Desde o início da atual gestão, em 2025, a Prefeitura de Curitiba economizou R$ 56,3 milhões com o trabalho técnico de análise e renegociação de contratos. A atividade é realizada pela Assessoria de Custos e Análise de Projetos da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, responsável por revisar valores, analisar planilhas de custos, calcular alterações contratuais e executar outros procedimentos relacionados às contratações públicas.
Ao todo, 835 contratos foram revisados no período, principalmente nas áreas de meio ambiente, governo, educação e obras. O valor economizado equivale ao custo de reciclar 37 quilômetros de asfalto na capital ou de bancar 1.750 reformas e revitalizações de escolas e CMEIs, considerando os valores do ano passado.
Segundo o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, o objetivo é assegurar que os valores dos contratos estejam de acordo com critérios técnicos e parâmetros de mercado, contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos públicos.
“Desde 2017, quando implantamos o Plano de Recuperação Fiscal de Curitiba, que colocou as contas do município em dia, a Prefeitura passou a fazer uma análise criteriosa de contratos, ampliando o controle sobre suas despesas, fortalecendo a transparência dos processos e ainda garantindo que o recurso público seja aplicado de maneira responsável e eficaz", comentou Puppi.
Análise
De acordo com Rafael Plasse, coordenador da assessoria, o trabalho inclui a análise de orçamentos estimativos de contratações, a avaliação de planilhas de propostas e os cálculos de alterações contratuais, como acréscimos, supressões, repactuações, reajustes e reequilíbrios.
A equipe também atua na definição de metodologias de custos, na padronização de critérios técnicos e no suporte às unidades gestoras. Somente em 2026, foram analisados 367 processos, com a emissão de 900 pareceres técnicos.
Composta por cinco servidores, a Assessoria atua em diferentes áreas e contratos da administração municipal. O trabalho permite identificar valores que podem ser reduzidos ou adequados antes da formalização de alterações contratuais.
“A análise técnica também permite que a Prefeitura tenha maior segurança na tomada de decisões relacionadas aos contratos, evitando pagamentos acima dos valores considerados adequados e contribuindo para a preservação dos recursos públicos”, diz Plasse.
Resultados
Entre os resultados de 2026, um dos principais destaques está nos contratos de transporte oficial. Os cálculos de alterações contratuais, que consideraram a redução do saldo de vida útil dos equipamentos, geraram uma economia de R$ 6,3 milhões.
Segundo Plasse, o resultado demonstra a importância de avaliar detalhadamente as condições contratuais e os custos envolvidos na prestação dos serviços. A metodologia permitiu adequar os valores dos contratos à realidade dos equipamentos, evitando despesas que não correspondessem aos parâmetros calculados tecnicamente.
Nos contratos de limpeza e conservação, a economia foi de R$ 852,9 mil, obtida a partir dos cálculos de alterações contratuais realizados pela assessoria. Já nos serviços de poda, coleta e transporte de resíduos vegetais, a elaboração de cálculos de orçamento referencial e de alterações contratuais proporcionou uma economia de R$ 878 mil.
Os contratos relacionados à merenda escolar tiveram uma economicidade de R$ 605,4 mil, também resultado da análise técnica das alterações contratuais.
Somados, os quatro exemplos representam uma economia de R$ 8,7 milhões em 2026. “A economicidade gerada representa recursos que deixam de ser comprometidos de forma desnecessária e que podem permanecer disponíveis para outras demandas da população”, acrescenta Puppi.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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