Um estudo recente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) destaca cinco cidades do Paraná entre as 21 grandes brasileiras com as menores taxas de internação por doenças hídricas evitáveis. Os dados revelam a importância de um sistema de saneamento eficaz para a saúde pública.
Menores taxas de internação
As cidades em questão são Curitiba, Campo Mourão, Londrina, Maringá e Pinhais, que têm uma média inferior a 32 internações para cada 100 mil habitantes, relacionadas a enfermidades como diarreia, hepatite A, cólera e febre tifoide. Este desempenho é atribuído ao trabalho da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que tem promovido a universalização do abastecimento de água tratada e a coleta de esgoto.
Impacto da Sanepar
A Sanepar alcançou 100% de cobertura no fornecimento de água tratada e mais de 90% em coleta de esgoto nas áreas urbanas dessas cidades. O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, salienta que esses resultados são um reflexo do compromisso da companhia em promover a saúde da população.
Consequências das internações
Além dos riscos à saúde, as internações por doenças hídricas ocasionam faltas no trabalho e na escola, além de afetar a vida social dos indivíduos. Isso pode ter um impacto significativo no desenvolvimento socioeconômico das cidades envolvidas.
Rumo à universalização
A Sanepar opera em 344 municípios paranaenses e tem a meta de alcançar a plena universalização do saneamento até 2029, superando o prazo estipulado pelo Marco Legal do Saneamento. Para tanto, a companhia aprovou um pacote histórico de investimentos, com R$ 13 bilhões planejados até 2030.
Dados sobre municípios menores
O estudo da Abes mostrou que, em cidades de menor porte, as necessidades em saneamento são ainda mais visíveis. Municípios com bom desempenho em saneamento têm cerca de 84 internações a cada 100 mil habitantes, enquanto os menos adequados apresentam índices alarmantes, de 198,85 internações por 100 mil habitantes.
Investimentos essenciais – Pesquisadores afirmam que a aplicação de recursos em saneamento não é apenas uma exigência legal, mas uma das intervenções em saúde pública mais impactantes para a sociedade.


