Lei define metas fiscais e prioridades da administração municipal para 2027 e prevê investimentos de R$ 1,69 bilhão em áreas como saúde, educação e urbanismo.
O prefeito Eduardo Pimentel sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que estabelece as regras para a elaboração do orçamento do Município no próximo ano. Publicada em 30 de junho como a Lei Municipal nº 16.761/2026, a norma prevê receitas e despesas brutas de R$ 16,393 bilhões.
Além de definir metas fiscais e prioridades da administração municipal, a LDO servirá de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalhará como os recursos públicos serão distribuídos entre secretarias, programas, obras e serviços em 2027.
Saúde e educação concentram parte do orçamento
Segundo a LDO, o orçamento líquido previsto para 2027 é de R$ 15,502 bilhões.
A proposta também estima R$ 1,690 bilhão em investimentos, o equivalente a 10,47% do orçamento previsto.
As maiores áreas de aplicação dos recursos serão:
- Saúde: 22,72%;
- Educação: 19,77%;
- Previdência Social: 15,89%;
- Urbanismo: 14,41%.
Câmara incluiu diretriz para fortalecer alimentação escolar
Durante a tramitação do projeto na Câmara Municipal de Curitiba, os vereadores aprovaram uma emenda incorporada ao texto final da lei.
A mudança estabelece como diretriz da administração municipal o fortalecimento da alimentação escolar, incentivando a oferta de alimentos in natura e nutricionalmente adequados nas escolas da rede municipal, em consonância com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
O texto também reconhece a alimentação escolar como instrumento para garantir o direito à educação, favorecer a permanência dos estudantes e contribuir para a proteção integral de crianças, adolescentes e jovens.
O que muda com a aprovação da LDO?
A LDO não autoriza gastos nem define quanto cada secretaria receberá.
Seu papel é estabelecer as regras fiscais, metas e prioridades que orientarão a elaboração do orçamento anual.
A distribuição detalhada dos recursos será feita posteriormente por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA), que será encaminhada pelo Poder Executivo à Câmara Municipal até 30 de setembro, conforme determina a Lei Orgânica do Município.
Depois de analisada pelos vereadores, a LOA deverá ser votada antes do encerramento da sessão legislativa, em dezembro.
Debate abordou investimentos e prioridades sociais
Durante a discussão da LDO, vereadores debateram temas como:
- investimentos públicos;
- equilíbrio das contas municipais;
- políticas sociais;
- educação;
- infraestrutura urbana;
- habitação;
- acessibilidade;
- redução das desigualdades.
As discussões antecederam a aprovação definitiva da proposta antes da sanção do Executivo.
Próximo passo será a votação da LOA
Com a sanção da LDO, o Município conclui a primeira etapa do ciclo orçamentário de 2027.
Agora, a Prefeitura deverá elaborar a Lei Orçamentária Anual, documento que especificará quanto será destinado a cada secretaria, programa, obra e serviço público.
Somente após a aprovação da LOA será possível executar as despesas previstas para o próximo exercício.
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