Aposentados e pensionistas que participam do programa Vida Nova, do IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba), participaram de um bate-papo sobre o uso da tecnologia e seus impactos nas relações com as gerações mais jovens.
O encontro foi realizado na quarta-feira (7/10), no auditório do Instituto Curitiba de Saúde (ICS), no Rebouças. Organizada pelo ICS, plano de saúde dos servidores municipais, a atividade integrou o programa Boa Vida.
Com o tema “Conflitos geracionais: tecnologia, autonomia e convivência”, a palestra foi conduzida por Cecília Gabriela de Oliveira, integrante da área de qualidade de vida no trabalho do ICS. A proposta estimulou a troca de experiências, a reflexão sobre a convivência entre as gerações e a busca por mais autonomia no uso de recursos digitais.
A servidora aposentada Márcia Schi, de 60 anos, participou da conversa e destacou a importância da inclusão digital sem deixar de lado o convívio interpessoal. “Sinto falta de conversar com as pessoas como costumava fazer antes da era digital”, desabafou.
Márcia estava acompanhada da irmã, Luália Schi, de 63 anos, também aposentada. Depois da palestra, Luália disse ter se sentido motivada a desenvolver a própria autonomia digital. “Acho que nós, idosos, temos que parar de depender exclusivamente que alguém faça alguma coisa para a gente. Temos que arriscar. Vai que funciona”, comentou.
A aposentada Alda Yamada, de 73 anos, contou que trocou os cadernos de receitas acumulados ao longo dos anos por receitas virtuais. A mesma estratégia foi compartilhada por Luália durante a conversa. Alda também afirmou ficar impressionada com a facilidade das novas gerações para acessar informações. “Culturalmente, eles já sabem muito mais do que a gente”, avalia.
Cecília ressaltou a importância da troca de experiências entre as diferentes faixas etárias. “As gerações se complementam”, afirmou. Ela também defendeu que os aposentados podem contribuir com os mais jovens. “A experiência e a história também têm muito valor. O conflito entre as gerações pode transformar diferenças em pontes, se ambos os lados aprenderem em conjunto”, defendeu.
Durante a roda de conversa, os participantes foram orientados a não desanimar diante das dificuldades de adaptação às novas tecnologias. Segundo a palestrante, o processo de descoberta e adaptação ao ambiente digital não precisa ser instantâneo. O mais importante é continuar evoluindo e praticando para superar os obstáculos.
A atividade também abordou cuidados para evitar golpes e outros problemas relacionados ao uso da tecnologia. Os participantes compartilharam experiências pessoais sobre o tema.
A recomendação foi não agir com pressa antes de acessar links ou realizar procedimentos digitais. “Parem, pensem, confiram e, só então, cliquem. Na dúvida, é melhor não fazer. Nada é imediato”, alertou Cecília.
Aposentada há nove anos, Silmara Maria Vaz da Silva, de 58 anos, afirmou que já segue as orientações apresentadas e acredita estar vivendo uma nova fase na relação com a tecnologia.
“Já passei pela fase do medo nas questões de tecnologia. Por um lado, temos que ter interesse. Por outro, temos que perceber o nosso limite. Eu acredito que a prática pode ajudar a superar”, analisa.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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