Curitiba foi a única cidade brasileira a apresentar iniciativas de cuidado ao cidadão no fórum internacional da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), realizado em Brasília. Nesta sexta-feira (4/9), a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, mostrou como o município vem consolidando um ecossistema de saúde que conecta pessoas, serviços, tecnologia e informação, com integração entre os diferentes pontos da rede SUS e o usuário no centro do atendimento.
O evento reuniu representantes de 18 países, entre eles Canadá, Chile, República Dominicana, Bolívia, Uruguai, Panamá, México, Costa Rica, El Salvador, Paraguai e Cuba. Tatiane participou do painel “RISS em ação – desafios para melhorar o acesso, a integração e a continuidade do cuidado”.
“Referência nacional, o SUS Curitiba avança com a construção de um ecossistema de saúde que torna possível uma única jornada de cuidado. Uma jornada centrada no cidadão, integrada, contínua e coordenada pela Atenção Primária. São novos serviços inovadores que materializam o compromisso da gestão do prefeito Eduardo Pimentel em oferecer uma saúde cada vez mais acessível à população”, afirmou Tatiane Filipak.
Também participaram do debate sobre as Redes Integradas de Serviços de Saúde (RISS) Mirian Ribeiro Conceição, coordenadora de Planejamento e Programas Hospitalares do Ministério da Saúde; Gustavo Ortiz, diretor geral de Desenvolvimento de Serviços e Redes de Saúde do Ministério da Saúde do Paraguai; Marcelo Setaro, gerente de Planejamento Estratégico do Ministério da Saúde do Uruguai; e Ileana Morales Suárez, diretora de Ciência e Técnica do Ministério da Saúde de Cuba. A moderação ficou a cargo de Pedro López, representante da OPAS da República Dominicana.
O encontro teve como tema principal “Governança, financiamento e prestação integrada de serviços para uma Atenção Primária à Saúde (APS) integral”. Pela primeira vez, foram reunidas três redes técnicas regionais das Américas: a RedFESP (Rede sobre Funções Essenciais de Saúde Pública), a REFSA (Rede de Fundos Nacionais de Saúde das Américas) e a Impulsa-RISS (Rede Impulsionadora das Redes Integradas de Serviços de Saúde).
Durante o fórum, a secretária compartilhou como a saúde digital, a inteligência de dados e novos modelos assistenciais estão sendo incorporados à rede do SUS Curitiba para ampliar o acesso, a sustentabilidade e a capacidade de acompanhamento dos usuários. Segundo ela, essa integração forma uma única jornada de cuidado, conectando Atenção Primária, saúde mental, Consultórios Digitais, vigilância em saúde, cuidado contínuo, ambulatórios especializados, hospitais e UPAs.
Esse modelo também utiliza ferramentas como o prontuário eletrônico e o aplicativo Saúde Já. “Quando falamos em transformação digital, não estamos falando simplesmente de incorporar novas tecnologias. Estamos falando de usar essas ferramentas para aproximar serviços, apoiar nossos profissionais, antecipar necessidades e garantir continuidade sustentável dos serviços”, destacou Tatiane.
Entre os exemplos apresentados estão os Consultórios Digitais, lançados em julho pelo prefeito Eduardo Pimentel. A iniciativa amplia as possibilidades de atendimento na Atenção Primária por meio da telemedicina e foi estruturada para funcionar de forma integrada às equipes das Unidades de Saúde.
De acordo com Tatiane, o atendimento digital é complementar, e não substitutivo, mantendo o vínculo do usuário com sua equipe de referência. “Os Consultórios Digitais já somam mais de 10 mil atendimentos no município, e a estratégia prevê chegar às 109 Unidades de Saúde março de 2027. Este pioneiro serviço exemplifica a lógica adotada por Curitiba: em vez de criar serviços digitais isolados, as novas ferramentas são incorporadas à rede existente e passam a compor o mesmo ecossistema de cuidado”, afirmou.
A secretária também apresentou as Centrais de Cuidado Contínuo, voltadas ao monitoramento remoto de pessoas com condições crônicas, como hipertensão arterial e diabetes. Outra iniciativa citada foi o Núcleo de Teleconsultoria Especializada, que qualifica os encaminhamentos para especialistas e torna a regulação mais eficiente.
Tatiane destacou ainda a incorporação de ferramentas de inteligência artificial para apoiar a avaliação dessas solicitações. A medida contribui para ampliar a eficiência, a segurança e a equidade no acesso aos serviços.
Promovido pela OPAS/OMS, com apoio do Ministério da Saúde, o encontro começou na quarta-feira (2/9), em Brasília. As discussões abordaram estratégias para ampliar o acesso, fortalecer a integração dos serviços e garantir a continuidade sustentável do cuidado nos sistemas de saúde.
Até o fim da tarde desta sexta-feira (4/9), último dia do fórum internacional, gestores públicos e especialistas dos 18 países participantes compartilharam experiências e debateram os desafios da assistência à saúde.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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