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Alunos surdos de Londrina transformam óleo usado em pesquisa científica

O Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES) está promovendo uma significativa evolução no aprendizado de seus alunos por meio do Clube de Ciência Em Mãos. A iniciativa tem como objetivo integrar a educação inclusiva, o protagonismo dos estudantes e a iniciação científica, proporcionando oportunidades valiosas para os alunos surdos em Londrina.

Início das Atividades

O projeto, que faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, foi estabelecido em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e visa aumentar a presença de estudantes surdos em ambientes de pesquisa. As atividades começaram há dois anos e têm se concentrado em conferir mais visibilidade ao trabalho desenvolvido pela instituição.

Projeto Pioneiro

Um dos principais focos do clube é a produção de sabão a partir de óleo de cozinha reciclado. Essa prática não apenas ensina sobre sustentabilidade, mas também envolve os alunos em um processo de pesquisa científica, auxiliando na criação de materiais didáticos em Libras e promovendo a autonomia e comunicação dos estudantes.

Visibilidade e Inclusão

A professora Alessandra Francisco, responsável pelo projeto, enfatiza a importância de tornar a ciência acessível aos alunos surdos. Para ela, é fundamental ensinar em Libras, com apoio visual e tempo adequado para a compreensão dos conceitos. “A ciência deve ser um espaço para todos”, afirma.

Educação em Tempo Integral

A Educação em Tempo Integral é uma componente crucial para o sucesso do projeto, permitindo que educadores permaneçam por mais tempo na escola e formando vínculos mais fortes com os alunos. Essa abordagem facilita a continuidade das atividades e assegura uma aprendizagem mais profunda.

Impacto na Vida dos Alunos

Os resultados são evidentes na vida dos estudantes, como no caso de Heycon Lucas Pedroso dos Santos, que encontrou no clube a oportunidade de desenvolver habilidades de comunicação e autoconfiança. Ele destaca que sua experiência mudou sua percepção sobre suas próprias capacidades, resultando em um interesse crescente pela ciência.

Reconhecimento e Oportunidades Futuras

Em 2025, o projeto foi premiado na Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência em Curitiba, recebendo reconhecimento por sua contribuição à divulgação científica. Alessandra observa que isso representa uma mudança significativa na forma como a sociedade vê os estudantes surdos.

Programa Paraná Integral

O Programa Paraná Integral (PPI) tem ampliado o tempo escolar em várias instituições, oferecendo um aprendizado diversificado que inclui atividades acadêmicas, culturais e socioemocionais. Com um crescimento significativo, o PPI atualmente atende a um grande número de alunos, proporcionando uma alimentação escolar adequada e enriquecendo a experiência educacional.

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