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Instituto de Educação do Paraná celebra 150 anos com foco na formação de professores e preservação da história

O Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, localizado em Curitiba, comemora 150 anos de história. Para celebrar esta data marcante, a instituição realizou uma programação especial na última quarta-feira (15), que incluiu a execução do hino da escola, composto pela renomada escritora Helena Kolody, e a entrega de obras de arte que passaram por restauração. A agenda de atividades destaca o papel do Instituto como um patrimônio histórico e cultural da educação paranaense.

Uma História de Educação e Cultura

O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, enfatizou a importância do Instituto, ressaltando sua capacidade de preservar a história enquanto se mantém atual e alinhado às novas demandas educacionais: “Celebrar essa data é reconhecer o trabalho de gerações de profissionais que contribuíram para um ensino público de qualidade no Paraná”, afirmou.

Para a diretora do Instituto, Márcia Costa Graichen Murbach, os 150 anos da escola são um convite à reflexão sobre sua relevância contínua. Ela destacou que a identidade da instituição está ligada à sua trajetória formativa: “São 150 anos formando profissionais, desde a Escola Normal, em 1876, até o atual Instituto”, informou.

Educação Inovadora

Fundado em 12 de abril de 1876, o Instituto, que inicialmente se chamava Escola Normal, atualmente atende cerca de mil alunos, oferecendo Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional e um curso de Formação de Docentes que agrega aproximadamente 250 estudantes. Desde 1922, a escola está situada em um prédio histórico na Rua Emiliano Perneta, nº 92, no centro de Curitiba.

O Instituto homenageia seu patrono, Erasmo Pilotto, figura proeminente na renovação pedagógica do Paraná e defensor do Movimento da Escola Nova. Ele ocupou o cargo de secretário de Educação entre 1949 e 1952 e foi professor na própria instituição, promovendo práticas pedagógicas mais modernas.

Legado Literário

A poetisa paranaense Helena Kolody, que lecionou no Instituto durante 23 anos, também é uma figura de destaque associada ao local. Ela foi pioneira na introdução do haicai no Brasil e teve sua carreira literária marcada pela sensibilidade e concisão, sendo eleita para a Academia Paranaense de Letras em 1991.

O Instituto se destaca não apenas como um educador, mas também como parte da trajetória de vida de várias gerações. A escola continua a se renovar, inspirando um ambiente de inovação e criatividade, em consonância com os ideais de seu patrono.

Experiência Docente

Ivonete Ferreira Haiduke, com 30 anos de experiência no Instituto, ressalta a importância do vínculo entre passado e futuro como ex-aluna e atual professora. “A educação é transformadora. Foi na formação que compreendi como nos prepara para o mundo do trabalho e da vida”, destacou. Ela acredita que o curso de Formação de Docentes ajuda os alunos a desenvolverem uma nova visão sobre a educação e a profissão.

Iniciativas de Livre Expressão

A proposta educacional do Instituto valoriza a autonomia dos alunos, refletindo-se em projetos que fomentam a criatividade. Um exemplo disso é o livro “Contos para Não Dormir”, elaborado por alunos como parte de um trabalho escolar independente. Lançado em 2006, reúne histórias de suspense inspiradas em lendas locais do colégio, criando uma forte conexão com o espaço escolar e estimulando o interesse pela leitura.

Investimentos na Infraestrutura

Em comemoração aos 150 anos do Instituto, o Governo do Estado, através da Secretaria da Educação, está investindo R$ 1,9 milhões em reformas na instituição. As melhorias incluem a requalificação de salas de aula, laboratórios e biblioteca, além da modernização da cozinha e adaptações de acessibilidade nos banheiros.

Eliane Terruel Carmona, diretora-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), destacou que as obras visam garantir melhores condições de aprendizagem. As intervenções, que já estão 40% concluídas, têm previsão de finalização para julho de 2026, sem impactar a área tombada como patrimônio histórico.

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