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Agricultores da Região Metropolitana ampliam vendas em Curitiba

A produção de agricultores familiares da Região Metropolitana de Curitiba tem conquistado novos espaços de comercialização na capital. A abertura de mercados pela Prefeitura aproxima pequenos produtores dos consumidores e contribui para transformar a produção rural em renda, empregos e oportunidades.

Em Agudos do Sul, os alimentos comercializados em feiras, nos Armazéns da Família e nos Sacolões da Família começam a ser produzidos nas pequenas propriedades e agroindústrias da região. A participação da agricultura familiar nos equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional também foi ampliada com iniciativas como o Sacolão da Família Móvel, que conta com quatro pontos em Curitiba, além de participações no Domingo no Centro e na Feira do Largo da Ordem.

Os efeitos da ampliação dos canais de comercialização já aparecem na produção e na geração de renda no município da Região Metropolitana.

Na agroindústria Gostinho do Sítio, da presidente da Cooperativa de Processamento Alimentar e Agricultura Familiar de Agudos do Sul e Região (Coafag), Lorena Teixeira, e de sua sócia, Eliete Oliveira de Araújo, a produção de linguiças e salames artesanais passou de cerca de 350 quilos para 1 tonelada. Entre os novos canais de venda estão os equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba.

“O aumento das vendas fez a gente crescer junto. A produção aumentou e tivemos que contratar mais três pessoas para dar conta da demanda. Para nós, isso representa muito mais do que vender mais. É gerar trabalho e renda e ter a segurança de que existe mercado para continuar produzindo”, conta Lorena.

A Coafag também intermedia a chegada da produção de agricultores e pequenas agroindústrias de Agudos do Sul e região a mercados maiores, como o Angeloni e a rede de restaurantes Madero.

A Gostinho do Sítio possui o Selo Arte, que permite a comercialização dos produtos artesanais em todo o território nacional. A nova regulamentação dos Sacolões da Família também passou a permitir a venda de salames e linguiças, além de outros produtos artesanais da agricultura familiar.

Na propriedade Amigas do Campo, Cássia Regina da Rosa Brandino dos Santos, de 51 anos, e Izabel Cardoso da Luz, de 38 anos, trabalham com frutas e hortaliças. Parte da produção é transformada em conservas, compotas e outros alimentos processados.

Cássia deixou o serviço público durante a pandemia e encontrou na produção rural uma nova possibilidade de trabalho e renda. Com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), começou a levar os produtos para as feiras.

Foi nesse caminho que ela se aproximou de Izabel, que mantém uma propriedade familiar com o marido e os seis filhos. A produção é orgânica e inclui brócolis, couve, beterraba e cenoura. Parte dos alimentos é processada na agroindústria.

“Tudo que tem dentro da propriedade, a gente utiliza o próprio recurso. Então a gente quer ficar bem sustentável”, conta Izabel.

Para Cássia, a venda por meio das feiras, dos Sacolões e dos Armazéns da Família também aproxima os consumidores dos alimentos produzidos na região.

“É produzido aqui, chega mais fresco e as pessoas têm a opção de ter um produto com qualidade e um preço bom também”, afirma.

Na Flor de Liz – Orgânicos, o agricultor familiar Cristiano Juliatto, de 49 anos, trabalha com a esposa, Liz Ludimila, e o filho, Cristiano Juliatto. A propriedade tem 15 alqueires, e os três participam das atividades do local, onde também vivem.

A produção conta com uma equipe de 12 funcionários. O filho Cristiano atua, entre outras tarefas, na embalagem dos produtos ao lado do pai. Entre o plantio e a chegada dos alimentos ao consumidor estão etapas como colheita, seleção, processamento, embalagem, transporte e comercialização.

“Quem vê o produto embalado no mercado não imagina o trabalho que existe antes. Desde o plantio, colheita, separação. A embalagem é a parte final”, conta ele.

Segundo o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional, Leverci Silveira Filho, aproximar a produção dos mercados ajuda a transformar o trabalho dos agricultores em renda e oportunidades.

“A Região Metropolitana tem agricultores que produzem alimentos de qualidade, mas produzir é apenas uma parte do processo. É preciso ter mercado para que esse trabalho se transforme em renda para as famílias. Curitiba tem um enorme mercado consumidor e pode ajudar a criar essa ponte, abrindo canais para que o produtor consiga escoar a produção”, diz.

Sacolões da Família, feiras, Armazéns da Família e Sacolões da Família Móveis fazem parte dessa rede. Além das frutas e hortaliças vendidas a R$ 3,99 o quilo, o novo formato dos Sacolões da Família Móveis também passou a comportar mais produtos da agricultura familiar.

“Entre o campo e a mesa, existe uma cadeia de trabalho que começa na produção e passa pela organização, pelo transporte e pela comercialização. Quando aproximamos quem produz de quem consome, Curitiba fortalece a agricultura familiar e cria novas oportunidades para quem produz na Região Metropolitana”, salienta Leverci.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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