Operação Hades Investiga Corrupção em Ananindeua
A Operação Hades, realizada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos (PSB). A ação, deflagrada na terça-feira (5), revelou a apreensão de bens de luxo, incluindo relógios, uma fazenda milionária e diversos veículos, levantando suspeitas de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.
Afastamento do Prefeito
O Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) determinou o afastamento cautelar do prefeito, fundamentado em indícios de corrupção ativa e passiva, bem como na tentativa de interferência nas investigações. A decisão judicial foi impulsionada por provas que indicam fraudes em licitações e uso indevido do poder econômico.
Bens Apreendidos
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Região Metropolitana de Belém, além de municípios do interior e de outros estados. Dentre os bens confiscados, destacam-se 16 relógios de luxo, avaliados em mais de R$ 3 milhões.
Os investigadores também identificaram a aquisição de uma fazenda em Tomé-Açu, estimada em R$ 16 milhões, supostamente vinculada ao prefeito, embora registrada em nome de terceiros. Além disso, são alvo da apuração veículos de alto padrão e um apartamento em Fortaleza, no Ceará.
Provas de Corrupção
O promotor de Justiça Arnaldo Azevedo destacou que as provas coletadas implicam diretamente empresas contratadas pela Prefeitura de Ananindeua. “O descobrimento de patrimônio adquirido por meio de empresas com contratos ativos com a municipalidade evidencia improbidade e lavagem de dinheiro”, afirmou durante uma coletiva de imprensa.
Desdobramentos da Investigação
Além das fraudes em contratos, a investigação apurou coação de testemunhas e transferências financeiras suspeitas. Um total de 16 pessoas está sob investigação, e o MPPA planeja apresentar uma denúncia formal à Justiça após a conclusão do relatório final.
Posicionamentos e Interinidade
Nas redes sociais, o prefeito Daniel Santos classificou a operação como uma “perseguição política”, afirmando que a decisão de afastamento foi baseada em informações falsas e sem chance de defesa. Ele também anunciou a intenção de recorrer da decisão e confirmou sua pré-candidatura ao governo do estado em 2026.
Com a saída do prefeito, o vice-prefeito Dr. Hugo Santana (PSB) assumirá temporariamente a liderança da prefeitura. Até o momento, a gestão municipal não fez um pronunciamento oficial sobre os acontecimentos recentes.
Cooperação e Autorização
A Operação Hades é coordenada pelo Centro Integrado de Investigação do MPPA, com suporte do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional, e conta com a autorização da Procuradoria-Geral de Justiça.
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