Deputada Mabel Canto (PP).
Créditos: Valdir Amaral/Alep
Em uma iniciativa voltada para o combate à misoginia, a deputada estadual Mabel Canto (PP) protocolou um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A proposta visa a criação da “Semana Estadual de Cidadania Digital para o Enfrentamento da Misoginia”, uma ação que busca integrar o Código Estadual da Mulher Paranaense.
Definição de Misoginia
A misoginia, caracterizada como o ódio ou desprezo extremo voltado às mulheres, se manifesta de diversas formas, incluindo violência física, psicológica, verbal e sexual. Mabel Canto destacou a importância de enfrentar essa questão com educação e políticas públicas efetivas, principalmente no ambiente digital. “É preciso agir com coragem”, afirmou a deputada, que preside a Bancada Feminina na Alep.
Origem da Proposta
A proposta surgiu após a deputada participar da 70ª Sessão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas, realizada em março deste ano em Nova York. Durante um dos painéis, foram discutidos os desafios da violência cibernética contra mulheres, com ênfase em plataformas sociais como o TikTok, onde “trends” de natureza violenta têm se espalhado. Exemplos preocupantes incluem vídeos que simulam reações agressivas de homens em casos de rejeição feminina.
Calendário e Atividades
A “Semana Estadual de Cidadania Digital” está prevista para ocorrer anualmente na semana que inclui o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, visando incorporar essas atividades ao calendário oficial do Paraná. A deputada pontuou que “projetos como este têm a finalidade de conscientizar e combater a desinformação, além de orientar sobre os mecanismos de denúncia e proteção”.
Eventos Durante a Semana
Durante essa semana, o projeto sugere a realização de palestras, debates e oficinas, com a possibilidade de parcerias com instituições públicas e privadas. “É inaceitável, nos dias atuais, que mulheres ainda vivam com medo”, concluiu Mabel Canto.
Próximos Passos
O Projeto de Lei agora seguirá para análise técnica e constitucional na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep.
