A navegação no Estreito de Ormuz não será liberada, conforme decisão tomada nesta terça-feira pelo Conselho de Segurança da ONU. A resolução, redigida pelo Bahrein e apoiada pelos países do Conselho de Cooperação do Golfo, pedia segurança marítima e proteção da infraestrutura civil, ressaltando a importância da liberdade de navegação.
Ataques e consequências
Durante a votação, a proposta obteve 11 votos favoráveis, mas foi bloqueada por dois votos contrários da China e da Rússia, membros permanentes com poder de veto. As interrupções na navegação no Estreito de Ormuz começaram após os conflitos no Oriente Médio, intensificados pelos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã e os subsequentes contra-ataques iranianos em 28 de fevereiro. Essa instabilidade impacta o mercado global de combustíveis, considerando que cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo passam por essa importante via marítima.
A importância do Estreito de Ormuz se destaca como uma rota crucial para o comércio global, e a recente votação ocorre em um cenário de tensões crescentes na região, refletindo um aumento nos incidentes que ameaçam a navegação comercial e geram preocupações sobre o fornecimento de energia mundial.
A importante rota marítima do Estreito de Ormuz é retratada separando as nações dos Emirados Árabes Unidos e Irã.
Comentários do Bahrein
Após a rejeição da proposta, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid al Zayani, expressou sua decepção e enfatizou que a falta de aprovação não muda a grave situação na região. Ele destacou que a credibilidade do Conselho de Segurança está em jogo. O Bahrein atua como presidente rotativo do órgão durante o mês de abril.
O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 países-membros, incluindo cinco permanentes com direito de veto: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Para a adoção de uma resolução, são necessários pelo menos nove votos favoráveis e nenhum veto dos membros permanentes.
