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Curitiba recupera 128 pontes e passarelas e reforça segurança nas travessias

De janeiro até meados de setembro, 128 pontes e passarelas de Curitiba passaram por serviços de manutenção ou substituição. No mesmo período, equipes da Prefeitura instalaram e recompuseram gradis, guarda-corpos, cabeceiras e outros elementos de proteção em áreas próximas a rios e córregos, com o objetivo de ampliar a segurança nas travessias e nos locais de circulação.

As intervenções fazem parte do PRO Curitiba, programa de revitalização e obras lançado em 2025, que reúne mais de R$ 6 bilhões em investimentos previstos até 2028. A iniciativa inclui ações de mobilidade urbana, macrodrenagem, iluminação pública, saúde, educação, habitação social, trânsito e segurança.

Entre as estruturas que receberam manutenção estão 78 passarelas de madeira, 34 pontes de madeira, cinco passarelas metálicas, três passarelas mistas e duas pontes de concreto. Também estão previstas a substituição de cinco passarelas de madeira e de uma ponte de madeira.

Uma das novas passarelas está sendo implantada entre as ruas Júlia Domakoski e Tito Calderari, no Campina do Siqueira, sobre o Rio Barigui. A estrutura será metálica e foi solicitada por moradores da região por meio do programa Fala Curitiba.

No Cajuru, a ponte de madeira da Rua Aracaju foi substituída por uma galeria celular de concreto armado. A solução é mais resistente e durável e também contribui para melhorar o escoamento do rio. A obra ampliou a mobilidade no local: antes, a passagem era estreita e permitia a circulação de apenas um veículo por vez. Com a nova estrutura, os veículos podem trafegar nos dois sentidos.

Também foram recuperadas pontes e travessias sobre o Rio Belém, ligando as ruas Júlia Domingo Bortolotto e Rolando Salin Zappa Mansur e beneficiando moradores dos bairros Abranches e Cachoeira.

Os serviços são executados pelas equipes do Distrito de Galerias do Departamento de Pontes e Drenagens e do Departamento de Edificações da Secretaria Municipal de Obras de Curitiba (Smop). A maioria das intervenções atende a demandas apresentadas pela população.

As ações são definidas de acordo com as características e as necessidades de cada estrutura. As equipes realizam vistorias, reforços em fundações, recuperação de guarda-corpos, melhorias no assoalho de pontes e passarelas e outros reparos necessários para preservar as condições de segurança e circulação.

“A manutenção das pontes e passarelas é um trabalho contínuo, que envolve acompanhamento das estruturas e resposta rápida às situações identificadas pelas equipes ou apontadas pela população. Nosso objetivo é manter essas travessias em boas condições de uso e garantir segurança e mobilidade para quem precisa utilizá-las diariamente”, afirma o diretor do Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas, Paulo Vitor Lucca.

Proteção nas margens dos rios

Além das pontes e passarelas, a Prefeitura recupera e instala elementos de proteção próximos a rios e córregos, como gradis, muretas, cabeceiras e guarda-corpos. Essas estruturas ajudam a proteger pedestres, veículos e a infraestrutura urbana, especialmente em pontos de circulação próximos aos cursos d’água.

Até o momento, foram instaladas proteções em uma extensão aproximada de 80 metros. Um dos locais que recebeu gradis foi o Rio Belém, na Rua Lysimaco Ferreira da Costa, no Centro Cívico, próximo ao cruzamento com a Rua Euclides Bandeira.

Aparecido Ribeiro, que tem um estacionamento próximo ao local, afirmou que a proteção instalada pouco mais de uma semana antes será importante para a segurança de pedestres, ciclistas e skatistas que circulam pela região.

“Deu um bom destaque para o lugar, que ficou mais protegido. A circulação de pessoas andando de skate e bicicleta é grande e já teve acidentes pela falta dessa proteção. Agora ficou muito bom”, disse Ribeiro.

Outros pontos que receberam proteções são o Córrego Bigorrilho, na Rua Professor Fernando Moreira, no Centro; trechos do Rio Belém na Rua Adolfo Henrique Kingler, no Abranches; e na Rua Gardenio Scorzato.

A instalação ou recomposição desses elementos delimita áreas próximas aos cursos d’água e amplia a segurança de quem circula pelas vias e calçadas. Em regiões urbanizadas, onde a pavimentação e a ocupação do solo alteram o escoamento da água, a proteção das margens também contribui para preservar a infraestrutura existente.

Trabalho contínuo

O trabalho é permanente, e as equipes do município são mobilizadas para identificar e solucionar problemas nas estruturas. Além das ações programadas e preventivas, os profissionais também atuam após dias de chuvas intensas para avaliar possíveis danos e executar correções emergenciais quando necessário.

O acompanhamento permite que estruturas de madeira, concreto e metal recebam os reparos necessários ao longo do tempo, mantendo as travessias dos bairros em condições de uso e ampliando a segurança e o conforto da população.

Como solicitar manutenção

Moradores que identificarem problemas em pontes, passarelas, guarda-corpos, gradis ou outros elementos de proteção podem solicitar atendimento pelo 156, pelo Guia de Serviços no Portal da Prefeitura, por meio de protocolos nas administrações regionais ou ainda por proposições de vereadores.

As solicitações são encaminhadas para avaliação das equipes responsáveis, que verificam a situação no local e definem as providências necessárias.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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