A partir de fevereiro, carteira de trabalho passa a ser exclusivamente digital

Conforme medida estabelecida pelo Ministério da Economia, as unidades de atendimento do Sine (Serviço Nacional de Emprego) geridas pela Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS) não irão mais emitir carteiras de trabalho físicas a partir da primeira semana de fevereiro.

 Foto: Ricardo Marajó/FAS

A versão em papel será substituída pela carteira on-line e por aplicativo. A pasta da Economia, na atual gestão federal, assumiu as funções do antigo Ministério do Trabalho.

Segundo o governo federal, a mudança busca modernizar o acesso às informações da vida laboral dos trabalhadores. Com a mudança, as informações sobre o histórico profissional do trabalhador passam a ficar disponíveis para os cidadãos por meio de aplicativo para celular nas versões iOS, Android e Web.

Para baixar gratuitamente o aplicativo, o trabalhador deverá acessar a loja virtual (Apple Store, para iOS,  e Play Store, para Android), ou acessar o link na internet (clique aqui)

Após baixar o aplicativo, é preciso fazer um cadastro, com informações pessoais e profissionais. Quem já tem cadastro no sistema acesso.gov.br, basta usar o mesmo login e senha no App Carteira de Trabalho Digital.

O objetivo da implantação é facilitar a vida dos trabalhadores que terão o documento à mão sempre que precisarem fazer uma consulta. Todas as experiências profissionais formais estarão no aplicativo.

Unidades do Sine

O presidente da FAS, Thiago Ferro, responsável pela política do trabalho e emprego em Curitiba, explica que com a medida, as unidades de atendimento Sine não estarão mais autorizadas pelo Ministério da Economia a abrir pedidos de emissão de Carteira de Trabalho. 

“A novidade trará benefícios para os trabalhadores, principalmente pelo fácil acesso a todas as informações e histórico trabalhista”, diz Ferro.

Contratação

Com o documento digital, no momento da contratação, o trabalhador vai informar apenas o número do CPF. Para o empregador, as informações prestadas no eSocial substituem as anotações antes realizadas no documento físico. A Carteira de Trabalho digital não poderá ser usada para identificação civil.

Para saber mais sobre a carteira digital, acesso o passo a passo acesse este link ou ligue para a Central Alô Trabalho, discando 158, das 7h às 19h.

Covid-19: veja o que abre e o que fecha em Curitiba

Ontem começaram a valer novas medidas com algumas ampliações nos horários de funcionamento dos estabelecimentos em Curitiba, até o dia 10/8. Nesse vai e vem, a gente acaba até se perdendo  e por isso fizemos um resumo pra te ajudar a não ficar de fora! Confira:⁣

Novos horários:⁣

  •  shoppings podem abrir das 12h às 22h de segunda a sexta e aos finais de semana somente via delivery⁣
  •  comércio de rua das 10h às 20h de segunda a sexta e aos finais de semana somente via delivery⁣
  •  galerias e centros comerciais das 10h às 18h de segunda a sexta e aos finais de semana somente via delivery⁣
  • restaurantes até as 22h de segunda a sábado e nos domingos somente via delivery ou drive-thru⁣
  • mercados somente de segunda a sábado⁣
  •  panificadoras até as 22h de segunda a sábado e até as 18h nos domingos (proibido consumo no local)⁣
  •  feiras de segunda a sexta, proibido funcionamento aos finais de semana ⁣

Proibido:⁣

  •  bares, festas, teatro, cinemas⁣
  •  parques⁣
  • praças esportivas⁣

Transporte público:⁣

continua circulando somente com 50% da sua lotação máxima ⁣

Hotéis, pousadas e resorts:⁣

  • podem funcionar com somente 50% da sua capacidade⁣

Via @oquefazercuritiba

Casos de Covid crescem 164,5% entre junho e julho no Paraná

O Paraná registrou 44.587 casos de Covid-19 nas quatro semanas epidemiológicas de julho, crescimento de 164,5% em relação aos 16.855 casos notificados no mesmo período de junho, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde neste domingo (26). A análise leva em consideração a data de diagnóstico, não a data de divulgação, e as semanas epidemiológicas 23 (que engloba o último dia de maio) a 30 (até 25 de julho).

Nesse recorte, o aumento de casos foi mais expressivo nas macrorregionais Leste (Curitiba/Região Metropolitana/Litoral/Campos Gerais), de 292,2%, e Norte (Londrina/Apucarana/Jacarezinho), de 133%. No primeiro caso a diferença foi de 18.991 casos a mais (de 6.499 nas quatro semanas epidemiológicas de junho para 25.490 casos em julho); no segundo, de 3.127 (de 2.351 casos para 5.478).

A macrorregional Noroeste (Maringá/Umuarama/Paranavaí) registrou crescimento de 92,3%, ou 2.405 casos, diferença de 2.604 positivados em junho para 5.009 em julho. A macro Oeste (Cascavel/Foz do Iguaçu/Francisco Beltrão e Pato Branco) também apresentou aumento de casos, mas em índice menor, de 39,3%, ou 729 casos (1.857 para 2.586).

Também houve aumento de 115,4% nos óbitos nesse mesmo recorte, de 460 (junho) para 991 (julho).

De acordo com a data de diagnóstico, julho já concentra 62,3% do total de casos (41.446 de 66.509) e 54,9% do número global de óbitos (906 de 1.650) no Paraná. Mesmo diante desse aumento expressivo nos últimos dias, o Estado ainda tem o terceiro menor índice do País em casos por 100 mil habitantes (587,9) e a quinta menor taxa de óbitos pela mesma faixa populacional (14,6).

SEMANAL – O recorte semanal mais aproximado mostra uma realidade um pouco diferente. Segundo a Secretaria de Saúde, o número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus cresceu 5% na última semana epidemiológica (19 a 25 de julho). Foram 12.148 novos casos, contra 11.578 da semana 29 (12 a 18 de julho), diferença de 570 casos a mais. A Covid-19 avança no Paraná pela 10ª semana consecutiva, desde a semana 20 (10 a 16 de maio).

Regionalmente, houve crescimento de casos no Oeste, na faixa de 40%, e no Norte, na casa de 1,3%. Houve pequenas retrações no Leste, de 1,7%, e no Noroeste, de 5%.

No Oeste foram 2.586 casos na semana 30, contra 1.857 da semana 29. É a segunda semana seguida com crescimento, mas depois de uma queda expressiva registrada na semana 28, principalmente em decorrência do decreto estadual que impôs medidas mais restritivas de circulação. No Norte é o 13° registro de crescimento consecutivo, desde a semana 18. Foram 1.611 casos na semana 30 contra 1.591 na semana 29.

Na macrorregião Leste é a terceira vez que o número de casos ultrapassa 6 mil em uma semana, com diferença de 115 caos a menos para a semana 29. O Noroeste segue como a região menos impactada pela doença de modo geral. Foram 1.211 casos na semana 30, segunda queda consecutiva.

O número de óbitos também caiu entre uma semana epidemiológica e outra, na casa de 8,2%, dentro da mesma regra de data do diagnóstico. As mortes cresceram no Paraná entre as semanas epidemiológicas 23 (31 de maio a 06 de junho) e 28 (05 de julho a 11 de julho), e caíram nas duas últimas.

MÉDIA MÓVEL – Na média móvel por data do caso/óbito, calculada a partir de um comparativo com os números de 14 dias atrás, houve crescimento de 14,2% no índice de novos diagnósticos e diminuição de 9,2% no cálculo de mortes no Paraná.

CIDADES – Apenas oito cidades paranaenses ainda não registraram a presença do coronavírus: Boa Ventura de São Roque, Bom Sucesso do Sul, Flor da Serra do Sul, São Carlos do Ivaí, São Pedro do Paraná, Rio Bom, Nova Santa Bárbara e Godoy Moreira. Elas reúnem 33.943 habitantes, 0,2% da população do Estado.

Já há casos do novo coronavírus em todos os municípios das regionais de Saúde de Paranaguá, Curitiba e Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, União da Vitória, Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Maringá, Londrina, Jacarezinho, Toledo e Telêmaco Borba.

Em números absolutos, a regional de Curitiba e Região Metropolitana é a que concentra mais casos (26.950), seguida por Cascavel (5.970), Londrina (4.531) e Maringá (3.993). Já há mais de 1.000 casos em 13 das 22 regionais de Saúde.

As mortes alcançaram 218 municípios, mais de 54% do Paraná. As maiores incidências  absolutas são em Curitiba e Região Metropolitana (804), Londrina (161), Cascavel (116) e Maringá e Paranaguá (66).

FAIXA ETÁRIA – A faixa etária média dos casos no Paraná é de 40,2 anos, idade da população economicamente ativa, enquanto a de óbitos é de 68,3 anos, o que indica que as complicações da doença se concentram entre as pessoas mais idosas. A Covid-19 impacta mais a população feminina (52%), mas mata mais os homens (61%).

São 15.218 casos entre pessoas com 30 a 39 anos, parcela mais afetada pela doença, o que representa 23,2% do total de infectados no Estado. A segunda é a de pessoas entre 20 e 29 anos, com 13.633 casos, ou 20,8% dos infectados. São, ainda, 5.971 casos entre crianças e jovens de 0 a 19 anos (9,1% do total) e 9.274 casos entre quem tem mais de 60 anos, 14,1%.

Em relação aos óbitos, a análise do quadro mostra que a Covid-19 vitima mais mulheres conforme o aumento da idade. A faixa mais atingida é a de mais de 80 anos (197 óbitos), seguida por 70 a 79 anos (172), 60 a 69 (120) e 50 a 59 (83). Entre os homens há diferença. A faixa mais vitimada foi entre 70 a 79 (264 mortes), seguida por 60 a 69 (238) e mais de 80 (231).

INTERNADOS – Segundo o boletim epidemiológico, ainda há 1.050 internados, 1,6% do total de infectados no Paraná. Desses, 466 estão em uma das 1.027 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) criadas pelo Governo do Estado desde o começo da pandemia e 584 em enfermarias exclusivas para a Covid-19.

As taxas de ocupação nos leitos exclusivos são de 77% em UTIs adultas, 31% em UTIs pediátricas, 51% em enfermarias para adultos e 24% em enfermarias infantis.

No entanto, somados confirmados e suspeitos internados na rede pública e privada de Covid-19 em todo o Estado são 2.172 internados em leitos clínicos (1.183) e avançados (989).

Cerca de 67% dos casos hospitalizados desde o começo da pandemia apresentavam comorbidades. As mais comuns até agora foram cardiopatia (1.837), diabetes (1.252), pneumopatia (289), doença renal crônica (271) e obesidade (267).

POPULAÇÕES ESPECÍFICAS – O Paraná tem 79 casos confirmados nas comunidades indígenas, além de 229 suspeitos e 197 casos descartados. Entre a população privada de liberdade são 347 casos confirmados e 406 suspeitos.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE – No recorte de profissionais de saúde, são 3.621 infectados desde o começo da pandemia, com prevalência de casos entre enfermeiros e técnicos de enfermagem (1.766), médicos (387), farmacêuticos (109) e dentistas e ortodontistas (94).

ISOLAMENTO SOCIAL – O Paraná voltou a ultrapassar a marca de 50% de isolamento social neste domingo (26), com índice de 51,7%, o que não acontecia desde o segundo final de semana de julho. Ainda assim foi a menor resultado entre os estados do Sul. O mapeamento é feito pela empresa In Loco a partir de dados de dispositivos móveis.

Durante a última semana a média circundou 37% e no dia 17, pouco após o fim da vigência do decreto de quarentena restritiva em sete regionais de Saúde, atingiu o menor índice desde o primeiro decreto, publicado em março, com 34%. A média durante o mês foi de 40,4%.

O maior resultado foi alcançado em 22 de março, com 65,6% de isolamento social.

Box

Dados detalhados do comparativo

CASOS POR SEMANA EPIDEMIOLÓGICA

PARANÁ – 12.148 (semana 30) x 11.578 (semana 29) – 4,9%

LESTE – 6.740 x 6.855 – -1,7%

OESTE – 2.586 x 1.857 – 39,3%

NORTE – 1.611 x 1.591 – 1,3%

NOROESTE – 1.211 x 1.275 – -5%

CASOS POR MÊS, CONSIDERANDO AS SEMANAS EPIDEMIOLÓGICAS

PARANÁ – 44.587 (julho) x 16.855 (junho) – 164,5%

LESTE – 25.490 x 6.499 – 292,2%

OESTE – 8.610 x 5.401 – 59,4%

NORTE – 5.478 x 2.351 – 133%

NOROESTE – 5.009 x 2.604 – 92,3%

ÓBITOS NA ANÁLISE DAS SEMANAS EPIDEMIOLÓGICAS

SEMANAL – 245 (semana 30) x 267 (semana 29) – -8,2%

MENSAL – 991 (julho) x 460 (junho) – 115,4%

CASOS E ÓBITOS EM JULHO EM RELAÇÃO AO TOTAL

CASOS – 41.446 de 66.509 – 62,3%

ÓBITOS – 906 de 1.650 – 54,9%

ISOLAMENTO SOCIAL – IN LOCO

26/07 – 51,7%

25/07 – 41,3%

24/07 – 36,2%

23/07 – 36,8%

22/07 – 36,6%

21/07 – 37%

20/07 – 37%

19/07 – 49,6%

18/07 – 39%

17/07 – 34%

16/07 – 37,6%

15/07 – 37,4%

14/07 – 39,7%

13/07 – 39,4%

12/07 – 51,6%

11/07 – 42,4%

10/07 – 37,6%

09/07 – 38,6%

08/07 – 39,3%

07/07 – 38,7%

06/07 – 40,1%

05/07 – 53,2%

04/07 – 42,2%

03/07 – 37,4%

02/07 – 38,8%

01/07 – 38,3%

MÉDIA – 40,4%