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Polo de inovação da região Noroeste, Uem completa 50 anos de reconhecimento federal

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) celebrou, na última segunda-feira (11), meio século de reconhecimento federal, um marco significativo na história da educação superior no Brasil. O decreto nº 77.583, assinado em 11 de maio de 1976 pelo presidente Ernesto Geisel, oficializou a instituição como um estabelecimento de ensino superior de relevância nacional, supervisionado pelo Ministério da Educação (MEC).

Impacto do Reconhecimento Federal

Esse reconhecimento permitiu à UEM expandir sua atuação, garantindo autonomia na criação de cursos e facilitando o acesso a financiamentos, além de possibilitar a celebração de convênios e a validação de diplomas em todo o país. Com isso, a universidade se estabeleceu como um centro de produção científica, consolidando Maringá como um importante polo educacional.

O processo para obter o reconhecimento começou em 1975, com a UEM, ainda sob a gestão do reitor Rodolfo Purpur, enviando uma extensa documentação requerida. De acordo com o Diário do Norte do Paraná, em janeiro de 1976, foram transportados 46 volumes de documentação para Brasília, evidenciando a qualidade dos cursos oferecidos na época.

O avanço culminou em um reconhecimento que, ao longo dos anos, posicionou a UEM como polo de excelência no Paraná, com sete câmpus regionais que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico da região, fomentando educação, pesquisa e extensão.

A Evolução Histórica da UEM

A UEM foi criada pelo decreto estadual nº 6.034 em 6 de novembro de 1969, junto com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Em janeiro de 1970, a instituição foi oficialmente nomeada Universidade Estadual de Maringá, seis anos antes da obtenção do reconhecimento federal.

Recentemente, em março de 2020, a UEM recebeu recredenciamento institucional, o que a reafirma como uma das instituições de ensino mais respeitadas do estado, alcançando a nota mais alta em uma avaliação em comparação a outras universidades paranaenses.

Expansão e Inovação

Em comemoração ao cinquentenário, o reitor Leandro Vanalli ressaltou a importância do reconhecimento federal e o compromisso da UEM com a modernização contínua da instituição. “Nossa missão tem sido garantir que nenhum projeto fique para trás, com o objetivo de renovar completamente o campus até 2026”, afirmou Vanalli.

Atualmente, a UEM abriga diversos centros de pesquisa, como a Fazenda Experimental de Iguatemi e a Estação Experimental de Piscicultura, além de um complexo de saúde robusto que inclui o Hospital Universitário Regional, que tem atendido mais de 160 mil pessoas anualmente.

Além disso, a universidade se destaca em inovação com o Hub de Inovação Fronteira e o futuro Parque de Ciência e Inovação, que está em fase de construção e representará um investimento significativo para a região.

Estrutura e Alunos

A UEM conta com uma estrutura sólida, composta por 3.414 servidores, dos quais 1.605 são docentes. A universidade tem mais de 20 mil alunos, sendo cerca de 16,5 mil na graduação, que estão inscritos em 95 cursos presenciais e 33 polos de educação a distância. Novos cursos, como Engenharia em Automação e Controle com foco em Inteligência Artificial, serão oferecidos a partir de 2027.

No âmbito da pós-graduação, mais de 4 mil alunos estão matriculados em 37 programas de doutorado, 58 de mestrado e 17 de especialização. A instituição foi bem avaliada pela CAPES, obtendo a nota máxima em vários programas.

A UEM também promove 370 cursos de extensão, beneficiando 8.245 pessoas, com a participação ativa de docentes e alunos. Essas iniciativas visam democratizar o acesso ao conhecimento e promover ações voltadas para a comunidade em áreas como saúde e educação.

Reconhecimento Nacional e Internacional

A UEM figura entre as melhores universidades do Brasil e está entre as quatro instituições estaduais mais bem classificadas em rankings internacionais. Recentes avaliações colocaram a UEM na 22ª posição entre as universidades brasileiras no Ranking Leiden e no 24º lugar na América Latina, consolidando seu lugar como uma instituição de excelência educacional.

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