A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) comemora nesta sexta-feira, 8 de maio, os 40 anos da Estação de Tratamento de Água (ETA) Passaúna, situada em Curitiba. Responsável por uma produção de 2 mil litros por segundo, a unidade fornece 20% da água tratada utilizada pelo Sistema Integrado de Abastecimento de Curitiba (SAIC), que atende a capital e regiões metropolitanas.
Histórico de Inauguração
A inauguração da ETA Passaúna, realizada em 1986, representou um momento crucial tanto para a Sanepar quanto para o Estado do Paraná. Na cerimônia de entrega, estavam presentes autoridades, como o ministro do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente, Deni Schwartz, e o governador do Paraná, José Richa. A construção da estação consolidou o projeto de um sistema integrado de abastecimento que já contava com outras duas unidades de tratamento (Iguaçu e Tarumã) e a represa Cayuguava, em Piraquara.
Wilson Bley, diretor-presidente da Sanepar, destaca que a criação da ETA Passaúna foi essencial para atender ao compromisso da companhia de expandir o abastecimento de água tratada e acompanhar o crescimento populacional da região. Atualmente, a Sanepar conta com 168 estações de tratamento que garantem 100% de água potável em 345 cidades.
Crescimento e Impacto
No momento da inauguração, a Sanepar investiu 75 milhões de cruzados na construção da estação, o que equivale a cerca de R$ 27 milhões em valores atuais. Esse investimento permitiu o acesso à água tratada para aproximadamente 250 mil moradores do bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e de partes de Araucária.
Hoje, a Estação Passaúna atende cerca de 720 mil pessoas de 25 bairros de Curitiba e de localidades em outras quatro cidades: Araucária, Campo Largo, Campo Magro e Almirante Tamandaré. Integrada ao SAIC, a água tratada ali produzida pode ser redistribuída para atender regiões em momentos de maior demanda.
Início das Operações
A Estação Passaúna iniciou suas atividades em um que poderia ser considerado um “soft opening”, operando com uma capacidade de apenas 200 l/s, muito abaixo da sua capacidade total. A previsão era aumentar essa produção para 500 l/s até o final do mesmo ano. A produção máxima de 2 mil l/s só foi alcançada com a conclusão da segunda fase do projeto, que incluiu o enchimento da Represa Passaúna.
O coordenador da Gerência de Produção de Água da Sanepar, Arion Garcia da Silva, ressalta que, com o crescimento da capital e da região metropolitana, era fundamental que o abastecimento acompanhasse esse desenvolvimento.
Memórias de Funcionários
Mario de Oliveira, agente de suporte do Centro de Controle Operacional (CCO) da Sanepar, lembra que a Estação Passaúna foi sua porta de entrada na companhia em 1991, durante a ampliação da represa. Antes, ele era responsável pela produção de misturas químicas para o tratamento de água. Oliveira recorda que a área ao redor da estação era predominantemente rural, sem infraestrutura urbana.
Outro funcionário, Elgson Walter Niedzwiedz, também compartilha suas memórias da Passaúna, onde trabalhou no posto de captação e operava os equipamentos de bombeamento. “Naquela época, toda operação era manual e a comunicação era feita por rádio amador”, conta.
Recém-aposentado, Sérgio Luiz de Oliveira foi técnico de operação por 25 anos, fazendo análises de qualidade da água. Ele destaca as dificuldades enfrentadas no começo, com equipamentos analógicos, mas elogia o comprometimento da equipe em garantir a qualidade da água.
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