Equipamentos do Google AirView+ foram instalados em unidades de saúde, escolas e uma praça; sensores acompanham material particulado e outros indicadores ambientais.
Curitiba passou a contar com seis novos pontos de monitoramento da qualidade do ar em tempo real. Os equipamentos fazem parte do projeto Google AirView+ e estão distribuídos por diferentes regiões da cidade.
A tecnologia começou a operar nesta quinta-feira (13) e permite acompanhar indicadores como material particulado, dióxido de carbono (CO₂), compostos orgânicos voláteis totais, temperatura e umidade relativa do ar.
O projeto foi lançado pelo prefeito Eduardo Pimentel na Unidade de Saúde Pinheiros, em Santa Felicidade.
Onde estão os sensores de qualidade do ar em Curitiba
Segundo a Prefeitura, os seis equipamentos estão instalados nos seguintes locais:
- Unidade de Saúde Pinheiros, em Santa Felicidade;
- Unidade de Saúde Waldemar Monastier, no Boqueirão;
- Unidade de Saúde Atenas, na CIC;
- Escola Municipal Theodoro de Bona, em Santa Cândida;
- Escola Municipal Maria Clara Brandão Tesserolli, no Novo Mundo;
- Praça Ouvidor Pardinho, no Rebouças.
A distribuição dos equipamentos por diferentes regiões permitirá comparar variações da qualidade do ar dentro da própria cidade.
“Definimos os locais de instalação dos medidores da qualidade do ar geograficamente, para que todas as regiões da cidade sejam monitoradas. Isso é prevenção e nós atuamos sempre no cuidado do meio ambiente e sustentabilidade”, afirmou Eduardo Pimentel.
O que os equipamentos conseguem medir
Os sensores do AirView+ fazem medições contínuas e oferecem dados com maior detalhamento geográfico e temporal.
Entre os parâmetros acompanhados estão partículas presentes no ar, CO₂, compostos orgânicos voláteis totais, temperatura e umidade.
A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, explicou que o monitoramento poderá ajudar na identificação de alterações em determinadas regiões da capital.
“Os equipamentos conseguem medir o material particulado no ar, que é um nome técnico que representa poeira, que a gente pode inalar. Fazer esse monitoramento é importante, porque se nós tivermos alguma alteração nessa região, esse monitor vai indicar”, afirmou.
Alguns dos parâmetros acompanhados possuem relação direta com a saúde pública e estão sujeitos aos padrões nacionais de qualidade do ar.
Para que serão usados os dados
Além de ampliar o acompanhamento ambiental, os dados produzidos pelos equipamentos serão integrados a sistemas utilizados para prevenção e planejamento.
Segundo a Prefeitura, as informações serão compartilhadas com três estruturas:
Hipervisor Urbano de Curitiba, plataforma municipal que reúne informações sobre a cidade;
SISAA Prev, Sistema de Alerta e Alarme de Prevenção de Desastres da Defesa Civil;
CISC, Centro de Informação em Saúde e Clima ligado ao Ministério da Saúde e à Secretaria Municipal da Saúde.
A expectativa da Prefeitura é que as informações também auxiliem na formulação de políticas ambientais e nas ações previstas pelo Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas de Curitiba (PlanClima).
Curitiba integra projeto com Rio e Recife
Com a implantação da rede, Curitiba passa a integrar o ecossistema técnico do Google AirView+ ao lado de Rio de Janeiro e Recife.
A participação das três capitais permitirá, segundo a Prefeitura, formar uma base comparativa envolvendo diferentes características urbanas e ambientais brasileiras.
O projeto em Curitiba envolve uma parceria entre a Prefeitura, o Google e o ICLEI América do Sul.
A administração municipal fornece infraestrutura física, incluindo pontos de energia e conectividade. O Google financia componentes relacionados ao projeto, como hardware inicial e infraestrutura de nuvem. O ICLEI participa da integração dos relatórios aos padrões internacionais relacionados aos inventários de emissões de gases de efeito estufa.
Segundo a Prefeitura, a cooperação foi formalizada em 2025 por meio de um Acordo de Cooperação Técnica, sem transferência direta de recursos financeiros.
Como funciona o AirView+
A tecnologia utilizada no AirView+ foi desenvolvida pela startup indiana Aurassure.
Os sensores utilizam inteligência artificial para processar e integrar os dados coletados. Para o acompanhamento de partículas em suspensão, os equipamentos utilizam tecnologia baseada no espalhamento de luz.
O sistema também emprega sensores miniaturizados para detectar variações relacionadas aos gases monitorados.
A proposta é complementar o monitoramento ambiental existente com equipamentos menores e distribuídos em diferentes pontos da cidade, permitindo identificar variações locais com maior frequência.
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