O curta-metragem documentário QueimaFora, produzido por uma estagiária da Prefeitura de Curitiba, foi selecionado para o 4º Festival Internacional de Cinema Educação e Preservação. O evento foi realizado de 22 a 25 de setembro, na Cinemateca de Curitiba e no Sesc Centro, com apoio da Fundação Cultural de Curitiba.
A obra foi criada por Ana Júlia Olivier Rocha como trabalho final da disciplina de Abordagens e Lógicas de Criação e Ensino das Artes, do Programa de Pós-Graduação em Artes da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), vinculada à Universidade Estadual do Paraná (Unespar). A exibição ocorreu em 24 de setembro, no Sesc Centro, como parte da programação do festival.
Inspirado no livro Sociedade do Cansaço, do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, o documentário aborda a ideia de que a sociedade atual se tornou uma organização coercitiva. Segundo essa reflexão, as pessoas se cobram cada vez mais para apresentar resultados e acabam se tornando vigilantes e carrascas das próprias ações.
Ana Júlia começou a atuar como estagiária na Secretaria Municipal de Educação em agosto deste ano. Ela integra o setor de Gerência de Educação, Cultura e Bibliotecas e escolheu a área da educação por considerá-la o melhor caminho para desenvolver seus interesses profissionais.
“Eu me sinto feliz em atuar no setor e conhecer um pouco mais o contexto das escolas da rede municipal de ensino e também dos Faróis do Saber, as bibliotecas e as ações e atividades que são desempenhadas pela secretaria”, disse.
A Prefeitura de Curitiba mantém oportunidades de estágio para estudantes do ensino médio, da graduação e da pós-graduação em diferentes áreas da administração municipal. As vagas podem ser consultadas no Portal de Estágios da Prefeitura de Curitiba, vinculado ao Instituto Municipal de Administração Pública (Imap). Cada oportunidade informa o curso exigido, o nível de formação, o período e a carga horária.
A produção de QueimaFora também foi uma forma de Ana Júlia retomar experiências do período em que era estudante de cinema durante a pandemia, quando produziu vários curtas-metragens.
“Escolhi o caminho do documentário porque estava querendo retomar esse processo do tempo de estudante quando produzi vários filmes curtos. Um deles foi o curta Sonhos Afluentes, produzido entre 2024 e 2025. Foi um documentário um pouco mais longo do que o QueimaFora que eu gostei muito”, disse.
Sonhos Afluentes relata a experiência de estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da Unespar na Aldeia Araçaí, em Piraquara. O local é habitado por famílias do povo Mbyá-Guarani. Com linguagem onírica e experimental, o trabalho aborda território, interculturalidade e afetividade.
Para Ana Júlia, a associação entre cinema, artes e educação cria uma conexão humana com os estudantes, que descobrem novas formas de se expressar por meio da produção audiovisual. Ela relatou uma experiência com estudantes em Minas Gerais, durante uma oficina de cinema. A atividade envolveu o grupo pelo interesse em aprender uma nova forma de comunicação e também integrou aspectos educativos e de produção artística.
“Oficinas de cinema e artes acabam sendo um respiro na rotina, além de trazer novos olhares e novas formas de enxergar o mundo. Acaba sendo um processo de pausa e eu acho que muitas vezes essa pausa é o que a gente mais precisa numa sociedade tão acelerada”, concluiu.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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