Adapar Intensifica Fiscalização em Pomares de Citros no Noroeste do Paraná
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) promoveu, nesta semana, ações de fiscalização na região Noroeste do estado. As operações “Big Citros” e “Agro +” mobilizaram 18 equipes formadas por 35 fiscais e assistentes de fiscalização nos municípios de Paranavaí, Alto Paraná, Nova Esperança e Uniflor. O principal foco das ações foi a vigilância nos pomares de citros e a orientação sobre a aplicação correta de agrotóxicos.
Enfrentamento ao Greening
A Operação Big Citros teve como principal objetivo o combate ao greening, doença que afeta os pomares de citros em todo o mundo. Durante as fiscalizações, foram inspecionados pomares que não realizavam o controle adequado do psilídeo Diaphorina citri, vetor da doença. A chefe da Divisão de Sanidade da Citricultura da Adapar, Caroline Garbuio, destacou que foram observadas plantas com sintomas da doença e a presença do inseto. “Verificamos se os produtores estão utilizando armadilhas e seguindo as recomendações técnicas para o controle do greening”, afirmou Garbuio.
Inspeção de Pulverizadores Agrícolas
A Operação Agro + focou na inspeção de pulverizadores agrícolas, com simulações de aplicações para verificar a calibração e o funcionamento dos equipamentos. O objetivo foi minimizar a deriva de agrotóxicos, um problema que pode causar danos às lavouras vizinhas e à sericicultura, atividade significativa na região. Leandro Dadalt, chefe da Divisão de Controle de Agrotóxicos da Adapar, ressaltou que a iniciativa visa garantir mais segurança ao agricultor e ao meio ambiente.
Continuidade das Ações
Em julho, outra operação semelhante foi realizada, destacando a importância da aplicação correta de agrotóxicos. As ações promovidas pela Adapar são complementares e contribuem para a proteção dos pomares, além de manter a sanidade e a viabilidade da citricultura paranaense.
Reforço na Segurança da Produção
Paulo Brandão, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal (Desv) da Adapar, enfatizou a relevância do trabalho conjunto. “A fiscalização e orientação colaboram para reduzir riscos, preservar a produção e reforçar a confiança dos mercados na citricultura do Estado”, destacou Brandão.
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