, planejam reconhecer o Estado da Palestina durante a próxima Assembleia Geral da ONU.

Na cidade velha de Hebron, colonos israelenses recentemente tomaram posse de novas moradias palestinas, um ato que a emissora Canal 14 descreveu como “histórico”. O diretor de uma escola religiosa judaica afirmou que essa ação ocorreu “com o aval do governo e do exército”. Enquanto isso, os moradores locais relatam uma escalada de hostilidades, incluindo expulsões, desfiles de colonos nas ruas e o uso de munição real por parte das forças israelenses.

Esse clima de tensão se agrava à medida que se aproxima o anúncio do reconhecimento oficial do Estado palestino por vários países, com o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmando que a França fará esse reconhecimento na Assembleia Geral da ONU, programada para ocorrer de 9 a 23 de setembro em Nova York.

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