A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) investe em tecnologias para monitorar a qualidade da água de maneira eficaz. A mais recente inovação em teste é a Estação Remota, uma solução que promete monitoramento acessível e versátil, complementando as estruturas já existentes.
Descrição do Sistema
O sistema, desenvolvido internamente por colaboradores da Sanepar, consiste em uma sonda acoplada a uma estrutura flutuante. Ao entrar em contato com a água, essa sonda monitora uma série de parâmetros em tempo real e registra os dados em um pequeno laboratório integrado. Isso permite que a empresa não só avalie a qualidade da água nos corpos hídricos, mas também ajuste seus tratamentos de água e esgoto, áreas principais de atuação da Companhia.
Complemento aos Equipamentos Fixos
Os principais instrumentos de monitoramento utilizados pela Sanepar são atualmente fixos e instalados em Estações de Tratamento de Água. A proposta da Estação Remota não é substituir esses equipamentos, mas sim complementá-los. “Como é um equipamento menor e móvel, podemos utilizá-lo para monitorar trechos do corpo hídrico que frequentemente não recebem atenção das estruturas fixas. Isso nos proporcionará uma visão mais abrangente da qualidade da água em um rio, por exemplo”, explica Rafael Francis Leite, membro da Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar.
Além disso, a Estação pode ser deslocada para analisar áreas remotas e investigar descartes irregulares de esgoto, eliminando a necessidade de instalações complexas.
Redução de Custos
Um dos benefícios notáveis da Estação Remota é sua economia. A versatilidade do equipamento, que pode ser utilizado em diferentes situações, torna-o uma opção mais acessível para o monitoramento da qualidade da água. “A ausência de grandes obras para sua implementação reduz significativamente os custos”, destaca Leite.
A estrutura flutuante da Sanepar utiliza tubos de PVC como alternativa às boias industriais, permitindo que o custo de montagem, em formato de “H”, seja inferior a R$ 1 mil. Em comparação, flutuantes prontos variam entre R$ 8 mil e R$ 25 mil, dependendo do modelo.
Os protótipos atualmente em teste foram fabricados com sobras de tubos de PVC de projetos anteriores, ressaltando a preocupação sustentável da Sanepar. segundo Leite, isso ajuda a reduzir o custo final do monitoramento.
Aprimoramento dos Processos de Tratamento
Os dados gerados pela Estação Remota têm o potencial de otimizar a gestão dos processos de tratamento de água e esgoto. “É possível focar em pontos específicos dentro do tratamento para reduzir gastos em certos horários com produtos químicos ou energia”, afirma Rafael Leite.
Inovação e Parcerias Estratégicas
Wilson Bley, diretor-presidente da Sanepar, destaca a importância de iniciativas como esta, que emergem de pesquisas internas: “A Sanepar é uma empresa inovadora por natureza, e essas ações refletem esse compromisso. Temos um ambiente que incentiva nossos colaboradores a desenvolverem suas ideias para aprimorar processos.”
O desenvolvimento da Estação Remota está sendo realizado em colaboração com o Programa de Pós-Graduação Profissionalizante em Meio Ambiente Urbano e Industrial (PPGMAUI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Essa parceria integra a expertise técnica dos empregados da Sanepar com a pesquisa acadêmica, visando validar soluções de baixo custo e alta eficácia no monitoramento da qualidade da água.
