A implementação de estradas de concreto pelo governo do Paraná tem mostrado resultados positivos, segundo um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP). A iniciativa é vista como um modelo no setor público, visando a eficiência na contratação de obras para a infraestrutura do estado.
Exemplo de Sustentabilidade
Recentemente, o Paraná foi destacado em uma nota técnica do CLP, que recomenda que estados e municípios considerem o custo total de obras ao longo de sua vida útil, não apenas o valor apresentado na licitação. Essa abordagem justifica a escolha da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seil) por utilizar concreto em mais de 800 quilômetros de rodovias.
Durabilidade e Manutenção
Em comparação ao pavimento asfáltico, o concreto oferece o dobro da durabilidade. As estradas de asfalto geralmente têm uma vida útil de cerca de 10 anos, enquanto as de concreto podem durar pelo menos 20 anos, o que resulta em menores custos de manutenção ao longo do tempo.
Inovação nas Estradas
O secretário de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti, enfatiza que o Paraná adotou tecnologias de pavimentação de países como Estados Unidos e Alemanha, melhorando assim a trafegabilidade e o escoamento da produção agrícola no estado.
Ranking de Sustentabilidade
A política de incentivo à pavimentação em concreto colocou o Paraná no topo do ranking de Sustentabilidade Ambiental, destacando a isenção de ICMS sobre o cimento utilizado nas obras. Essa medida é vista como um exemplo de orçamento verde aplicado à infraestrutura.
Benefícios Fiscais e Monitoramento
Com o amparo do Convênio ICMS 05/26, as concessões fiscais foram regulamentadas pelo Decreto Estadual nº 12.956/2026, que prevê isenção até o final de 2027, sujeita a limites quantitativos e monitoramento dos custos de manutenção e segurança.
Análise de Ciclo de Vida
Um estudo focado na rodovia PRC-280 analisa alternativas de restauração ao longo de 20 anos, mostrando que o pavimento semirrígido provoca maior consumo energético e emissões de CO2 em comparação ao concreto. Essa metodologia busca integrar a eficiência nas decisões governamentais sobre investimentos em infraestrutura.
