Proposta em análise na Câmara determina suspensão cautelar do subsídio e das prerrogativas parlamentares após o recebimento da denúncia pelo plenário.
Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Curitiba propõe suspender, de forma cautelar, o pagamento do subsídio e as prerrogativas parlamentares de vereadores que responderem a processo de cassação por infrações político-administrativas.
A medida só poderá ser aplicada caso o plenário aceite a denúncia e dê início ao processo de cassação, seguindo as regras previstas no Decreto-Lei nº 201/1967.
A proposta ainda será analisada pelas comissões da Câmara e, se aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, passará a valer após a publicação da lei.
Quando a suspensão seria aplicada
De acordo com o projeto, a suspensão não ocorreria com o simples protocolo da denúncia.
A medida cautelar seria adotada apenas após o plenário admitir a denúncia e instaurar formalmente o processo de cassação.
Durante esse período, o vereador permaneceria sem receber o subsídio e teria suspensas as prerrogativas parlamentares até a decisão final do Legislativo.
O que acontece se o vereador for absolvido
O texto prevê que, caso a denúncia seja rejeitada ou o processo termine sem a cassação do mandato, o parlamentar terá direito ao recebimento integral dos subsídios suspensos, com atualização monetária.
Se o mandato for cassado, os valores correspondentes ao período da suspensão não serão pagos.
Projeto mantém rito previsto na legislação federal
A proposta não altera o procedimento de cassação previsto no Decreto-Lei nº 201/1967.
Segundo o texto, o objetivo é disciplinar apenas os efeitos da abertura do processo sobre o pagamento do subsídio e o exercício das prerrogativas parlamentares.
A matéria também destaca que a suspensão teria caráter exclusivamente cautelar, sem representar antecipação de punição ou presunção de culpa, mantendo ao vereador o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.
Autor cita moralidade administrativa
Na justificativa, o vereador Da Costa (Pode), autor da proposta, afirma que a medida busca reforçar os princípios da moralidade administrativa, da probidade no exercício do mandato e da proteção ao patrimônio público.
Segundo o texto, a iniciativa não foi motivada por um caso específico envolvendo a Câmara de Curitiba, mas pretende estabelecer regras para situações futuras.
Próximos passos
O projeto aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Depois dessa etapa, a proposta poderá seguir para votação em plenário. Se for aprovada em dois turnos e sancionada pelo prefeito, entrará em vigor na data de publicação no Diário Oficial do Município.
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