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Curso do Imap prepara servidores para o uso de inteligência artificial na administração pública

A Escola de Administração Pública do Imap iniciou a segunda turma da Pós-Graduação Lato Sensu: Especialização em Inteligência Artificial na Administração Pública. A aula inaugural foi realizada nesta terça-feira (29/9), no auditório térreo do Edifício Delta.

O curso é gratuito e foi criado para desenvolver habilidades relacionadas ao uso da inteligência artificial e à transformação digital, incluindo a aplicação dessas tecnologias nas áreas de atuação dos participantes.

A diretora da Escola de Administração Pública do Imap, Cintia Ribas, explicou que a nova turma reúne pessoas interessadas em ampliar a formação profissional sobre um tema atual.

“De uma forma ou outra, a IA demandará a requalificação dos profissionais. Por isso, desenvolver competências e habilidades que ajudem a lidar com a transformação digital no cotidiano é um requisito essencial, pois a tecnologia se consolidou como um caminho sem volta no mercado atual”, avaliou a diretora.

A turma é formada por 33 servidores e dois alunos da comunidade. A especialização tem carga horária total de 364 horas e duração mínima de 15 meses. As aulas serão presenciais, às terças e quintas-feiras, das 18h30 às 22h45, na Escola de Administração Pública do Imap, no Alto da Glória.

Após a aprovação em todas as disciplinas e no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), os alunos receberão o certificado de Especialista em Inteligência Artificial na Administração Pública.

Visão ampla sobre a inteligência artificial

Durante a aula inaugural, o professor Raphael Lobo, integrante do corpo docente das pós-graduações do Imap, apresentou uma palestra sobre o comportamento humano diante do uso de novas tecnologias.

“O homem cria a máquina e a máquina modifica o homem, mas ainda temos nossas inseguranças, nossas autossabotagens, toda aquela condição que permeia o ser humano na utilização de uma nova ferramenta ou uma tecnologia”, comentou.

Para Raphael Lobo, é importante analisar a inteligência artificial de forma ampla, sem limitar a avaliação aos possíveis efeitos negativos da tecnologia na sociedade.

“Trabalhar com estas questões é importante, principalmente para saber se defender daqueles puristas, daquelas pessoas que são rançosas ainda com relação ao uso da inteligência artificial, que dizem que a tecnologia está emburrecendo as pessoas, que só é usada por aqueles quem não têm capacidade, que ela está tirando emprego. Ou seja, só vendo o lado ruim da história e, muitas vezes, sem base de informação, sem raciocínio, sem uma reflexão sobre a inteligência artificial”, disse.

Tecnologia como parceira

O professor também abordou diferentes formas de utilizar a inteligência artificial como parceira no desenvolvimento de projetos.

“É importante entender que a inteligência artificial é um parceiro altamente capacitado e que pode te auxiliar em várias situações 24 horas por dia. Vai fechar muito emprego e, sim, vai deixar muita gente desempregada, mas desde que o mundo é o mundo isso acontece. Eu ressaltei inclusive que vendedores de enciclopédia não existem mais e ninguém reclamou. Então as pessoas que mais reclamam são aquelas que não entendem, aquelas que ficaram fora dessa onda”, avaliou.

Expectativas dos alunos

A aluna Magda Fernanda Xavier Bollmann, servidora da Secretaria Municipal de Educação, considerou positivo o primeiro contato com o curso.

“A aula inaugural foi maravilhosa, professor Raphael Lobo foi espetacular. Minhas expectativas em relação ao curso de especialização são de que eu possa aumentar a qualidade do uso da IA efetivamente no meu cotidiano, tanto nas rotinas administrativas no serviço público, quanto nas minhas atividades pessoais corriqueiras”, disse.

O aluno Cassius Guimarães Busemeyer, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), também considera a inteligência artificial uma ferramenta importante para auxiliar nas atividades profissionais.

“A aula inaugural reforçou que a inteligência artificial potencializa a capacidade humana de criar e debater. No Ippuc, vivenciamos isso ao unir a tecnologia para aumentar a gestão participativa e a escuta democrática no Plano Diretor. Espero muito aprofundar esses conhecimentos e fortalecer redes de colaboração na prefeitura aplicando mais soluções de ponta no dia a dia da Prefeitura”, disse.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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